
Crédito, Getty Images
- Author, Paul Glynn
- Role, Repórter de cultura, BBC News
Tempo de leitura: 7 min
A rapper Nicki Minaj, nascida em Trinidad e Tobago, se declarou na quarta-feira (28/1) “fã n° 1” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ela também mostrou o seu “gold card de Trump“, que oferece residência permanente no país e um caminho para obter a cidadania americana.
Trump chamou a estrela ao palco em Washington, quando ela anunciou seu apoio ao chamado programa “Contas de Trump”, que oferece fundos fiduciários para crianças.
Antes crítica das duras políticas de imigração do presidente, Minaj vem elogiando sua liderança nos últimos anos. Ela emigrou para os Estados Unidos com seus pais, quando era criança.
Sua manifestação vem em uma época de protestos no país, depois que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) mataram dois cidadãos americanos em incidentes separados: Renée Nicole Good, no dia 7, e Alex Pretti, em 24 de janeiro.

Crédito, Reuters
“Eu diria que, provavelmente, sou a fã n° 1 do presidente e isso não irá mudar”, declarou Minaj. Ela foi vista de mãos dadas com Trump no pódio.
“E o ódio ou o que as pessoas tiverem para dizer não me afeta de forma nenhuma. Na verdade, isso me motiva a apoiá-lo ainda mais.”
Minaj também mostrou seu novo cartão, adornado com o rosto de Trump, em uma postagem no X (antigo Twitter).
“Finalizando a papelada da cidadania neste momento, segundo meu maravilhoso, amável e charmoso presidente”, acrescentou ela posteriormente, destacando que o cartão foi “gratuito”.
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O que é o ‘gold card de Trump’?
Lançado em dezembro, o “gold card de Trump” oferece um caminho rápido para que imigrantes ricos como Minaj obtenham a cidadania americana.
Eles pagam US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) e uma taxa de processamento de US$ 15 mil (cerca de R$ 781 mil), em troca da residência nos Estados Unidos.
“É um caminho para a cidadania para as pessoas, essencialmente pessoas ricas ou pessoas de grande talento, onde as pessoas ricas pagam para que essas pessoas talentosas entrem”, segundo o presidente americano.
“Eles serão ricos e bem-sucedidos, e gastarão muito dinheiro, pagarão muitos impostos e empregarão muitas pessoas”, declarou ele em fevereiro do ano passado
Os portadores do green card — como é conhecido o visto para residência permanente no país hoje —, incluindo os beneficiários atuais do EB-5, normalmente precisam viver como residentes permanentes legais nos EUA por cinco anos antes de se tornarem elegíveis para a cidadania.
O Congresso é quem tem o poder de determinar os critérios para a cidadania nos EUA, mas Trump afirmou que os “gold cards” não exigiriam aprovação do Congresso.
Os “gold cards” foram objeto de críticas por terem sido lançados em uma época em que o presidente americano vem reprimindo a imigração ilegal.

Crédito, Reuters
Nicki Minaj aplaudiu a medida. A estrela conhecida pela canção Super Bass teria explicado que chegou ao país “como imigrante ilegal aos cinco anos de idade”, em uma postagem de 2018 no Facebook, ao criticar a política governamental de separação das famílias.
“Não consigo imaginar o horror de estar em um local estranho e ter meus pais afastados de mim, com cinco anos”, dizia a postagem.
“Para mim, isso é assustador. Por favor, parem com isso. Vocês podem tentar imaginar o terror e o pânico que essas crianças estão sentindo? Sem saber se seus pais estão vivos ou mortos, se elas irão vê-los novamente algum dia.”
Já em 2024, durante uma sessão de streaming no TikTok, Minaj destacou: “Não sou cidadã da América. Não é uma maluquice?”
“Nasci em uma bela ilha chamada Trinidad e Tobago. Mas estou nos Estados Unidos há muitos anos.”
“Você deve pensar que, com os milhões de dólares que paguei de impostos para este país, eu teria recebido uma cidadania honorária milhares, milhares, milhares de anos atrás”, disse ela.
O “gold card” de Minaj oferece direito ilimitado de residência nos Estados Unidos, mas ela ainda não é cidadã americana, segundo o acordo.
Em Washington, na quarta-feira, Trump brincou que iria deixar crescer suas unhas para imitar a rapper. Depois, ele pegou a mão dela, enquanto outro palestrante subia para o pódio.
Minaj declarou que não deixaria os oponentes do presidente bilionário “saírem impunes do bullying que fazem com ele”.
“Ele tem muita força por trás dele e Deus o está protegendo”, afirmou ela. “Amém.”

Crédito, Reuters
A canção de protesto de Springsteen
Minaj enfrentou algumas críticas dos seus fãs na internet, em relação ao seu apoio a Donald Trump. E outros músicos americanos se manifestaram menos favoráveis ao presidente e sua política de imigração.
Na mesma quarta-feira (28/1), Bruce Springsteen lançou uma canção contra o ICE chamada Streets Of Minneapolis, a cidade onde Alex Pretti e Renée Nicole Good foram mortos.
“Compus esta canção no sábado (24/1), gravei ontem e publiquei para vocês hoje…”, segundo Springsteen.
“Ela é dedicada ao povo de Minneapolis, nossos inocentes vizinhos imigrantes e à memória de Alex Pretti e Renée Good. Fiquem livres.”
A canção de protesto, em estilo folk-rock, menciona os nomes de Pretti e Good. Parte da letra diz: “Nós relembraremos os nomes daqueles que morreram / Nas ruas de Minneapolis”.
His fellow New Jerseyan, rapper Ice-T, has been swapping the lyrics to his 1992 track Cop Killer to “ICE killer” during live performances of late.
“I think we’re headed to some really ugly terrain,” he said. “And black people really ain’t got nothing to do with it. It’s bad. I think the moment somebody shoots an ICE agent, it’s gonna get bad.”
Eilish has made her feelings about ICE and the Trump administration known, criticising ICE raids in her hometown of Los Angeles.
After the killing of Renee Nicole Good earlier this month, she shared a post referring to the enforcement agency that has been “tearing apart families, terrorising citizens, and now murdering innocent people”.
After the subsequent death of Alex Pretti, she posted a selfie with the caption: “Hey my fellow celebrities, u gonna speak up?”
Grande got political on social media too, sharing a screenshot of a post from New York Mayor Zohran Mamdani calling for the agency’s abolition.
“ICE terrorises our cities. ICE puts us all in danger. Abolish ICE,” the message read.
Additional reporting by Kate Moore.
Fonte.:BBC NEWS BRASIL


