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6 de julho de 2026

Nintendo: como são museu em Kyoto e parque em Osaka – 06/07/2026 – Turismo

Nintendo: como são museu em Kyoto e parque em Osaka – 06/07/2026 – Turismo

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Que Mario? Oras, aquele que fez história como um dos grandes protagonistas dos videogames. O encanador de “Super Mario Bros”, de 1985, está por todos os lados no Japão. A Nintendo, empresa responsável pelo jogo, sabe aproveitar o potencial da nostalgia para vender produtos.

Duas cidades, porém, se destacam entre os fãs —não só do Mario, mas também de outras grandes franquias da Nintendo, como “Pokémon” e “Zelda”. A primeira é Kyoto, onde fica o museu da empresa. A segunda é Osaka, o endereço de um parque de diversões inspirado em seus games.

Kyoto e Osaka estão próximas entre si. O trem-bala percorre os 60 quilômetros em 15 minutos, o que facilita esse itinerário. Ainda assim, é bom planejar, especialmente para o parque em Osaka.

A Nintendo surgiu em Kyoto, em 1889, produzindo jogos de cartas. Foi só nos anos 1960 que a empresa se enveredou pelo nicho de brinquedos. O grande salto veio em 1981, com “Donkey Kong“, no qual Mario fez a sua primeira aparição. A missão dos jogadores era subir uma série de rampas até chegar ao gorila furioso que lhes arremessava barris.

Foi “Super Mario Bros”, porém, que consolidou a firma como uma das líderes do ramo. Não à toa, a primeira coisa que os visitantes veem ao chegarem ao museu são os icônicos canos verdes usados por Mario. Ali, os visitantes param e posam para as fotos, fingindo fazer parte do jogo também.

O museu fica em Uji, ao sul de Kyoto, onde antes funcionava uma fábrica da empresa. A melhor maneira de chegar é de trem —a partir do centro, leva meia hora. Disputados, os ingressos custam R$ 35 para crianças de até 12 anos, R$ 70 para adolescentes de até 17 anos e R$ 105 para adultos (mesmo aqueles que ainda se sentem jovens para jogar Mario).

Em épocas mais concorridas, é preciso participar de uma espécie de sorteio. As inscrições abrem alguns meses antes no site do museu. Apesar de todo o processo, a reportagem não teve problemas para comprar seus tíquetes.

Após tirar as fotos nos canos e abraçar os personagens em forma de cogumelo, o visitante tem que —infelizmente— guardar as câmeras porque não é permitido fotografar ou filmar dentro do museu.

São, a grosso modo, dois espaços. No primeiro, há uma espécie de exposição da história da Nintendo contada por meio de objetos. Estão ali todos os consoles, jogos e acessórios que a firma produziu. Entre eles, os saudosos nintendinhos e os cartuchos que toda uma geração assoprou.

Há também, em uma sala à parte, uma série de rascunhos e anotações à mão que mostram um pouco do processo criativo dos designers. Por exemplo, em papéis quadriculados, aparecem as telas do primeiro jogo da franquia “Zelda”, de 1986. Os rascunhos ajudam a entender o cuidado por trás daquelas criações.

O segundo espaço é mais lúdico. Cada ingresso vem carregado com dez moedinhas. Os visitantes podem gastá-las em uma série de jogos, desde que tenham paciência para enfrentar as filas.

Uma das opções é jogar games clássicos em dupla, com controles gigantes —uma pessoa aperta as setas, a outra, os botões. A reportagem escolheu jogar Mario (e perdeu de maneira vergonhosa).

O mais divertido, porém, é o jogo coletivo de tiro. Os visitantes ficam em fila diante de uma tela enorme e precisam disparar contra os vilões da franquia “Mario” que passam à sua frente. É uma espécie de catarse coletiva, semelhante à sensação de jogar “Mario Kart” ou “Mario Party” com amigos.

A sugestão é fazer essa visita pela manhã ou à tarde e aproveitar o restante do dia em Kyoto. Se puder, passe alguns dias na cidade, explorando seus templos e parques, e então siga para a vizinha Osaka.

Em Osaka está o parque de diversões da Universal, que tem uma área exclusiva dedicada à Nintendo. O acesso também é bastante fácil, a cerca de meia hora de distância da maioria das hospedagens na cidade.

O difícil —e custoso— é comprar os ingressos. As vendas abrem com meses de antecedência, e é prudente comprar cedo para evitar dissabores. O valor varia bastante conforme a época. Em junho, quando a reportagem esteve ali, custava R$ 180 para crianças e R$ 300 para adultos.

O desafio seguinte é entrar na área da Nintendo, que é disputada. Em dias concorridos, a forma mais segura de garantir o acesso é comprar um dos —também custosos— passes especiais que incluem entrada programada na área da Nintendo. Você recebe um horário para entrar, sem perrengues. O valor fica em torno de R$ 450, sem desconto para crianças.

A área da Nintendo é construída como se estivesse em um jogo do Mario. Há, por exemplo, o castelo da princesa Peach, que os fãs vão reconhecer do “Super Mario 64”. Há também os canos, as plantas carnívoras e todas as outras doidices. Bem feito, o local entusiasma os fãs.

A grande atração é a simulação de “Mario Kart”. Com visor de realidade aumentada, o visitante se sente parte do game, atirando cascos de tartaruga e coletando moedas. Há também uma atração em que podem cavalgar no lagarto Yoshi e uma montanha-russa inspirada na franquia “Donkey Kong”, além de lojinhas temáticas.

A visita dura boa parte do dia, ainda mais se você decidir explorar o restante do parque —a montanha-russa do “Jurassic Park” vale especialmente a pena.

No restante do dia, é improvável que você tenha vontade de fazer qualquer outra coisa além de voltar para o hotel e, rindo de si, rever as fotos que tirou com funcionários adultos fantasiados de Mario e Luigi.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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