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29 de agosto de 2025

Nome do centrão, Tarcísio enfrenta o presidenciável Eduardo – 29/08/2025 – Alvaro Costa e Silva

Nome do centrão, Tarcísio enfrenta o presidenciável Eduardo – 29/08/2025 – Alvaro Costa e Silva

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Parece que agora não tem volta: Tarcísio de Freitas é candidatíssimo ao Planalto. O movimento se dá em função da desgraça de sua principal inspiração política, Bolsonaro, que está preso em casa, com monitoramento da polícia para evitar qualquer ensaio de fuga, às vésperas do julgamento no STF por arquitetar um golpe de Estado.

Hoje o ex-presidente é considerado, no campo da direita e até em covis da extrema direita, carta fora do baralho no jogo contra Lula. Este, usando boné nacionalista e a máquina estatal, está em plena campanha, com gás renovado após as pesquisas que lhe são favoráveis.

A agenda de Tarcísio, mais de um pré-candidato presidencial que de um governador em exercício, recheada de encontros com empresários e cantores bregas e palanques eleitorais improvisados em festas de boiadeiro, se intensificou após a revelação dos diálogos do capitão com o filho Eduardo e o pastor Malafaia –prova do cambalacho do trio para retaliar, via Trump, autoridades brasileiras e conseguir benefícios próprios, pouco importando os “malucos” do 8/1. Ali o grupo fisiológico que atende pela alcunha de centrão abandonou Bolsonaro e já trabalha a favor do engenheiro de formação militar.

Tarcísio aproveitou para declarar que o próximo governo será de centro-direita e precisa ter o lema de “crescer 40 anos em 4” –citação a Juscelino Kubitschek. Quem evoca JK está obviamente pensando em Brasília. Ele poderia lembrar que Juscelino sofreu três tentativas de golpe, mas deve ter achado que não era um bom momento. Ao defender uma agenda austera, promessa de 11 entre 10 candidatos, falou em corte de ministérios. Há 24 secretárias estaduais em São Paulo, além de uma pasta extraordinária.

Tarcísio terá de conter o desgaste com o avanço das investigações do MP sobre a corrupção de auditores da Secretaria de Fazenda estadual, no seu governo, um esquema de propina de ao menos R$ 1 bilhão. E segurar Eduardo Bolsonaro, que ameaça deixar o PL e disputar a Presidência, se ele entrar para o partido.


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Fonte.:Folha de S.Paulo

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