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4 de março de 2026

O elemento químico que mudou a história da saúde mental

O elemento químico que mudou a história da saúde mental

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ilustração de suas cabeças colocadas em sentidos opostos, uma em preto, marcada com relâmpagos simbolizando distúrbios, e outra amarela com um sol aberto entre nuvens no meio, representando tranquilidade

Crédito, Richard Drury/ Getty

    • Author, Matías Zibell
    • Role, BBC News Mundo
  • Tempo de leitura: 10 min

Em julho de 1968, quando Walter Brown começou sua especialização em psiquiatria na Universidade Yale (EUA), sua primeira missão foi evitar que “Mr. G” se reunisse com o então presidente americano.

Mr. G era um paciente que havia passado 17 anos internado em hospitais psiquiátricos, ora imobilizado por uma depressão suicida, ora com uma euforia que o fazia imaginar um encontro com o mandatário do país.

“Diversas vezes por semana, Mr. G corria em direção à porta. Três enfermeiras e eu precisávamos arrastá-lo para um quarto de reclusão, onde, enquanto eu lutava com ele, uma delas aplicava um sedativo”, escreveu Brown no seu livro Lithium: a Doctor, a Drug and a Breakthrough (Lítio: um médico, uma droga e um avanço, em tradução livre).

O paciente tinha psicose maníaco-depressiva ou transtorno bipolar. Seu prognóstico não era nada animador, mas, dois anos depois, Brown voltou a se encontrar com Mr. G.

Agora, ele vivia por conta própria, fora dos hospitais e trabalhava em um supermercado. E ainda se lembrava, com uma mescla de assombro e vergonha, do seu desejo de se encontrar com o presidente americano.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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