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Introdução
“Sabedoria dos Cipós”, de Dénètem Touam Bona, convida à reflexão sobre a (des)conexão entre homem e natureza. Usando os cipós como metáfora de resistência, o livro explora como eles ocultaram escravizados e armaram defesas naturais, rejeitando a visão econômica da natureza em busca de uma convivência ética inspirada em lições de quilombos e sabedoria afro-americana.
- Cipós como símbolo de resistência: Descubra como essas plantas auxiliaram escravizados e formaram defesas naturais contra exploradores.
- Crítica à (des)conexão homem-natureza: A obra questiona a relação ocidental com o meio ambiente e propõe um novo olhar.
- Aprendizados dos quilombos: O que as comunidades que se refugiaram na natureza podem ensinar sobre convivência ética.
- Natureza além da economia: A rejeição de uma visão meramente utilitária da natureza e seus seres.
- Filosofia decolonial: Uma profunda reflexão inspirada em pensadores e movimentos que buscam reativar movimentos de subversão.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Eles crescem e se esparramam do rés do chão à copa das árvores, entrelaçando-se com a floresta a ponto de diluir qualquer noção de começo e fim ou fronteira. Eles se irmanam com outras espécies, camuflam e parecem fugir — de algo, de alguém ou de ambos.
Pois o pensador francês Dénètem Touam Bona parte dos cipós, essas estruturas vegetais que criam defesas ao ecossistema, ajudaram a ocultar escravizados fugidos e armaram resistências naturais contra os exploradores europeus (nas Américas e na África), para tecer uma profunda e poética reflexão sobre a (des)conexão entre homem e natureza que vicejou na civilização ocidental.
O livro trata, ainda, sobre o que podemos aprender com as comunidades negras que se refugiaram dos “senhores” em quilombos e outras paisagens acobertadas pela terra e a flora.
Com base em uma perspectiva que rejeita papéis meramente econômicos atribuídos à natureza e aos seus viventes, em ensinamentos da filosofia e da religião afro-americana e em um fluxo de movimentos e autores decoloniais, o livro (Sabedoria dos Cipós (Ubu Editora — clique aqui para comprar) semeia uma proposta de refúgio e convivência ética com os outros e o mundo que partilhamos.
“É precisamente por ser uma entidade quimérica — um esboço, um movimento em suspenso — que o cipó se apresenta como um chamado a retomar o fio, a reativar por meio de nossas próprias fugas seus movimentos de subversão.”, diz Dénètem Touam Bona, em Sabedoria dos Cipós.
Sabedoria dos cipós

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Fonte.:Saúde Abril


