11:23 PM
8 de janeiro de 2026

O que diz a Nestlé sobre fórmulas infantis recolhidas por risco de toxina

O que diz a Nestlé sobre fórmulas infantis recolhidas por risco de toxina

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta-feira (7) a comercialização, distribuição e o uso de alguns lotes de produtos de nutrição infantil da Nestlé, incluindo fórmulas das linhas NAN, Nestogeno e Alfamino.

A medida foi adotada após a identificação do risco de contaminação por uma toxina associada a sintomas gastrointestinais, como náuseas e vômitos. Antes da decisão da Anvisa, a empresa já havia iniciado um recall (recolhimento) voluntário em mais de 20 países.

Segundo a Nestlé, análises de qualidade de rotina indicaram a possível presença de cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, que pode representar risco à saúde quando ingerida. Diante do resultado, a companhia optou pelo recolhimento preventivo dos produtos.

No Brasil, estão fora de comercialização lotes das seguintes marcas: Nestogeno, NAN Supreme Pro, NANLAC Supreme Pro, NANLAC Comfort, NAN Sensitive e Alfamino.

De acordo com a empresa, a toxina foi identificada em um ingrediente provido por um fornecedor global terceirizado de óleos, o que levou à recomendação de um recolhimento em escala internacional.

“Notificamos o fornecedor do ingrediente e reforçamos nossos protocolos de qualidade”, informou a Nestlé, em nota, sobre resposta ao ocorrido.

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A fabricante afirma que, até o momento, não há registros de doenças confirmadas associadas aos produtos envolvidos.

O que fazer se tiver o produto em casa

De acordo com a empresa, os consumidores que possuíram em suas casas algum dos produtos envolvidos poderão entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor para devolução do item e reembolso integral. A comunicação pode ser feita pelo e-mail falecom@nestle.com.br ou pelo telefone 0800 761 2500, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para verificar se o produto faz parte do recall, o consumidor deve conferir o número do lote impresso na embalagem — geralmente localizado no fundo da lata — e compará-lo com a lista divulgada pela Nestlé em seu site oficial. Em caso positivo, o uso deve ser suspenso.

Além disso, caso a criança apresente sintomas compatíveis com infecção gastrointestinal ou lentidão de movimentos e raciocínio após o consumo de produtos dos lotes envolvidos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Se possível, leve a embalagem ou uma amostra do alimento consumido.

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Por fim, segundo a empresa, os lotes das linhas de nutrição infantil não afetados pelo recolhimento permanecem seguros para consumo e seguem sendo comercializados normalmente. A Nestlé afirmou, ainda, que atua em cooperação com as autoridades sanitárias e que a qualidade e a segurança alimentar são prioridades para a marca.

+Leia também: O que ocorre numa intoxicação alimentar?

O que é o Bacillus cereus e a cereulide

O Bacillus cereus é uma bactéria comumente encontrada em alimentos. A maioria de suas cepas não representa risco à segurança, mas algumas podem produzir toxinas.

Entre elas está a cereulide, uma toxina altamente estável, com baixa probabilidade de ser inativada pelos processos convencionais de fabricação de alimentos.

Se a bactéria gerar essa substância em quantidades elevadas, ela pode provocar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e letargia.

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“É praticamente impossível conter completamente essa bactéria”, afirma o infectologista Renato Grinbaum, especialista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

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Então, como prevenir?

Qualquer alimento pode ser contaminado”, destaca Grinbaum. Nesse cenário, medidas preventivas importantes incluem o cozimento adequado e, sobretudo, o resfriamento rápido dos alimentos. Isso porque o risco à saúde surge quando o microrganismo está presente em grandes quantidades, situação em que pode produzir níveis mais elevados de toxinas capazes de desencadear quadros clínicos.

Mas o Bacillus cereus é capaz de formar esporos resistentes à fervura e aos procedimentos usuais de higienização. Para piorar, embora o aquecimento possa eliminar a bactéria, ele não inativa a toxina responsável pelos episódios de vômito, caso ela já esteja presente.

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Portanto, a prevenção se baseia principalmente em impedir a multiplicação da bactéria e a produção de toxinas antes do consumo.

Isso envolve práticas como evitar a permanência de alimentos prontos em temperatura ambiente por longos períodos, garantir o resfriamento rápido após o preparo e respeitar as condições adequadas de armazenamento desde a produção até o consumo final.

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Fonte.:Saúde Abril

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