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Introdução
A Gripe K, uma variante do vírus H3N2, está sob vigilância no Brasil e globalmente. Apesar de não ser mais grave, sua disseminação acelerada acende um alerta. A vacinação anual contra a gripe é a principal defesa e protege contra o subclado K, complementada por medidas de higiene e reforço da cobertura vacinal.
- A Gripe K é uma variante do vírus influenza A (H3N2), não um vírus novo, e exige vigilância.
- Não há evidências de aumento significativo da gravidade, mas a disseminação tem sido mais acelerada globalmente.
- A vacinação anual contra a gripe é a estratégia mais indicada e eficaz na proteção contra a gripe K.
- Casos da gripe K foram confirmados no Brasil, inserindo o país na dinâmica global de evolução do vírus.
- Medidas preventivas, como higienização das mãos, uso de máscaras e ventilação de ambientes, são cruciais para conter a disseminação.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em nota técnica de 29/1/2026, o Ministério da Saúde aponta que o cenário epidemiológico de diferentes vírus respiratórios, com destaque para a influenza A(H3N2) – incluindo a gripe K –, ainda exige a manutenção da vigilância dos casos e a atuação das autoridades de saúde.
Hoje, a vacinação contra a gripe segue sendo a estratégia mais indicada para evitar a infecção pela gripe K, além de apresentar a maior taxa de cobertura.
De acordo com o documento mais recente, não há evidências de aumento significativo da gravidade clínica associada à variante K, nem de adoção de medidas de saúde temporárias em aeroportos e portos, por exemplo.
Contudo, o contexto nacional e internacional exige monitoramento do risco potencial de intensificação precoce (ou mais intensa) da atividade desses vírus neste ano.
Avanço da gripe K em outros países acende alerta
A circulação da linhagem K do vírus da gripe teve início na Europa e, depois, na Ásia e na África. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá também registram aumento progressivo de casos, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Na Nova Zelândia e na Austrália também foi identificado esse vírus.
Essa identificação da variante K do vírus influenza A (H3N2) no Brasil atesta a necessidade de vigilância epidemiológica e de uma cobertura vacinal efetiva contra a gripe, que também protege contra o K. A vacinação é fundamental e pode evitar diversos problemas de saúde, como hospitalizações, afastamento do trabalho, entre outros.
Segundo dados mais recentes do próprio Ministério da Saúde, 17 casos foram confirmados em Santa Catarina e três em Mato Grosso do Sul. Ainda que poucos, exigem a devida vigilância epidemiológica.
+Leia também: Gripe K: Santa Catarina registra 17 casos da doença; entenda o vírus e os seus riscos
Monitoramento global e impacto no cenário nacional
Outro aspecto que deve ser considerado é que esse subtipo, conhecido como clado 2a.3a.1, já vinha sendo monitorado mundialmente por causa do expressivo aumento da circulação desse vírus no Hemisfério Norte, em 2025.
Atualmente, a identificação da variante K aponta para relevância epidemiológica e o Brasil, por conta desses casos notificados, insere-se na dinâmica global de evolução do vírus e demanda, sem dúvida, vigilância contínua, mesmo com casos considerados “importados”.
Diante da circulação de variantes como o K, as orientações de vacinação seguem as mesmas, pois as vacinas aplicadas no Brasil são atualizadas todos os anos com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e consideram, inclusive, a circulação global das linhagens do H3N2.
Sabemos que esse vírus respiratório tem alto potencial de disseminação, mas, até o momento, não está associado a quadros mais graves do que o habitual. Porém, é preciso observar com atenção e reforçar a vacinação em massa, sempre.
Nossa cobertura ainda está aquém do recomendado, principalmente nos últimos anos, e isso é indispensável para o controle da maior parte dos casos de gripe, incluindo a K.
O que é a gripe K?
O subclado K é uma variante do vírus influenza A (H3N2) que tem apresentado aumento de circulação, principalmente em países do Hemisfério Norte, desde o fim de 2025.
Mesmo não havendo evidências de que essa variante provoque formas mais graves da doença em comparação a outras formas da influenza, autoridades de saúde destacam que a disseminação tem ocorrido de forma mais acelerada em regiões da Europa, Ásia e América do Norte.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiram um alerta para a temporada de gripe de 2026.
No Brasil, o Ministério da Saúde ressalta que o subtipo K não se trata de um vírus novo e reforça que as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seguem eficazes na proteção contra formas graves da doença. Os grupos mais vulneráveis permanecem os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação.
Além da vacinação, o SUS também oferece gratuitamente antivirais específicos para o tratamento da gripe, indicados principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos.
Como prevenir a gripe K
Além da imunização – principalmente para idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas – as autoridades de saúde reforçam a adoção de algumas medidas preventivas, tais como:
- Higienização das mãos;
- Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
- Utilização de máscara ao apresentar sintomas respiratórios;
- Manter os ambientes limpos e bem ventilados;
- Evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver com sintomas respiratórios.
Os sintomas associados à gripe K são bem parecidos com os da gripe, como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga – características típicas da infecção por influenza.
*Carlos Starling é infectologista, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, vice-presidente da Sociedade Mineira de Infectologia e coordenador do Centro Nacional de Pesquisas Clínicas e Tecnológicas da Faculdade Unimed.
(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

Fonte.:Saúde Abril


