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Introdução
A família do ex-BBB Pedro Henrique afirma que ele vive um surto psicótico, gerando controvérsia sobre inimputabilidade penal. O caso, que levou ao plano de internação, destaca a urgência de compreender o que é um surto psicótico, seus sinais, causas e, principalmente, como agir para oferecer o suporte adequado a quem necessita.
- Entenda o que caracteriza um surto psicótico e seus principais sintomas.
- Saiba como identificar os sinais de um surto em alguém próximo.
- Descubra as diversas causas que podem desencadear um episódio psicótico.
- Aprenda a melhor forma de agir e acolher uma pessoa em surto.
- Compreenda a importância da avaliação profissional e do tratamento adequado.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A família de Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do Big Brother Brasil 26 que desistiu do programa na noite de domingo (18), apontou que ele teria voltado para casa dando sinais de estar vivendo um surto psicótico. Além disso, eles disseram que pretendem internar o jovem de 22 anos.
Os familiares alegam que ele não conseguiu reconhecer o pai e o irmão quando chegou ao aeroporto em Curitiba, cidade onde vive, e também teria dito que acreditava estar na França e que sua filha já tinha nascido (a esposa de Pedro está grávida de sete meses).
O caso gerou controvérsia porque, se constatado o surto, Pedro poderia ser considerado inimputável penalmente frente ao episódio de importunação sexual envolvendo outra participante do BBB, que ocorreu imediatamente antes de sua desistência.
Mas, afinal, como saber se uma pessoa está em um surto psicótico? E o que fazer em casos assim?
O que acontece num surto psicótico?
Um surto psicótico é marcado pela perda de noção da realidade, frequentemente com alucinações, delírios e confusão mental – que pode se manifestar na desorganização das ideias e na dificuldade de se expressar. A pessoa em surto pode ter episódios de agitação e agressividade.
Embora seja frequente que a pessoa apresente percepções sensoriais alteradas, falando sobre situações, sons ou imagens que acredita ter vivenciado mas não ocorreram, em outros casos o surto pode levar à catatonia e ao isolamento social. Por isso, pessoas ao redor devem ficar atentas não apenas à forma como o surto se manifesta, que pode variar muito, mas principalmente a alterações de humor e comportamento daquela pessoa.
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Os surtos podem ter origens variadas, algumas delas relacionadas a causas pontuais e esporádicas, e outras conectadas a problemas duradouros.
O uso de substâncias psicoativas, uma situação particularmente estressante ou traumática e algumas doenças passageiras podem ocasionar um surto isolado. Já distúrbios de saúde mental, como esquizofrenia ou bipolaridade, ou doenças neurodegenerativas, podem levar a episódios repetidos.
O que fazer diante de um surto
Pela maneira como o surto ocorre, pode ser muito difícil para o paciente acometido por ele perceber que algo está errado. Em geral, são as pessoas ao redor que devem ficar atentas às alterações e ajudar da melhor forma possível.
Em um primeiro momento, tente acolher quem está atravessando um surto. Não entre em conflito com as alucinações ou delírios manifestados pela pessoa: evite discussões e, em vez disso, tente reconfortá-la. Não esqueça: essas são maneiras de lidar com impactos imediatos, mas um surto sempre exige cuidados profissionais.
Em geral, medicamentos psiquiátricos e terapia costumam ser abordagens indicadas para lidar com o quadro, o que pode inclusive demandar internações em casos mais graves, como a família de Pedro diz que fará com o ex-BBB. No entanto, a melhor maneira de tratar uma pessoa com surto psicótico vai depender de como ele se manifestou e da investigação de suas possíveis causas de fundo, além do histórico individual.
Também é importante saber se episódios do tipo são recorrentes e já têm uma causa suspeitada (ou diagnosticada) previamente, ou se algo assim nunca tinha acontecido antes. Se o surto for inédito, a pessoa está vivendo o chamado primeiro episódio psicótico (PEP), que exige investigações mais aprofundadas.
Um PEP pode ser um caso isolado que nunca mais vai se repetir após o tratamento inicial, mas também pode ser o início de um quadro crônico, com indicação de acompanhamento contínuo a longo prazo. Só uma avaliação psiquiátrica criteriosa é capaz de determinar como enfrentar o problema.
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Fonte.:Saúde Abril


