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Introdução
Olhos amarelados, ou icterícia, indicam acúmulo de bilirrubina e podem sinalizar problemas de saúde graves, como hepatite viral, pedras na vesícula, câncer de pâncreas ou talassemia. Em recém-nascidos, é comum e geralmente transitória, mas exige atenção. A busca por diagnóstico médico é fundamental.
- O que é icterícia ocular e por que os olhos ficam amarelados.
- Doenças hepáticas e problemas digestivos relacionados ao sintoma, como hepatite viral e pedras na vesícula.
- A icterícia em recém-nascidos: suas causas, transitoriedade e a importância da fototerapia.
- Sinais de alerta que acompanham os olhos amarelados e quando procurar um médico.
- Doenças menos comuns, como câncer de pâncreas e talassemia, que podem causar icterícia.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Olhos amarelados podem ter diferentes causas. Esse sintoma, conhecido como icterícia ocular, indica o acúmulo de bilirrubina no organismo, pigmento amarelado produzido pela quebra natural dos glóbulos vermelhos.
Normalmente, a bilirrubina é processada pelo fígado e eliminada pelo corpo. Quando esse processo não ocorre de forma adequada, o pigmento passa a se acumular no sangue e nos tecidos, provocando a coloração amarelada nos olhos e, em alguns casos, também na pele e mucosas.
O acúmulo de bilirrubina pode indicar doenças hepáticas, além de problemas em estruturas ligadas ao sistema digestivo que vão além do próprio fígado, como a vesícula biliar e o pâncreas.
Sintomas que costumam acompanhar os olhos amarelados incluem a descoloração da pele, com tons amarelados (mais perceptível em pessoas de pele clara), coceira no corpo, dor abdominal e urina escura.
Caso os sinais apareçam, é importante procurar acompanhamento médico, para identificar a causa de fundo e o melhor tratamento para o caso em questão.
A seguir, descubra os problemas de saúde mais associados à icterícia.
Hepatite viral
A hepatite viral é uma infecção no fígado causada por vírus. Existem diferentes tipos da doença – hepatites A, B, C, D e E – e ela pode se manifestar tanto de forma aguda, quando tem curta duração, quanto crônica, quando os sintomas persistem por mais de seis meses.
Além da infecção viral, fatores como consumo excessivo de álcool ou uso inadequado de medicamentos podem agravar o quadro e comprometer ainda mais o funcionamento do fígado.
Os sintomas da hepatite podem variar conforme o tipo da doença, mas frequentemente incluem cansaço, vômitos, perda de apetite, inchaço e dor abdominal. Além, é claro, da icterícia: neste caso, ela ocorre porque a inflamação no fígado dificulta o processamento e a eliminação da bilirrubina.
Quando não tratada, especialmente em sua forma crônica, a hepatite pode evoluir para complicações mais graves, como cirrose, insuficiência hepática e até câncer de fígado.
Icterícia em recém-nascidos
A icterícia em recém-nascidos é relativamente comum e ocorre devido ao aumento da bilirrubina no sangue do bebê. Em geral, surge nos primeiros dias após o nascimento e tende a desaparecer naturalmente em até duas semanas.
Entre os fatores que podem contribuir para o aumento da bilirrubina estão partos prematuros e a presença, no leite materno, de substâncias que podem elevar temporariamente os níveis desse pigmento. Em bebês prematuros, o quadro pode ser mais intenso e prolongado, exigindo acompanhamento médico.
Medir os níveis de bilirrubina em bebês é fundamental para saber se não é necessário recorrer a algum tratamento complementar para acelerar a recuperação, já que números muito elevados podem trazer riscos à saúde. Normalmente, quando isso é necessário, recomenda-se o “banho de luz”: a fototerapia ajuda a quebrar a bilirrubina mais rapidamente.
Pedra na vesícula
A vesícula biliar é um órgão localizado abaixo do fígado e tem como função armazenar, justamente, a bile, líquido que auxilia na digestão das gorduras. A chamada pedra na vesícula (cálculo biliar) se forma, geralmente, a partir do excesso de colesterol, pigmentos biliares ou sais presentes na bile, que acabam se cristalizando.
Quando essas pedras bloqueiam os ductos biliares, a bile não consegue fluir normalmente para o intestino. Como consequência, a bilirrubina pode se acumular no organismo, provocando icterícia. Entre os sintomas associados estão dor abdominal, náuseas e vômitos, febre (em casos mais graves), e colecistite.
+Leia também: Colecistite: conheça sintomas da doença que pode levar à cirurgia
Câncer de pâncreas
O câncer de pâncreas é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células malignas no órgão. Entre os fatores que podem aumentar o risco da doença estão histórico familiar, tabagismo e consumo frequente de alimentos ultraprocessados.
Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas costuma apresentar poucos sintomas, sendo considerado uma doença de evolução silenciosa, o que dificulta seu diagnóstico precoce. Já em fases mais avançadas, pode provocar dor abdominal e perda de peso. A icterícia, aqui, pode surgir quando o tumor interfere no fluxo normal da bile, causando acúmulo de bilirrubina no organismo.
Talassemia
A talassemia é uma doença genética e hereditária que afeta a produção de hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Essa condição pode levar ao desenvolvimento de anemia e provocar sintomas que variam de acordo com a gravidade do quadro. Cansaço, alterações nos ossos faciais e mudanças na coloração da pele estão entre os sintomas mais comuns.
Fonte.:Saúde Abril


