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Introdução
Medicamentos para tratamento da obesidade em humanos estão sendo estudados para pets com a doença crônica
- Estudo brasileiro com liraglutida em gatos obesos resultou em perda de quase 10% do peso, porém com reações adversas expressivas, como vômito e diarreia.
- Nos EUA, uma empresa desenvolveu um chip para gatos que libera a droga gradualmente.
- Atualmente, nenhuma entidade veterinária endossa o uso dessas medicações em animais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em breve, medicamentos com os princípios ativos das canetas para perda de peso entre humanos poderão ajudar animais de estimação a emagrecer. Estudos ao redor do mundo estão avaliando os chamados análogos de GLP-1 em cães e gatos.
No Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) testaram doses de liraglutida (uma droga de uso diário) em felinos obesos, e os animais chegaram a eliminar quase 10% do peso em duas semanas.
No entanto, as reações adversas foram expressivas: vômito, diarreia e desinteresse expressivo pela comida.
A mesma equipe está testando outra molécula da categoria, numa parceria com cientistas americanos que integra um projeto sob confidencialidade.
“Fármacos indutores de saciedade parecem promissores, mas sempre dentro de uma abordagem mais ampla, que inclua dieta e exercícios”, avalia o veterinário Thiago Vendramini, professor da Universidade de São Paulo (USP).
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Sem picadas!
Até agora, nenhuma entidade veterinária endossa o uso de canetas como Ozempic em pets, embora existam relatos de profissionais que administraram a droga em caráter experimental.
“Ainda são necessários estudos que avaliem segurança, eficácia, manutenção da perda de peso e impacto na qualidade de vida dos animais”, ressalta Vendramini. Inclusive, formulações especialmente desenhadas para eles já são alvo de experimentos.
Experimento americano
Nos EUA, a empresa Okava criou um chip que libera gradualmente uma droga para perda de peso, chamada exenatida, em gatos. Os resultados dos testes saem neste ano.
A depender da performance dessa nova tecnologia, ela poderá ser testada também em cachorros e outras espécies, podendo revolucionar o tratamento da obesidade em animais.
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Fonte.:Saúde Abril


