Outra tradição popular são as Osterfeuer, fogueiras acesas em diferentes regiões do país para celebrar a primavera. De origem pagã, o ritual hoje reúne famílias e amigos ao redor do fogo, em um momento de encontro que reforça o espírito de recomeço da data.

Austrália
Na Austrália, no lugar do tradicional coelhinho, a Páscoa é representada pelo bilby, um marsupial nativo (e bastante fofo) do país. A escolha não é por acaso: os coelhos foram introduzidos por colonizadores europeus e acabaram se tornando uma praga que impactou o ecossistema australiano. Já o bilby, ameaçado de extinção, ganhou espaço nas celebrações como forma de conscientizar a população. Hoje, não é raro encontrar chocolates em seu formato, com parte das vendas revertida para a preservação da espécie.
À mesa, uma das presenças mais populares são os hot cross buns, pãezinhos doces preparados com especiarias e frutas secas, marcados por uma cruz no topo. Consumidos especialmente na Sexta-feira Santa, a tradição diz que, ao dividir o pão com outra pessoa, o gesto fortalece laços e traz sorte para o ano inteiro.

França
A Páscoa francesa conta com uma lenda curiosa: por lá, não é o coelho que traz os ovos de chocolate, mas sim os sinos das igrejas. Segundo a crença popular, eles param de tocar entre a quinta-feira e o sábado da Semana Santa em sinal de luto pela morte de Cristo – e, durante esse período, “viajam” até Roma para serem abençoados pelo papa. No retorno, na manhã do domingo de Páscoa, os sinos deixariam cair ovos, galinhas e outros doces pelo caminho, dando origem à tradicional caça aos ovos entre as crianças.
À mesa, o cordeiro assado, preparado com ervas, alho e azeite, é o prato mais tradicional do almoço, geralmente servido com legumes da estação, como aspargos. Em Bessières, moradores se reúnem para preparar uma omelete gigante, feita com cerca de 15 mil ovos.
Suécia
Climinha de Halloween, mas com um tom mais leve – é assim a Páscoa na Suécia. Durante a Semana Santa, crianças se fantasiam de “bruxas da Páscoa”, com roupas antigas, lenços coloridos e bochechas pintadas, e saem de casa em casa oferecendo desenhos em troca de doces. A tradição tem origem em uma antiga lenda que dizia que, na Quinta-feira Santa, bruxas voavam até o monte Blåkulla para se encontrar com o diabo. Hoje, a história virou brincadeira e faz parte do imaginário infantil.
Dentro de casa, ramos de bétula decorados com penas coloridas enfeitam mesas e ambientes, uma prática que remonta ao século 19 e que, segundo historiadores, teria evoluído de antigos rituais ligados à Sexta-feira Santa. No sábado, fogueiras são acesas em algumas regiões como forma de reunir a comunidade – e, no passado, acreditava-se que elas ajudavam a afastar as bruxas.

Coreia do Sul
Na Coreia do Sul, a Páscoa não é feriado nem uma celebração amplamente difundida, já que o cristianismo, especialmente o catolicismo, não é a religião predominante no país. Ainda assim, quem celebra a data costuma presentear amigos e familiares com ovos de Páscoa – mas não de chocolate, e sim ovos de galinha cozidos, decorados com pinturas ou adesivos. Além disso, nos últimos anos, a capital Seul passou a sediar um desfile com bandas, apresentações de danças e símbolos relacionados a data.

Escócia
Uma das tradições mais populares da Escócia é a corrida de ovos. Depois de cozidos e decorados, eles são rolados morro abaixo, vencendo aquele que chegar mais longe sem quebrar. O período também traz outras práticas curiosas que refletem o humor e o folclore local, como o “Hunting of the Gowk”, no dia 1º de abril – uma brincadeira em que amigos e familiares são enviados em uma caça ao “gowk”, termo antigo para cuco ou bobo, em locais improváveis.

Bulgária
Na Bulgária, a Páscoa é uma celebração bastante ligada à tradição cristã ortodoxa. Lá, um dos costumes mais populares acontece na Quinta-feira Santa, quando ovos cozidos são tingidos de cores variadas – o primeiro sempre de vermelho, representando o sangue de Cristo. Depois, eles são usados em uma brincadeira em que as pessoas batem um ovo contra o outro, tentando quebrar a casca do adversário sem danificar a própria. Ao final, quem termina com o ovo intacto é considerado o sortudo do ano, com promessas de saúde e prosperidade.

México
No México, a celebração se estende por duas semanas. A primeira, é a Semana Santa popular, que vai do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa e é marcada por procissões e missas. Já a semana seguinte funciona como um período de descanso, com escolas e negócios fechados. Entre as tradições mais marcantes está a Queima de Judas, realizada no sábado anterior à Páscoa. Nela, bonecos feitos de palha ou papel machê, representando o traidor de Jesus, são queimados em público. Essa tradição também acontece em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste.

Polônia
Um dos símbolos centrais da Páscoa polonesa é o cordeiro talhado em madeira, que costuma ser colocado no centro da mesa. Nos dias que antecedem a data, famílias participam de costumes como a pintura de ovos, chamados de pisanki, decorados com símbolos regionais. Outra tradição é o preparo de cestas com alimentos – como pão, babka e embutidos – que são levadas à igreja para serem benzidas.
Na segunda pós a Páscoa, a celebração ganha um tom mais divertido com o Śmigus-Dyngus, a “segunda-feira molhada”. Nesse dia, é comum que as pessoas joguem água umas nas outras, uma tradição que tem origem em antigos rituais pagãos ligados à purificação e à chegada da primavera.
República Tcheca
Uma tradição um pouco maldosa acontece na República Tcheca. Lá, meninos usam varas trançadas, decoradas com fitas coloridas, para chicotear o bumbum das meninas. Em troca, elas presenteiam eles com ovos coloridos e oferecem doces e bebidas. Grande parte dos sites de turismo garante que a prática acontece de forma leve, mas é possível encontrar relatos nas redes sociais de mulheres que descrevem a experiência como desconfortável – e, em alguns casos, até agressiva – além da pressão social para participar. Apesar disso, a tradição, chamada pomlázka, ainda é vista por muitos como um ritual ligado à fertilidade, saúde e juventude.
Por outro lado, a Páscoa tcheca também reúne costumes mais leves e coloridos. Os ovos decorados são um dos principais símbolos da data, assim como os laços e enfeites que celebram o fim do inverno e a chegada da primavera. À mesa, o destaque vai para o “cordeiro” de Páscoa – que é, na verdade, um bolo doce moldado no formato do animal.

Onde comer doces sem açúcar, lactose ou glúten em São Paulo
Newsletter
Aqui você vai encontrar dicas de roteiros, destinos e tudo o que você precisa saber antes de viajar, além das últimas novidades do mundo do turismo.
Inscreva-se aqui
para receber a nossa newsletter
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters em breve!
Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp
Fonte.:Viagen


