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Introdução
A insolação é uma condição séria causada por exposição excessiva ao calor, levando o corpo a superaquecer e perder a capacidade de regular a temperatura. Pode comprometer funções vitais e exige ação rápida. Entenda os perigos, sintomas e como se proteger do sol intenso para evitar complicações graves.
- Insolação: um colapso do sistema de refrigeração do corpo, atingindo mais de 40°C e comprometendo órgãos vitais.
- Perigos: Desidratação intensa, perda de sais minerais essenciais para cérebro, coração e músculos.
- Diferença: Não confunda com queimadura solar; a insolação afeta o funcionamento interno do organismo.
- Sintomas: De dor de cabeça e tontura à febre alta, convulsões e risco de coma.
- Primeiros Socorros e Prevenção: Mover para local fresco, resfriar o corpo, hidratar e evitar exposição prolongada ao sol.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Depois de um dia sob o sol forte, sentiu o corpo esmorecer, a cabeça pesar ou o coração bater mais rápido? Nem sempre é só cansaço. Pode ser insolação. Comum no verão, a condição aparece quando uma pessoa fica tempo demais exposta aos raios solares ou ao calor intenso.
Por vezes subestimada, a insolação é considerada um problema grave. Quando ela surge, significa que o organismo entrou em uma espécie de pane. Isso porque o quadro é caracterizado por um aquecimento interno tão intenso que faz o corpo perder a capacidade de regular a própria temperatura por meio do suor. Essa desregulação pode levar a danos permanentes e até à morte.
Para entender melhor o porquê de isso ser tão sério, vale olhar para o funcionamento básico do organismo. Em situações normais, nossa temperatura gira em torno de 36,5°C. Quando o ambiente esquenta, o corpo aciona seu principal sistema de refrigeração: o suor. Ao evaporar na pele, ele ajuda a eliminar o excesso de calor e manter tudo sob controle.
O problema começa quando o sol castiga por tempo prolongado ou o calor é intenso demais. Nessas situações, o corpo desidrata e passa a absorver mais calor do que consegue eliminar. O “sistema de resfriamento” entra em sobrecarga e deixa de dar conta do recado.
“Os sintomas aparecem quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC e o corpo perde a capacidade de transpirar e, consequentemente, de se resfriar, podendo levar a quadro de desidratação intensa”, explica Bianca Costa Soares de Sá, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Esse estado de superaquecimento prolongado e a série de sintomas que o acompanham é o que chamamos de insolação.
Por que é perigoso?
Estudos apontam que a incidência de doenças e síndromes relacionadas ao calor, como a insolação, tem crescido.
Isso acende um alerta, já que o calor excessivo faz o corpo perder água em ritmo acelerado e leva junto sais minerais essenciais, como sódio e potássio. Essas substâncias são necessárias para o bom funcionamento do cérebro, do coração e dos músculos. Sem elas, o organismo começa a falhar.
Por isso, a insolação pode comprometer funções vitais e evoluir para quadros graves se não for identificada e tratada rapidamente.
E engana-se quem pensa que isso só acontece depois da praia. Entre as causas da insolação, o calor intenso nos centros urbanos, a prática de atividades físicas extenuantes, a falta de hidratação por longos períodos e até o uso excessivo de roupas no calor criam o cenário perfeito para o problema.
Diferença entre insolação e queimadura solar
A confusão é comum, mas insolação e queimadura solar não são a mesma coisa. A queimadura afeta principalmente a pele, que fica avermelhada, dolorida e, nos casos mais intensos, pode apresentar bolhas, inchaço e até febre.
Já a insolação vai além da superfície do corpo. Ela compromete o funcionamento interno do organismo e pode atingir órgãos vitais. Ou seja, a insolação coloca todo o sistema em risco.
+Leia também: Queimadura solar é coisa séria!
Sintomas de insolação
“Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, tontura, náuseas, pele muito quente, pulso e respiração acelerados, além de cansaço excessivo”, descreve Bianca.
Muita gente se pergunta se a insolação pode causar febre. A resposta é sim. O quadro pode provocar febre alta e, até mesmo, levar à confusão mental.
Em casos mais graves, podem surgir sintomas como:
- palidez ou desmaio;
- convulsões;
- extremidades arroxeadas;
- fraqueza muscular intensa;
- coma;
- risco de morte.
O que fazer diante de uma insolação?
Segundo o Ministério da Saúde, a insolação é uma emergência e exige medidas imediatas de primeiros socorros até a chegada de atendimento médico.
Aos primeiros sinais do quadro, o mais importante é agir rápido para ajudar o corpo a perder calor.
Para isso, o primeiro passo é levar a pessoa para um local fresco e ventilado, retirar o excesso de roupas, oferecer líquidos (se ela estiver consciente) e, se possível, borrifar água fria para resfriar a pele.
Tão logo seja possível, a pessoa deverá ser imersa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas. Até lá, também é indicado aplicar compressas frias na testa, no pescoço, nas axilas e nas virilhas.
Em casos mais graves, é preciso procurar atendimento médico imediatamente. O ideal é levar a pessoa a um hospital ou acionar o serviço de emergência pelo SAMU (192).
Como é feito o tratamento de insolação?
O tratamento da insolação consiste basicamente em reduzir a temperatura corporal e hidratar o organismo.
Dependendo da gravidade do caso, ele pode ser feito com hidratação oral ou venosa, permanência em ambiente fresco e ventilado ou compressas frias e panos úmidos para ajudar no resfriamento.
+Leia também: Insolação: o que causa e quais são os cuidados para evitá-la
Cuidados a serem adotados
Para evitar a insolação, a dermatologista Bianca de Sá destaca atitudes simples que fazem a diferença nos dias de calor.
A principal delas é respeitar o sol, evitando a exposição prolongada, sobretudo entre 11h e 15h. Em dias muito quentes, o ideal é buscar sombra e ambientes bem ventilados.
O uso de roupas leves facilita a troca de calor, enquanto a hidratação deve ser constante ao longo do dia. A proteção solar também é necessária. Usar um filtro com FPS de 30 ou mais, aliado a chapéus, óculos escuros e outras barreiras físicas, ajuda a reduzir os riscos.
+Leia também nossa Reportagem de Capa: Os dilemas do protetor solar: o que é mito e o que é verdade sobre os filtros
O Ministério da Saúde também reforça a importância de beber bastante líquido — dando preferência à água, água de coco e sucos naturais —, moderar o consumo de álcool, evitar permanecer dentro do carro sob sol forte e optar por refeições mais leves, como frutas e verduras.
Para Bianca, a insolação não deve ser subestimada. “É um quadro potencialmente grave”, afirma. Por isso, ela destaca que reconhecer os sintomas cedo e buscar atendimento quando necessário é muito importante.
Além disso, vale mencionar que a exposição frequente e sem proteção ao sol também aumenta o risco de câncer de pele, o que dá força à importância do cuidado contínuo.
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Fonte.:Saúde Abril


