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7 de janeiro de 2026

Pegou sol demais? Veja como lidar com a insolação

Pegou sol demais? Veja como lidar com a insolação

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Depois de um dia sob o sol forte, sentiu o corpo esmorecer, a cabeça pesar ou o coração bater mais rápido? Nem sempre é só cansaço. Pode ser insolação. Comum no verão, a condição aparece quando uma pessoa fica tempo demais exposta aos raios solares ou ao calor intenso.

Por vezes subestimada, a insolação é considerada um problema grave. Quando ela surge, significa que o organismo entrou em uma espécie de pane. Isso porque o quadro é caracterizado por um aquecimento interno tão intenso que faz o corpo perder a capacidade de regular a própria temperatura por meio do suor. Essa desregulação pode levar a danos permanentes e até à morte.

Para entender melhor o porquê de isso ser tão sério, vale olhar para o funcionamento básico do organismo. Em situações normais, nossa temperatura gira em torno de 36,5°C. Quando o ambiente esquenta, o corpo aciona seu principal sistema de refrigeração: o suor. Ao evaporar na pele, ele ajuda a eliminar o excesso de calor e manter tudo sob controle.

O problema começa quando o sol castiga por tempo prolongado ou o calor é intenso demais. Nessas situações, o corpo desidrata e passa a absorver mais calor do que consegue eliminar. O “sistema de resfriamento” entra em sobrecarga e deixa de dar conta do recado.

Os sintomas aparecem quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC e o corpo perde a capacidade de transpirar e, consequentemente, de se resfriar, podendo levar a quadro de desidratação intensa”, explica Bianca Costa Soares de Sá, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Esse estado de superaquecimento prolongado e a série de sintomas que o acompanham é o que chamamos de insolação.

Por que é perigoso?

Estudos apontam que a incidência de doenças e síndromes relacionadas ao calor, como a insolação, tem crescido.

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Isso acende um alerta, já que o calor excessivo faz o corpo perder água em ritmo acelerado e leva junto sais minerais essenciais, como sódio e potássio. Essas substâncias são necessárias para o bom funcionamento do cérebro, do coração e dos músculos. Sem elas, o organismo começa a falhar.

Por isso, a insolação pode comprometer funções vitais e evoluir para quadros graves se não for identificada e tratada rapidamente.

E engana-se quem pensa que isso só acontece depois da praia. Entre as causas da insolação, o calor intenso nos centros urbanos, a prática de atividades físicas extenuantes, a falta de hidratação por longos períodos e até o uso excessivo de roupas no calor criam o cenário perfeito para o problema.

Diferença entre insolação e queimadura solar

A confusão é comum, mas insolação e queimadura solar não são a mesma coisa. A queimadura afeta principalmente a pele, que fica avermelhada, dolorida e, nos casos mais intensos, pode apresentar bolhas, inchaço e até febre.

Já a insolação vai além da superfície do corpo. Ela compromete o funcionamento interno do organismo e pode atingir órgãos vitais. Ou seja, a insolação coloca todo o sistema em risco.

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+Leia também: Queimadura solar é coisa séria!

Sintomas de insolação

“Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, tontura, náuseas, pele muito quente, pulso e respiração acelerados, além de cansaço excessivo”, descreve Bianca.

Muita gente se pergunta se a insolação pode causar febre. A resposta é sim. O quadro pode provocar febre alta e, até mesmo, levar à confusão mental.

Em casos mais graves, podem surgir sintomas como:

  • palidez ou desmaio;
  • convulsões;
  • extremidades arroxeadas;
  • fraqueza muscular intensa;
  • coma;
  • risco de morte.

O que fazer diante de uma insolação?

Segundo o Ministério da Saúde, a insolação é uma emergência e exige medidas imediatas de primeiros socorros até a chegada de atendimento médico.

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Aos primeiros sinais do quadro, o mais importante é agir rápido para ajudar o corpo a perder calor.

Para isso, o primeiro passo é levar a pessoa para um local fresco e ventilado, retirar o excesso de roupas, oferecer líquidos (se ela estiver consciente) e, se possível, borrifar água fria para resfriar a pele.

Tão logo seja possível, a pessoa deverá ser imersa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas. Até lá, também é indicado aplicar compressas frias na testa, no pescoço, nas axilas e nas virilhas.

Em casos mais graves, é preciso procurar atendimento médico imediatamente. O ideal é levar a pessoa a um hospital ou acionar o serviço de emergência pelo SAMU (192).

Como é feito o tratamento de insolação?

O tratamento da insolação consiste basicamente em reduzir a temperatura corporal e hidratar o organismo.

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Dependendo da gravidade do caso, ele pode ser feito com hidratação oral ou venosa, permanência em ambiente fresco e ventilado ou compressas frias e panos úmidos para ajudar no resfriamento.

+Leia também: Insolação: o que causa e quais são os cuidados para evitá-la

Cuidados a serem adotados

Para evitar a insolação, a dermatologista Bianca de Sá destaca atitudes simples que fazem a diferença nos dias de calor.

A principal delas é respeitar o sol, evitando a exposição prolongada, sobretudo entre 11h e 15h. Em dias muito quentes, o ideal é buscar sombra e ambientes bem ventilados.

O uso de roupas leves facilita a troca de calor, enquanto a hidratação deve ser constante ao longo do dia. A proteção solar também é necessária. Usar um filtro com FPS de 30 ou mais, aliado a chapéus, óculos escuros e outras barreiras físicas, ajuda a reduzir os riscos.

+Leia também nossa Reportagem de Capa: Os dilemas do protetor solar: o que é mito e o que é verdade sobre os filtros

O Ministério da Saúde também reforça a importância de beber bastante líquido — dando preferência à água, água de coco e sucos naturais —, moderar o consumo de álcool, evitar permanecer dentro do carro sob sol forte e optar por refeições mais leves, como frutas e verduras.

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Para Bianca, a insolação não deve ser subestimada. “É um quadro potencialmente grave”, afirma. Por isso, ela destaca que reconhecer os sintomas cedo e buscar atendimento quando necessário é muito importante.

Além disso, vale mencionar que a exposição frequente e sem proteção ao sol também aumenta o risco de câncer de pele, o que dá força à importância do cuidado contínuo.

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Fonte.:Saúde Abril

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