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10 de janeiro de 2026

Pizzaria Farmo, em SP, insiste em conceito napolitano – 07/01/2026 – Restaurantes

Pizzaria Farmo, em SP, insiste em conceito napolitano – 07/01/2026 – Restaurantes

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São Paulo


Pizza redonda com borda alta e queimada em alguns pontos, coberta por queijo derretido, cogumelos e pedaços de carne. A pizza está sobre uma tábua de madeira com alça, sobre uma superfície escura. Ao fundo, há outra pizza parcialmente visível com presunto.

Pizza Farmo, que leva molho de tomate, muçarela, cogumelos e linguiça fresca


Priscila Pastre/Folhapress

Crítica | SP

Farmo Forneria


Três estrelas (Bom)

Rua Cotoxó, 614, Perdizes, região oeste; @farmoforneria

Com tanta pizzaria apostando no estilo napolitano na cidade, dá para escolher em qual delas ir pelo tipo de programa que quiser fazer.

Há bons endereços com mesas que comportam famílias inteiras, como a Soffio. Outros de estilo mais jovem convidam a uma parada rápida para comer pizza com as mãos, como a Bráz Elettrica —que se intitula “neo-napolitana”. Existem alguns poucos que seguem à risca as regras da pizza napolitana tradicional, com direito a selo de autenticidade, como a Leggera.

No meio de tudo isso tem ainda aqueles endereços de bairro que parecem se preocupar em aderir a um modelo ou um conceito.

É assim na Farmo: a casa apresenta suas pizzas como napolitanas, oferecendo a experiência de comer redondas individuais e com massas de longa fermentação como algo novo.

Mas, se eu fosse abrir uma subcategoria para colocá-la, seria a de uma boa pizzaria de bairro. É um lugar que agrada casais em busca de um ambiente com luz baixa e sofazinhos aconchegantes —um pouco prejudicado pela música alta demais.

Começamos pelas entradas. Pareciam interessantes os sanduíches com a massa de pizza da casa, mas optamos pelo supplì al telefono (R$ 42, seis unidades), bolinhos de risoto recheados com queijo, que depois são empanados e fritos. Na receita original, o molho de tomate é misturado ao arroz arbóreo durante o cozimento do risoto. Na casa, o molho vermelho vem separado, embaixo dos bolinhos. Estavam gostosos e cumprindo a promessa do nome, de o queijo derretido se esticar tal qual um fio de telefone a cada mordida.

Seguimos para as pizzas. A clássica margherita (R$ 47), que na versão original napolitana é feita com queijo fior di latte, ali é preparada com muçarela artesanal e parmesão. O resultado é uma pizza um pouco mais pesada. Salgada além da conta, veio com um bom molho de tomate e folhas frescas de manjericão. A massa estava saborosa e elástica.

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Entre as autorais, a Mattos (R$ 66) leva molho de tomate, muçarela, gorgonzola, geleia de figos e parma. A combinação das frutas com queijo e presunto cru soava deliciosa e com pouca chance de erro. Mas decepcionou por conta da geleia, que chegou pálida, doce demais e sem nenhum contraponto.

A melhor pizza que provamos foi a que recebe o nome da casa. Na Farmo (R$ 58), molho de tomate, muçarela, cogumelos e linguiça fresca resultam numa combinação prazerosa e harmônica.

Para encerrar, semifreddo di amarena (R$ 36), sobremesa com altos e baixos. Seu chantilli estava leve e agradável e o sorvete veio emoldurado por uma delicada casquinha de chocolate com lâminas de amêndoas. Pena que a calda de amarenas apontava para um sabor artificial bem marcado.

A Farmo revelou-se uma pizzaria de bairro acima da média, com massa saborosa e bem executada —com destaque para as versões sem invencionices. Mas há ajustes a fazer nos preparos da cobertura. Seria mais interessante se preocupar com eles do que em replicar conceitos.





Fonte.:Folha de São Paulo

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