10:35 PM
28 de novembro de 2025

PM avisou colegas de furto de fuzil em operação no RJ, mostra gravação em câmera corporal

PM avisou colegas de furto de fuzil em operação no RJ, mostra gravação em câmera corporal

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A decisão judicial que determinou a prisão de cinco policiais militares suspeitos de desviar um fuzil apreendido durante a megaoperação Contenção, no dia 28 de outubro, no complexo da Penha, no Rio de Janeiro, mostra diálogo em que um dos PMs, supostamente, avisa colegas que vai guardar um fuzil apreendido na mochila. A arma, segundo investigação, não foi apresentada formalmente às autoridades.

A Corregedoria da PM prendeu nesta sexta-feira (28) cinco policiais militares do Batalhão de Choque. Três deles foram identificados como o terceiro sargento Eduardo de Oliveira Coutinho, o subtenente Marcelo Luiz do Amaral e o segundo sargento Diogo da Silva Souza.

O sistema do Tribunal de Justiça do Rio não indica o nome dos advogados dos presos. A polícia não informou se eles constituíram defesa.

Em nota, a PM afirmou que “não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”.

O documento que determina a prisão, assinado pelo juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, do Tribunal de Justiça do Rio, afirma que conversas entre os policiais foram captadas pela câmera corporal acopladas às fardas.

A cena que baseia a suspeita de furto aconteceu durante uma troca de tiros entre PMs e suspeitos no complexo da Penha. Após cessar o confronto, um dos PMs teria recolhido um fuzil no chão.

As imagens mostram o armamento recolhido, mas não há registro formal da apreensão do fuzil. Para o juiz, o fato “gera fundada suspeita de desvio e ocultação do armamento”.

Depois do fuzil recolhido, os PMs foram até um estabelecimento comercial. O diálogo, para a Justiça, sugere ocultação e desvio do fuzil.

Na conversa, Coutinho afirma a Amaral: “Eu vou tirar e colocar na minha mochila de novo, está separado, pode botar nesse daí?”.

Após resposta de Amaral, não compreendida pelos investigadores, Coutinho afirma. “Vou colocar lá atrás do banco, valeu? Porque eu vou levar de novo, porque eu vou tirar e levar minha mochila de novo, está separado”.

Marcelo pergunta a Coutinho: “Você colocou na sua mochila?”. Coutinho responde: “Está dividido, eu desmontei”.

Fora do estabelecimento, outro policial, o sargento Diogo da Silva Souza diz: “Tem que ir para um lugar deserto, colocar na caçamba”. Coutinho responde: “Eu vou montar é novamente”, e Souza sugere “lá para cima, umas ruas desertas dessa aí”.

“As gravações não permitiram identificar o destino do fuzil arrecadado, tampouco se esclarece o encaminhamento das peças retiradas do veículo”, diz a decisão.

Os policiais retornaram ao interior da comunidade e se posicionaram próximos a um carro. Coutinho afirmou: “Deixa eu dar uma olhada nessa Toro [modelo do veículo] aqui… Ah, estou precisando bem de um farol”. Depois, abriu a porta do carro e repetiu: “Estou precisando de um farol”.

Minutos depois, Coutinho chegou perto de Amaral e afirmou: “Tem uma pecinha aqui que eu preciso”. Amaral respondeu: “A hora é essa”.

A imagem indica Coutinho com a mão no motor do veículo, no momento em que retirou os materiais colocados na viatura do Choque.

Outros cinco PMs do Choque são alvos de busca e apreensão. As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

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Fonte. .Noticias ao Minuto

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