7:53 PM
4 de março de 2026

Polícia quer acessar dados de celulares dos réus por estupro coletivo no RJ

Polícia quer acessar dados de celulares dos réus por estupro coletivo no RJ

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Polícia Civil quer acessar informações dos celulares dos réus por um estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

Nenhum dos réus apresentou o celular à polícia no momento da prisão, informou o delegado do caso. A corporação vai pedir a quebra de sigilo telefônico à Justiça do Rio de Janeiro, onde o caso segue em segredo de justiça.

A investigação tentou obter acesso aos celulares no último sábado (28), quando foi deflagrada operação para prender os até então foragidos. A polícia foi a todos os endereços ligados aos homens, mas não encontrou os aparelhos.
Além da prisão dos réus, a polícia também havia solicitado busca e apreensão. Até o momento, não se tem decisão da Justiça para a medida.

Impasse no plantão do judiciário carioca pode ter prejudicado a colheita de provas, segundo o delegado que toca a investigação. Ângelo Lage disse ao UOL que inicialmente o plantão entendeu que o caso não era urgente, cerca de uma semana após a ocorrência. Entre idas e vindas, relatou Lage, o caso saiu da vara responsável por avaliar casos de violência doméstica e foi transferido para a que trata de crianças e adolescentes -e que isso pode explicar a demora para conceder os mandados de prisão e as apreensões dos aparelhos celulares dos envolvidos.

O delegado acredita que, se na primeira semana tivessem conseguido urgência do caso por meio do judiciário, a polícia teria um “efeito surpresa”. Para a reportagem, ele explicou que, após repercussão de um caso, os envolvidos podem acabar fugindo e atuando para sumir com possíveis provas caso demore a decisão.
Mais duas jovens relatam terem sido vítimas de estupro coletivo por réusRéus estão presos

Vitor Hugo Simonin, 18, e Bruno Felipe Alegretti, 18, se entregaram hoje à polícia no Rio de Janeiro. Eles eram os últimos considerados foragidos pelo caso. Simonin se apresentou com um advogado na 12ª DP, em Copacabana, e Bruno em Belford Roxo.

Ontem, Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, já haviam se entregado. Todos os quatro réus responderão pelo crime de estupro. Dois dos envolvidos já foram enviados para a cadeia pública de Benfica, onde devem aguardar o trâmite judicial. Já o adolescente de 17 anos responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime.

MPRJ foi contra apreender adolescente envolvido em estupro coletivo no RioA defesa de João Gabriel nega que tenha havido estupro. Ao UOL, advogados do réu disseram que “confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia”.

O defensor de Vitor Hugo nega que participou do crime. Ele disse que o réu, que é filho de um ex-subsecretário do governo do RJ, confirmou que estava no apartamento, mas que não tem envolvimento no estupro. “‘Não participei de nada’, foi o que ele me disse”, explicou o advogado Ângelo Máximo à imprensa na saída da delegacia.

O UOL tenta contato com as defesas dos outros réus. Em caso de manifestação, esta reportagem será atualizada.

Uma adolescente de 17 anos procurou a polícia com sua mãe, relatando ter sido violentada por cinco pessoas. O crime teria acontecido no dia 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana. Saiba mais.

A jovem relatou que foi convidada por um adolescente com quem teria tido uma relação para se encontrarem. Ela foi ao encontro do adolescente, entrou no quarto do apartamento e passou a manter relações com ele.

Ela relatou que, durante o ato, outras quatro pessoas entraram no quarto. No momento, um adolescente disse aos outros envolvidos que tinha “desenrolado” para que eles participassem. Contudo, a jovem negou fazer sexo com eles.

A menina disse à polícia que tentou sair da situação, mas que não conseguiu. Os homens a agrediram com puxões de cabelo e com golpes na região abdominal enquanto se revezavam nas agressões.
Momentos depois, já sangrando após as agressões, a vítima foi embora. Ela chegou a ser questionada se sua mãe a via sem roupas e disseram para não mostrar os hematomas e o sangramento. Horas após o ato, o adolescente enviou uma mensagem para a adolescente: “chegou bem kkkk”.

COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA SEXUAL

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.

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Fonte. .Noticias ao Minuto

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