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4 de março de 2026

Pomerode (SC) tem maior árvore de Páscoa do mundo – 04/03/2026 – Turismo

Pomerode (SC) tem maior árvore de Páscoa do mundo – 04/03/2026 – Turismo

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Enquanto boa parte do Brasil busca um meio de prolongar o Carnaval por bons dias de março, uma pequena cidade com cerca de 34 mil habitantes está celebrando a Páscoa desde 12 de fevereiro.

Em Pomerode (SC), é tempo de Osterfest, reconhecida como uma das principais festas de Páscoa do país, com tradições que remetem ao cristianismo trazidas pelos imigrantes germânicos —não por acaso, a cidade vizinha de Blumenau tem a fama de ser a mais alemã do país.

Se as tradições são seculares, a festa chega apenas a sua 18ª edição, como parte de um esforço do turismo em Pomerode em torno da data —e deu certo.

Neste ano, são aguardados cerca de 200 mil turistas —ou seis vezes a população local. Claro que as pousadas locais não dão conta de tanta gente. Mas muitos dos visitantes chegam por outras paradas do Vale do Itajaí, chamado de Vale Europeu, como Blumenau, Gaspar ou Brusque.

Como principais trunfos, a Osterfest de Pomerode ostenta a maior árvore de Páscoa do mundo, com 105 mil casquinhas de ovos naturais pintadas artesanalmente, e o maior ovo decorado em qualquer banda —ambos reconhecidos pelo Guinness World Records.

Aliás, a criação do ovo gigante em 2019 foi um dos impulsos ao turismo no período, batendo o recorde com 15,02 m de altura e 8,72 m de diâmetro. No entanto, em 2022, a marca foi superada na cidade espanhola de Salou.

Então os orgulhosos pomerodenses trataram de recuperar a primazia já no ano seguinte, com um novo ovo de 16,72 m x 10,88 m e 13 toneladas, marca que permanece insuperável —reza a lenda que, caso alguma outra cidadezinha deste mundão resolva superar a marca, Pomerode está pronta para aumentar a estatura de sua criação.

O ovão também ganha uma pintura diferente a cada ano. Desta vez, a estampa é cortesia do escritor e ilustrador de livros infantis Guilherme Karsten, que faz referência à brincadeira de caça aos ovos de Páscoa.

O espírito da festa está espalhado pela cidade, mas o principal agito acontece no Centro Cultural de Pomerode (entrada por R$ 12), de quinta a domingo, com dezenas de atrações, incluindo danças folclóricas, oficinas e brincadeiras, incluindo oficina de pintura de casquinha, de pintura facial, de cestinha de filhote de coelho, competição de pássaro ao alvo (participantes atiram um pássaro de madeira em um alvo), feira de doces artesanais etc. Tudo em clima bem familiar.

Chocólatras podem completar a esbórnia pascoal com uma visita à fábrica de chocolates Nugali (nugali.com.br), marca que nasceu em 2004 e já coleciona diversos prêmios internacionais, com cacau vindo da Bahia e do Pará, de cooperativas de produção familiar —incluindo versões sem açúcar e sem glúten.

A fábrica oferece um tour interativo bem elaborado (por R$ 50 por pessoa), com direito a uma bela degustação que termina, evidentemente, na lojinha.

Como nem só de chocolates vive a cidade, é possível fazer também um tour de jipe com a Gertrude Wagen (@gertrudwagen), um superjipe com seis portas que abriga até dez pessoas.

Entre os trajetos é possível fazer a rota do enxaimel, as casas no estilo germânico com vigas de madeira encaixadas, sem nenhum preguinho.

Uma delas, a Casa do Imigrante Carl Weege, está aberta à visitação, com móveis e objetos da época da construção —Pomerode é a cidade campeãs em casas neste estilo, com 233. Se você estiver passando pela estrada e o asfalto exibir uma faixa de paralelepípido, é só olhar para o lado, provavelmente você estará diante de uma casa de enxaimel.

Quase como uma alternativa menos badalada a Gramado, na Serra Gaúcha, Pomerode também tem se especializado na oferta de parques para a família, como o Alles Park, que inclui atrações de parque de diversões e uma Vila de Neve, fechada e geladinha, com escorregador de gelo, iglus e área para patinação.

Para os menores, a sugestão é a Vila Encantada um passeio no estilo Jurassic Park light com um pouco de história e várias brincadeiras para atrair a criançada. Já os mais velhos devem preferir o Museu do Automóvel, o Museu Interativo Brasil-Alemanha ou a Wilbert Cachaça e Licores.

Na parte gastronômica, obviamente as opções de acento germânico dominam a região, com destaque para o Biergarten Pomerânia, em um casarão tombado dos anos 1940 com grande área aberta e música típica, que lembra as animadas cervejarias de Munique.

Para fugir um pouco das linguiças, salsichas e chucrutes, a dica é o elegante La Spezia, Ristorante, escondido nos fundos de um agradável jardim, em uma casa que já foi uma fábrica de cerâmicas —o forno e algumas peças ainda estão lá.

De lá são servidas massas como o tradicional fettuccine al ragù ou o ravioli di agnelo (massa recheada com cordeiro). Calzones, pizzas e outras massas completam o menu.

Antes de ir embora, dá tempo de passar na Vermont Queijos Especiais e fazer uma última comprinha. O queijo Morro Azul, produzido artesanalmente, entrou na lista dos melhores do mundo da revista americana Culture Magazine.





Fonte.:Folha de S.Paulo

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