11:19 PM
22 de março de 2026

Por que a ciência recomenda evitar os temperos prontos?

Por que a ciência recomenda evitar os temperos prontos?

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Bons para dar sabor, mas para a saúde, nem tanto: os temperos prontos podem conferir agilidade na hora de cozinhar. Porém, com a utilização deles, é bem mais fácil pesar a mão no sódio durante a refeição.

Encontrados em pó, em cubos ou ainda em formato de molhos instantâneos, eles frequentemente possuem doses altas desse mineral que, embora esteja associado ao gosto mais acentuado, também traz riscos à saúde se consumido sem moderação.

Outro composto comum é o glutamato monossódico, que, antigamente, era retratado como um dos vilões da dieta. Hoje, o assunto foi desmistificado, mas não significa que dá para consumir sem qualquer critério.

Entenda melhor a história.

O que a ciência diz

Temperos prontos fazem parte do grupo de alimentos ultraprocessados, com indicação para consumo moderado em orientações como as encontradas no Guia Alimentar para a População Brasileira. Como visto acima, seu problema mais recorrente é o alto teor de sódio, seja para estender a sua duração, para encobrir sabores dos aditivos da formulação e para acentuar o gosto do produto.

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O perigo não está somente nos temperos em pó ou caldos em cubos: sopas ou molhos prontos, assim como ketchup altamente industrializado e até comida enlatada podem exagerar na quantidade do mineral. Consumindo muitos ultraprocessados, é bem fácil superar a dose diária recomendada de sódio.

O excesso desse nutriente está ligado ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Além disso, vale uma atenção redobrada aos idosos: com o passar dos anos, a sensibilidade do paladar pode ser afetada, levando a uma maior demanda de sal – justamente em um período da vida em que a propensão a problemas cardíacos e circulatórios também é maior.

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A dica é trabalhar para substituir os temperos prontos por alternativas naturais, como alho, cebola, pimenta, ervas e até uma dose moderada de sal, que você consegue controlar de forma mais precisa do que recorrendo a formulações industriais.

Segurança do glutamato monossódico

Embora já tenha sido apontado como vilão por, supostamente, aumentar o risco de câncer, a verdade é que o glutamato monossódico não é tão prejudicial assim. O mito surgiu de estudos em ratos de laboratório com doses altas do composto, que eram aplicadas na corrente sanguínea dos roedores.

Em geral, tirando casos em que há alergia, a substância é relativamente segura. A questão é que parte dele também é sódio e, por isso, deve-se tomar cuidado igualmente nesse caso. Em geral, porém, a dose é menor do que o sal de cozinha, mas ainda requer atenção a quantidade para não passar do ponto.



Fonte.:Saúde Abril

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