12:21 PM
12 de junho de 2026

Por que a economia faz desta Copa a mais ‘louca’ de todos os tempos

Por que a economia faz desta Copa a mais ‘louca’ de todos os tempos

PUBLICIDADE


O troféu da Copa do Mundo durante entrevista coletiva do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na véspera da partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, na Cidade do México

Crédito, AFP via Getty Images

Legenda da foto, Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores

    • Author, Faisal Islam
    • Role, Editor de Economia
  • Published

  • Tempo de leitura: 16 min

As edições da Copa do Mundo de futebol raramente são completamente isentas de política, mas nunca o futebol precisou se equilibrar em uma corda bamba geopolítica como esta. O principal país-sede (Estados Unidos) está em guerra com um participante (Irã), cuja equipe precisa se deslocar a partir de outro país-sede (México) nos dias de jogo.

Soma-se a isso a coincidência impressionante de Estados Unidos, Canadá e México, os três países que sediam a Copa do Mundo de 2026, estarem no meio de uma guerra comercial de grandes proporções. De fato, no período entre a cerimônia de abertura no México, no Estádio Azteca, e a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, os três países estarão renegociando o USMCA, acordo de livre comércio da América do Norte.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está extremamente atento ao torneio, a seus patrocinadores e ao impacto de sua volta à Casa Branca no ano passado. Trump chegou a brincar que sua derrota para Joe Biden na eleição de 2020 teve o grande benefício de permitir que ele voltasse para esta Copa do Mundo e para a Olimpíada de Los Angeles, em 2028.

Após a retomada das hostilidades entre o Irã e Israel, Trump foi bastante direto ao pedir o fim dos ataques. E, enquanto os minutos corriam para o início do torneio, na noite de quinta-feira (11/06), Trump pareceu suspender novos ataques aéreos e aparentemente prometeu que um acordo para encerrar a guerra estava próximo. Mais cedo, naquele mesmo dia, havia prometido atingir o Irã “com muita força”. Como sempre acontece com Trump, muita coisa pode mudar muito rapidamente.

Ele já havia aceitado, de forma controversa, um Prêmio da Paz da Fifa, antes de iniciar a guerra com o Irã que levou a um forte choque global de energia e na economia. Existe até a possibilidade de EUA e Irã se enfrentarem nas oitavas de final no fim de semana das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

Leia mais

Rolar para cima