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4 de abril de 2026

Por que a popularidade de Freud e da psicanálise cresce em épocas de crise e autoritarismo como agora

Por que a popularidade de Freud e da psicanálise cresce em épocas de crise e autoritarismo como agora

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Sigmund Freud, um homem de expressão séria e olhar penetrante, encara a câmera. Ele tem pele clara, testa ampla com entradas acentuadas e cabelos curtos, grisalhos, penteados para trás. Usa barba e bigode bem aparados, também grisalhos. Está vestido com um terno escuro, camisa branca e gravata. O fundo é neutro e desfocado, em tons suaves de verde-acinzentado.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Sigmund Freud, criador da psicanálise

    • Author, Carolyn Laubender
    • Role, The Conversation*
  • Tempo de leitura: 6 min

A psicanálise está em alta. Contas no Instagram dedicadas à teoria freudiana acumulam quase 1,5 milhão de seguidores. Programas de TV como o Terapia de Casal, de Orna Guralnik, tornaram-se fenômenos. Artigos de opinião em publicações como The New York Times e The Guardian apontam para um “renascimento” da psicanálise.

Para muitos, esse retorno é uma surpresa. Ao longo dos últimos 50 anos, a psicanálise — movimento intelectual e prática terapêutica criada por Sigmund Freud (1856–1939) na Viena de 1900 — foi rejeitada e menosprezada em muitos círculos científicos.

Especialmente no mundo anglófono (países de língua inglesa), o avanço da psicologia comportamental e a expansão da indústria farmacêutica empurraram terapias baseadas na fala, como a psicanálise, para as margens.

Mas há uma história global mais complexa. Durante a vida de Freud, foram criados 15 institutos psicanalíticos em todo o mundo, incluindo os da Noruega, da Palestina, da África do Sul e do Japão. Em várias partes do planeta — de Paris a Buenos Aires, de São Paulo a Tel Aviv —, a psicanálise floresceu ao longo do século 20.

Em toda a América do Sul, ela continua a exercer grande influência clínica e cultural. Na Argentina, é tão popular que se brinca que não se embarca em um voo para Buenos Aires sem que haja ao menos um psicanalista a bordo.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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