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10 de março de 2026

Por que ‘Ozempic brasileiro’ pode demorar e queda de patente da semaglutida não deve derrubar preços

Por que ‘Ozempic brasileiro’ pode demorar e queda de patente da semaglutida não deve derrubar preços

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A imagem mostra uma caixa do medicamento Ozempic 0,25 mg, com destaque para a informação de que se trata de uma solução injetável de semaglutida em caneta pré-preenchida, indicada para uso subcutâneo uma vez por semana; a embalagem, predominantemente branca com detalhes em azul, exibe a ilustração da caneta aplicadora, a indicação de que contém uma caneta e quatro agulhas descartáveis (quatro doses) e o logotipo da fabricante Novo Nordisk no canto inferior direito, apoiada sobre uma superfície lisa com o fundo desfocado.

Crédito, Hollie Adams/Reuters/Arquivo

Legenda da foto, Uma caixa de Ozempic, fabricada pela Novo Nordisk, em uma farmácia em Londres

  • Tempo de leitura: 13 min

A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, cairá em 20 de março no Brasil. Mas a expectativa de comprar a caneta emagrecedora por um preço mais baixo não deve se concretizar neste mês, devido a dificuldades regulatórias e industriais.

A esses fatores somam-se os planos da Novo Nordisk, criadora do Ozempic, para se manter relevante no Brasil, seu oitavo maior mercado no mundo. A farmacêutica dinamarquesa passará a produzir em Minas Gerais suas canetas, hoje importadas.

A empresa ainda avalia recorrer da decisão judicial que negou a extensão de sua patente, solicitada sob a justificativa de compensar os anos levados para conceder o registro — no Brasil, o prazo de 20 anos começa a contar a partir do pedido, e não da concessão.

Após derrotas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o laboratório pode levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF). Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, porém, consideram improvável uma vitória, já que a medida poderia afetar não apenas o Ozempic, mas toda legislação de patentes do país.

De toda forma, é um cenário que pode resultar em um nível de concorrência ainda limitado entre as empresas brasileiras, o que levaria à prática de preços não muito abaixo do que já é visto hoje, segundo analistas do setor.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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