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1 de abril de 2026

Preços dos medicamentos vão subir? Entenda o que pode mudar nas farmácias

Preços dos medicamentos vão subir? Entenda o que pode mudar nas farmácias

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Desde a terça-feira (31), medicamentos à venda no país podem passar por reajuste de preços, após uma nova resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O valor deve aumentar, em média, na casa de 2,47%.

A atualização anual é considerada a menor dos últimos 20 anos e corresponde a reajustes iguais ou abaixo da inflação oficial acumulada no período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o aumento controlado é parte de uma “política de combate à inflação” e vem após anos anteriores em que “houve aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%”.

No ano passado, o índice de aumento médio havia sido de 3,83%.

O reajuste pode ser abaixo da inflação porque, de acordo com a legislação vigente, segue uma fórmula que considera tanto o IPCA quanto o ganho de produtividade da indústria, o que gera um desconto no percentual.

Confira o que pode mudar (e quando) nos preços dos remédios.

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Quais são os reajustes anunciados para os preços de remédios em 2026?

A CMED definiu três faixas de reajuste máximo permitido a partir desta semana:

  • 3,81% para medicamentos de Nível 1;
  • 2,47% para medicamentos de Nível 2;
  • 1,13% para medicamentos de Nível 3.

Os “níveis” de reajuste se referem à presença maior ou menor de concorrência para cada classe de medicamentos disponível no mercado.

O Nível 1, com reajuste mais alto, se refere aos remédios com alta concorrência, aqueles que possuem muitas alternativas similares ou genéricas.

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Essa categoria inclui produtos de uso mais corriqueiro, como antibióticos, estatinas, metformina, betabloqueadores, diuréticos e alguns antidepressivos, entre outros.

No Nível 2, estão os medicamentos de “concorrência média”: já existem alternativas, mas elas ainda são relativamente limitadas.

É uma categoria que reúne remédios mais inovadores, como gerações mais novas de fármacos que integram o Nível 1 (por exemplo, remédios usados para tratar diabetes ou depressão), que já não têm exclusividade de mercado, mas seguem sem concorrência significativa no Brasil.

Já o Nível 3 se refere aos medicamentos com opções escassas no mercado nacional e com baixa ou nenhuma concorrência.

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Em boa parte dos casos, a lista inclui remédios de lançamento recente, para os quais há apenas uma ou duas alternativas disponíveis nas farmácias do Brasil. Podem entrar aqui tipos mais avançados de insulina, antirretrovirais e algumas vacinas, entre outros.

Quando os novos preços entram em vigor?

Não existe um prazo definido para a aplicação dos reajustes e, em muitos casos, eles não são imediatos.

As empresas têm liberdade para definir quando vão aumentar os preços, e não precisam necessariamente seguir o número da tabela divulgada pelo CMED: as porcentagens se referem a um valor máximo autorizado legalmente, mas é possível que as atualizações de preços sejam menores em alguns casos.

Além dos fabricantes, as próprias farmácias podem decidir se repassam o aumento de preços integralmente aos consumidores, seguindo critérios e avaliações específicas do setor, como a concorrência com outras redes.

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A Anvisa também destaca que algumas categorias de produtos de saúde seguem regras diferentes e não são contempladas pelo reajuste divulgado ontem.

Essa lista inclui fitoterápicos, homeopáticos e alguns medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, como analgésicos, antitérmicos e antialérgicos, entre outros.

 



Fonte.:Saúde Abril

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