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29 de junho de 2026

Psicólogos cristãos relatam perseguição e assédio no Brasil

Psicólogos cristãos relatam perseguição e assédio no Brasil

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Psicólogos cristãos denunciam campanhas de assédio e notificações de conselhos profissionais por manifestarem sua fé em redes sociais. O conflito envolve a Resolução nº 7/2023 do CFP, que proíbe associar a psicologia a crenças religiosas, gerando embates judiciais e abandono da carreira.

O que estabelece a norma do Conselho Federal de Psicologia sobre religião?

A Resolução nº 7/2023 do CFP determina que o psicólogo não pode associar o atendimento ou o exercício profissional a convicções religiosas. O objetivo oficial é garantir a neutralidade e a laicidade da profissão, assegurando que o consultório seja um espaço livre de doutrinações. No entanto, profissionais cristãos afirmam que a regra tem sido usada para punir opiniões pessoais postadas na internet, mesmo fora do ambiente de consulta.

Como os profissionais estão sendo afetados por essa fiscalização?

Muitos relatam ter recebido notificações oficiais e enfrentado o que chamam de ‘patrulhamento’ de colegas e estudantes. Há casos de profissionais que sofreram violência psicológica e ameaças em redes sociais. A pressão foi tão intensa para alguns que resultou no cancelamento do registro profissional no conselho para evitar processos éticos, migrando para áreas como a psicanálise e terapias sem vínculo com o órgão.

Qual é a principal crítica feita pelos psicólogos que se sentem perseguidos?

Eles defendem que a fé é parte da identidade e da história de vida do profissional e que manifestá-la em perfis pessoais não afeta a conduta ética no consultório. Críticos da norma apontam uma suposta seletividade, alegando que posicionamentos políticos de esquerda ou de outras crenças não recebem o mesmo rigor fiscalizatório por parte dos conselhos regionais.

Como está a situação jurídica dessa norma no momento?

A validade da resolução do conselho está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril de 2026, o julgamento foi transferido para o plenário físico da Corte, o que significa que os ministros debaterão o tema presencialmente. Até o momento, o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor da norma, mas a decisão final ainda depende do voto dos outros magistrados.

A hostilidade contra profissionais de fé cristã começa apenas após a formação?

Relatos indicam que o clima de tensão surge já nas universidades. Estudantes afirmam que existe uma resistência de colegas e professores quanto à liberdade de se declararem cristãos ou de possuírem símbolos religiosos, como uma cruz, no ambiente de trabalho. Alguns alunos chegaram a ser denunciados aos conselhos profissionais antes mesmo de concluírem a graduação por causa de conteúdos publicados em redes sociais.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte. Gazeta do Povo

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