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6 de janeiro de 2026

Qual é o poder militar da Venezuela para reagir a ataque dos EUA?

Qual é o poder militar da Venezuela para reagir a ataque dos EUA?

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Soldados do exército venezuelano participam de um desfile militar antes das últimas eleições presidenciais do país em Fuerte Tiuna, Caracas, 24 de julho de 2024

Crédito, Getty Images

    • Author, Norberto Paredes
    • Role, BBC News Mundo
  • Tempo de leitura: 10 min

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma postagem nas redes sociais que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, teria sido capturado e retirado do país após ataques realizados na madrugada deste sábado em Caracas, capital da Venezuela. Explosões foram registradas em diferentes pontos da cidade, incluindo a base aérea de La Carlota, onde um veículo foi visto em chamas.

Os ataques representam o ponto mais alto da escalada militar entre Estados Unidos e Venezuela e levantam uma nova questão: que capacidade de reação ainda resta às Forças Armadas venezuelanas diante da maior potência militar do planeta?

Trata-se da maior mobilização militar norte-americana na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989. Naquele episódio, o então líder panamenho Manuel Antonio Noriega foi derrubado após uma ofensiva dos EUA, também sob acusações de envolvimento com o narcotráfico — acusações que ele negava. Mais de três décadas depois, Maduro enfrenta alegações semelhantes por parte de Washington, que ele também rejeita.

Até o início dos ataques, analistas afirmavam que os objetivos dos Estados Unidos ao reforçar sua presença militar próxima à Venezuela eram ambíguos. Com a ofensiva em Caracas e a declaração de Trump sobre a suposta captura de Maduro, esse cenário passou a ser interpretado como uma tentativa direta de desarticular o comando político e militar do país.

Mesmo antes do ataque, o governo venezuelano afirmava estar se preparando para um confronto. Em novembro, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, anunciou um “deslocamento massivo” de forças terrestres, marítimas, aéreas, fluviais e de mísseis, além da mobilização de milícias civis em todo o território nacional, para enfrentar o que classificava como uma ameaça direta ao governo.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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