10:34 AM
13 de fevereiro de 2026

Qual país faz os melhores rótulos do mundo?

Qual país faz os melhores rótulos do mundo?

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Uma pergunta recorrente que o consumidor faz a especialistas em vinho como eu é: “Que país faz os melhores vinhos do mundo?”. A tentação é responder com um nome curto e definitivo — mas isso seria cometer o mesmo erro do consumidor: generalizar.

O mundo do vinho é vasto, multifacetado, cheio de nuances. Cada país, região, subregião e até cada vinhedo carrega histórias, técnicas, tradições e estilos próprios. Por isso, qualquer tentativa de eleger um único “melhor país” inevitavelmente leva a equívocos.

Hoje, quase todo país produtor faz tanto vinhos excelentes quanto vinhos medíocres. Do Brasil à França, do Japão à Geórgia; de regiões consagradas a zonas emergentes, existe virtude e existe desastre em todos os lugares. Ainda assim, a pergunta persiste. E como toda pergunta teimosa, merece ao menos um enquadramento.

A França é mesmo a melhor? Verdade ou mito? A nação produz cerca de 4 bilhões de litros da bebida por ano. Dentro desse oceano líquido cabem absolutamente todos os extremos: obras-primas dignas de museus e zurrapas intragáveis que não deveriam sair da adega onde nasceram.

Mas há algo que não se pode negar: quando o assunto é mercado de alto luxo — vinhos raros, colecionáveis, caríssimos —, a França domina como nenhuma outra nação do planeta. Não é opinião: são números.

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Realizei recentemente uma pesquisa em grandes leilões de vinhos na Europa. Entre 14 000 rótulos ofertados, 93% eram franceses. Ao fazer um corte de valor mínimo de 100 euros, o percentual sobe para 96%. Quando o piso é 500 euros, o domínio francês chega a 98%.

E, finalmente, quando olhamos apenas para vinhos com lance inicial acima de 1 000 euros, a França se torna simplesmente absoluta: 100% dos vinhos eram franceses.

Mas isso não significa que as garrafas de lá serão sempre a melhor escolha, em todas as faixas de preço. o melhor deles, para você, neste momento, pode vir da África do sul, do Chile, do Líbano, da Áustria, da Austrália ou da Campanha Gaúcha. No fim das contas, é justamente essa diversidade que torna o mundo do vinho tão fascinante.

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Duas garrafas de vinho com fundo branco
Sugestões de rótulos (Reprodução/Divulgação)

Fontanafredda Barolo 2020
Estilo clássico, de uma safra acessível desde jovem, mas com potencial de guarda. no nariz, revela notas de cereja madura, alcaçuz, rosas, especiarias e tabaco. Paladar firme e persistente, com taninos presentes, porém refinados. R$ 488,12, na Wine.

Ropiteau Frères Chablis 2023
Chardonnay parcialmente amadurecido em barricas. Amarelo palha. Aroma de cítricos, frutas brancas, pera, maçã, nota de manteiga, toque mineral. Paladar leve, fresco e macio, ótima acidez. Refrescante e fácil de beber. R$ 294,00, na Wine.

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Publicado em VEJA São Paulo de 13 de fevereiro de 2026, edição nº 2982.

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Fonte.: Veja SP Abril

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