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Introdução
Qual país faz os melhores vinhos? O artigo desmistifica a ideia de um único campeão, ressaltando a vasta diversidade e qualidade global. A França, contudo, é soberana no mercado de luxo e rótulos caros, com dados de leilões confirmando seu domínio.
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- A complexidade do mundo do vinho impede a eleição de um único “melhor país”, com excelência e qualidade em diversas nações.
- A França detém hegemonia inquestionável no mercado de vinhos de alto luxo, raros e colecionáveis.
- Pesquisa em leilões europeus mostra que até 100% dos vinhos acima de 1000 euros são franceses, comprovando seu domínio financeiro.
- A qualidade do vinho varia amplamente dentro de cada país, com opções excelentes e medíocres em todo o globo.
- O “melhor vinho” é uma escolha pessoal, que pode vir de qualquer região, destacando a fascinante diversidade vinícola.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Uma pergunta recorrente que o consumidor faz a especialistas em vinho como eu é: “Que país faz os melhores vinhos do mundo?”. A tentação é responder com um nome curto e definitivo — mas isso seria cometer o mesmo erro do consumidor: generalizar.
O mundo do vinho é vasto, multifacetado, cheio de nuances. Cada país, região, subregião e até cada vinhedo carrega histórias, técnicas, tradições e estilos próprios. Por isso, qualquer tentativa de eleger um único “melhor país” inevitavelmente leva a equívocos.
Hoje, quase todo país produtor faz tanto vinhos excelentes quanto vinhos medíocres. Do Brasil à França, do Japão à Geórgia; de regiões consagradas a zonas emergentes, existe virtude e existe desastre em todos os lugares. Ainda assim, a pergunta persiste. E como toda pergunta teimosa, merece ao menos um enquadramento.
A França é mesmo a melhor? Verdade ou mito? A nação produz cerca de 4 bilhões de litros da bebida por ano. Dentro desse oceano líquido cabem absolutamente todos os extremos: obras-primas dignas de museus e zurrapas intragáveis que não deveriam sair da adega onde nasceram.
Mas há algo que não se pode negar: quando o assunto é mercado de alto luxo — vinhos raros, colecionáveis, caríssimos —, a França domina como nenhuma outra nação do planeta. Não é opinião: são números.
Realizei recentemente uma pesquisa em grandes leilões de vinhos na Europa. Entre 14 000 rótulos ofertados, 93% eram franceses. Ao fazer um corte de valor mínimo de 100 euros, o percentual sobe para 96%. Quando o piso é 500 euros, o domínio francês chega a 98%.
E, finalmente, quando olhamos apenas para vinhos com lance inicial acima de 1 000 euros, a França se torna simplesmente absoluta: 100% dos vinhos eram franceses.
Mas isso não significa que as garrafas de lá serão sempre a melhor escolha, em todas as faixas de preço. o melhor deles, para você, neste momento, pode vir da África do sul, do Chile, do Líbano, da Áustria, da Austrália ou da Campanha Gaúcha. No fim das contas, é justamente essa diversidade que torna o mundo do vinho tão fascinante.

Fontanafredda Barolo 2020
Estilo clássico, de uma safra acessível desde jovem, mas com potencial de guarda. no nariz, revela notas de cereja madura, alcaçuz, rosas, especiarias e tabaco. Paladar firme e persistente, com taninos presentes, porém refinados. R$ 488,12, na Wine.
Ropiteau Frères Chablis 2023
Chardonnay parcialmente amadurecido em barricas. Amarelo palha. Aroma de cítricos, frutas brancas, pera, maçã, nota de manteiga, toque mineral. Paladar leve, fresco e macio, ótima acidez. Refrescante e fácil de beber. R$ 294,00, na Wine.
Publicado em VEJA São Paulo de 13 de fevereiro de 2026, edição nº 2982.
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Fonte.: Veja SP Abril