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17 de junho de 2026

Receita da agropecuária cai em 2026, após 7 anos em alta – 17/06/2026 – Vaivém

Receita da agropecuária cai em 2026, após 7 anos em alta – 17/06/2026 – Vaivém

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O VBP (Valor Bruto da Produção) agropecuária brasileira, depois de sete anos em alta, terá a primeira queda nesta safra 2025/26. Apesar do recorde que será atingido em volume, os preços médios de negociação perderam força neste ano, conforme estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

O Ministério da Agricultura estima um VBP de R$ 1,42 trilhão para este ano, 4,6% a menos do que em 2025. Até mesmo a soja, que teve uma safra recorde de 180 milhões de toneladas, perde 1% nas receitas obtidas dentro da porteira.

A queda de receita ocorre tanto na lavoura como na pecuária. Na agricultura, o valor de produção cai para R$ 909 bilhões, 6% a menos do que no período anterior; na pecuária, recua para R$ 510 bilhões, 2,2% a menos.

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), entidade ligada à Esalq, e que acompanha os preços no campo, aponta as principais quedas no setor. Importante nessa conta, o arroz, apesar de uma safra menor neste ano, voltou a ter uma tendência de queda nos preços. Essa queda é ajudada pelo varejo, que diminui as compras, uma vez que encontra dificuldades na venda do cereal. O VBP do arroz retrocede para R$ 15,1 bilhões neste ano, 30% a menos do que o de 2025.

O café, em vista da maior oferta mundial e das perspectivas de safra recorde no Brasil, tem forte queda de preços, e o VBP do setor recua para R$ 110 bilhões, 8% a menos. As recentes chuvas em parte das áreas da produção nacional colocam em dúvidas o volume a ser produzido, o que pode mudar os preços médios.

A cana-de-açúcar, terceiro principal produto em receitas, também rende menos neste ano. A maior oferta internacional de açúcar derruba os preços internacionais, afetando o mercado interno. As receitas com a cana devem ficar em R$ 111 bilhões, 9% a menos.

O milho vem com preços baixos desde o ano passado, e a previsão de uma boa safrinha, que já está sendo colhida, segura ainda mais os valores de negociações do cereal. Nos cálculos do Ministério da Agricultura, o VBP do milho retrocede para R$ 162 bilhões, 6% a menos.

Na pecuária, o ritmo de produção continua acelerado neste ano, mas a forte demanda pelo mercado externo dá suporte aos preços. A produção de carne bovina atingiu o maior patamar em um primeiro trimestre neste ano, o mesmo ocorrendo com as de frango e de suínos.

O mercado externo, no entanto, dá suporte aos preços. As receitas previstas para a pecuária bovina são de R$ 249 bilhões neste ano, 9% acima das de 2025. Já os segmentos de frango e de carne suína terão recuos de 10% e 20%, respectivamente. A exportação de carne bovina aumentou 15% de janeiro a maio; a de frango, 8,7%, e a suína, 5%.

O VBP acompanha 17 produtos na área agrícola e cinco na de pecuária. As estimativas de receitas são com base no volume de produção e perspectivas de preços obtidos pelos produtores dentro da porteira.

Leite A captação de leite sobe no país. Dados nesta terça-feira (16) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que a produção do primeiro trimestre deste ano aumentou para 6,8 bilhões de litros, um patamar recorde para esse período do ano.

Leite 2 No Nordeste, com o avanço da tecnologia, expansão do setor produtivo e melhor genética, a produção aumentou 14,1% no ano passado, segundo o Banco do Nordeste. Apesar desse aumento de oferta, houve um déficit de 11% na região.

Leite 3 No ritmo dessa demanda maior, o laticínio Natville, com sede em Sergipe, está investindo R$ 700 milhões em duas novas unidades, em Alagoas e na Bahia. Essas unidades deverão entrar em funcionamento nos próximos meses.

Leite 4 Apesar do aumento de produção, o Brasil registrou o maior déficit na balança comercial do setor de janeiro a maio. Dados desta quarta-feira (17) da Embrapa indicam que o déficit entre importações e exportações é de 994 milhões de litros equivalentes leite no período.


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Fonte.:Folha de S.Paulo

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