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6 de fevereiro de 2026

Ricardo Schnetzer: entenda a esclerose lateral amiotrófica, doença do dublador

Ricardo Schnetzer: entenda a esclerose lateral amiotrófica, doença do dublador

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O dublador Ricardo Schnetzer faleceu na última quarta-feira (4), aos 72 anos. A causa da morte não foi oficialmente divulgada, mas o artista convivia com a esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa grave, progressiva e incurável.

Ao longo da carreira, Schnetzer foi a voz brasileira de grandes atores, como Tom Cruise, Al Pacino e Richard Gere. Entre os personagens marcantesque interpretou no cinema e na TV, figuram Hank (Caverna do Dragão), Ace Ventura e Michael Corleone (O Poderoso Chefão).

Nos últimos meses, a família de Schnetzer estava promovendo uma vaquinha para ajudar em seu tratamento.

A seguir, entenda mais sobre a doença de Schnetzer, a esclerose lateral amiotrófica.

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O que é a esclerose lateral amiotrófica

Também conhecida como ELA, trata-se é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, levando à perda dos movimentos voluntários em todo o corpo. Progressivamente (numa velocidade que varia de pessoa para pessoa), o paciente deixa de conseguir falar, comer, caminhar e até respirar.

A doença é conhecida por ter afetado outros famosos, como o físico Stephen Hawking, que conviveu com ela por mais de 5 décadas, e o ator norte-americano Eric Dane, da série Greys Anatomy.

Ela faz com que as células que controlam os músculos, chamadas de neurônios motores, morram aos poucos. Assim, elas não enviam o sinal para que o corpo se mexa. Depois dos movimentos voluntários, os involuntários, como respiração e digestão, passam a ser afetados.

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Sua progressão é variável: a média de vida pós diagnóstico é de 3 a 5 anos, mas há casos como o de Hawking que superam de longe essa expectativa. O diagnóstico costuma ser realizado entre os 55 e 75 anos.

Causas, sintomas e tratamentos

Diversas causas são estudadas, mas a ciência ainda não sabe bem como a doença começa. Além da influência genética, a exposição a substâncias tóxicas e ao cigarro parecem elevar o risco de ELA.

Entre os seus sintomas, estão contração e fraqueza em um dos membros (inferiores ou superiores), geralmente não acompanhadas de dor. Outros sintomas podem incluir cãibras, choro risada ou bocejos incontroláveis e dificuldade para executar movimentos cotidianos.

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Não existe cura para ELA. Há dois remédios aprovados no país que atuam no controle dos sintomas, o riluzol, distribuído no SUS, e a edaravona.

Mais importante que os medicamentos, contudo, é ter um tratamento multidisciplinar, com médico, psicólogo e fisioterapeuta, que realizam intervenções combinadas para melhorar a qualidade de vida da pessoa.

 



Fonte.:Saúde Abril

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