
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, enviou uma correspondência oficial para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), onde fala sobre as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros e faz críticas a plataforma de transações financeiras PIX.
A carta do norte-americano foi endereçada ao gabinete do senador. “Como o senhor observou, o Embaixador Jamieson Greer, Representante Comercial dos Estados Unidos, anunciou em 1º de junho de 2026 sua conclusão de que certos atos, políticas e práticas do Brasil são irrazoáveis ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA”, afirmou o secretário, reforçando que a investigação foi uma “determinação específica” do presidente Donald Trump, e reafirma a imposição de tarifas contra o Brasil.
Rubio afirmou que há “diferenças substanciais” no entendimento das duas nações sobre setores considerados estratégicos. Ele menciona taxas sobre o comércio digital; práticas de pagamentos eletrônicos (referindo-se ao Pix); tratamento tarifário preferencial abusivo; medidas anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Vale destacar que o governo do presidente Lula prestou esclarecimentos aos parceiros de negócios e destacou que os Estados Unidos tem grande lucro nas transações comerciais com o Brasil. Além disso, há anos que o Brasil vem revertendo os desmatamentos florestais, principalmente os ocasionados por políticas da gestão de Jair Bolsonaro.
Ainda na carta, o secretário falou da audiência pública sobre o Brasil e reforçou que “quaisquer partes interessadas” podem participar da reunião sobre as tarifas e afirmou que os EUA querem ver um Brasil “próspero, seguro e economicamente estável”.
Além dos tópicos econômicos, a carta registrou um agradecimento à recente agenda cumprida por Flávio Bolsonaro em Washington. “Aprecio profundamente seu apoio à decisão do nosso governo de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Globais Especialmente Designadas e Organizações Terroristas Estrangeiras nos termos da legislação dos Estados Unidos”, escreveu Rubio.
“Nós notamos seu entusiasmo a respeito das eleições de outubro e o sua oferta generosa de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso você seja eleito. Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro”, afirma o comunicado, indicando interferências dos norte-americanos no Brasil.
Consulta Pública
O governo Lula não enviará representante para reunião com os EUA por entender que o encontro será feito para ouvir entidades que seriam afetadas pelas novas tarifas, como organizações e empresas. A atuação do governo está sendo feita no grupo de trabalho que discute a situação tarifária entre os países, criada após a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump na Casa Branca, em maio.
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Fonte Noticias ao Minuto


