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30 de março de 2026

Saúde mental: ‘Após burnout, larguei meu emprego para viajar e dançar forró’

Saúde mental: ‘Após burnout, larguei meu emprego para viajar e dançar forró’

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Priscila Albuquerque sorrindo num dia ensolarado, ela tem cabelos cacheados, veste uma regata preta e usa colar e pulseiras de artesanato

Crédito, Arquivo Pessoal

Legenda da foto, Depois de uma crise burnout, a paulistana Priscila Albuquerque, 42, decidiu deixar seu emprego e dedicar dois anos a fazer as coisas de que mais gosta

  • Tempo de leitura: 6 min

“Eu já tinha esse plano de conhecer o Brasil, conhecer o mundo, viajar, mas o trabalho sempre deixa a gente um pouco preso. Tive um burnout no trabalho depois de uma mudança de gestão, algumas coisas aconteceram, e foi quando resolvi vender meu apartamento e ir atrás desse sonho.”

A paulistana Priscila Albuquerque, de 42 anos, está vivendo não apenas o seu sonho, mas o de muitos trabalhadores brasileiros.

Desde junho do ano passado, ela largou um emprego estável na área de tecnologia da informação (TI), após 20 anos trabalhando com tecnologia bancária, e decidiu dedicar pelo menos dois anos a fazer as coisas de que mais gosta: viajar, fazer trilhas em meio à natureza, e dançar forró.

Ela tomou essa decisão após sofrer uma crise de burnout, esgotamento laboral em resposta a estresse crônico causado pelo ambiente de trabalho.

Este problema de saúde mental tem se tornado mais frequente no Brasil. Em 2024, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu um recorde de 3.359 benefícios a trabalhadores diagnosticados com síndrome de burnout, quase três vezes aqueles concedidos no ano anterior (1.153), segundo dados disponibilizados pela autarquia via Lei de Acesso à Informação (LAI).



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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