9:25 PM
28 de agosto de 2025

Secretário da Casa Civil revela acordo de Edna Sampaio para transformar CPI do Feminicídio em Comissão Especial

Secretário da Casa Civil revela acordo de Edna Sampaio para transformar CPI do Feminicídio em Comissão Especial

PUBLICIDADE


O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), revelou nesta quarta-feira (27) que um acordo firmado entre o Executivo e o Legislativo resultou na decisão de substituir a proposta de criação da CPI do Feminicídio por uma comissão especial. Segundo ele, a deputada Edna Sampaio (PT), que vinha liderando a mobilização pela CPI, foi uma das parlamentares que aceitaram a mudança de formato.

Em entrevista concedida durante um evento empresarial em Cuiabá, Garcia detalhou que a negociação teve como objetivo encontrar o “instrumento mais adequado” para tratar do tema. “A deputada (Edna Sampaio) fez o compromisso conosco de que a gente iria, então, migrar para uma comissão especial. Foi isso que aconteceu. Foi um acordo feito entre Executivo e Legislativo para que o melhor instrumento legislativo, o mais apropriado, fosse utilizado para discutir esse tema. Ela fez um acordo comigo, e o deputado Wilson Santos é testemunha”, afirmou o chefe da Casa Civil.

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga-nos também no Instagram e acompanhe nossas atualizações em tempo real.

Segundo Garcia, o principal motivo para esvaziar a CPI foi o caráter investigativo do colegiado, que não se encaixaria no debate sobre políticas públicas para enfrentamento da violência contra mulheres em Mato Grosso. “Porque toda a vez que você tem um assunto específico pra ser discutido dentro do parlamento, você abre uma comissão especial. A comissão parlamentar de inquérito, como o nome diz, é de inquisição, inquérito, investigação. Aqui, a gente está tratando de um tema que aflige a sociedade mato-grossense como um todo”, explicou.

Garcia destacou ainda que a CPI poderia ser confundida com um instrumento de acusação, enquanto a intenção do governo seria fortalecer políticas públicas já em andamento. “Portanto, nós poderíamos ter tratado isso na comissão de Segurança Pública? Poderia. Mas se quer ter um foco especial para o feminicídio, faz-se na comissão especial para se tratar especificamente do feminicídio. É o instrumento mais adequado para isso, é o que a Câmara Federal e o Senado Federal utilizam quando há um tema específico para ser discutido. Não uma investigação, mas um debate aprofundado sobre soluções”, completou.

A criação da CPI vinha sendo defendida publicamente pelas deputadas Edna Sampaio (PT), Janaina Riva (MDB) e Sheila Klener (PSDB). Na terça-feira (26), as parlamentares convocaram coletiva de imprensa para reforçar a necessidade do colegiado, ressaltando os números alarmantes do feminicídio em Mato Grosso — líder nacional nesse tipo de crime há dois anos consecutivos, com 35 casos registrados somente em 2025.

No entanto, a proposta não alcançou assinaturas suficientes na sessão desta quarta-feira. O anúncio de Garcia revelou os bastidores que explicam o recuo: a costura política que enterrou a CPI e abriu caminho para uma comissão especial.

Com o acordo exposto, resta agora a expectativa de como será estruturada a Comissão Especial e se ela terá, de fato, força para propor medidas que ajudem a frear o avanço dos feminicídios em Mato Grosso.





Fonte.: MT MAIS

Leia mais

Rolar para cima