7:48 AM
30 de março de 2026

“Sempre que saía da água passava mal”, diz nadadora que pesquisa contaminação no litoral brasileiro

“Sempre que saía da água passava mal”, diz nadadora que pesquisa contaminação no litoral brasileiro

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Com mais de uma década de bagagem treinando no litoral catarinense e realizando provas pelo Brasil, a ultramaratonista aquática Sandra Koch-Egg percebia que dificilmente saía das sessões de mais de 10 km (e até 15 horas) de nado em mar aberto sem passar mal.

“Depois de alguns anos sofrendo com efeitos gastrointestinais, infecções de ouvido e problemas respiratórios, conheci uma oceanógrafa que começou a me acompanhar nos treinos longos e me alertou sobre as condições das águas”, conta.

Juntas, elas passaram a coletar resíduos nos percursos e chegaram a conclusões preocupantes. “Fiquei estarrecida com a quantidade de microfibras plásticas encontradas na foz do Rio Itajaí-Açu, grande polo têxtil e pesqueiro do Brasil”, ilustra a nadadora.

Esse diagnóstico, somado aos indícios de contaminação tóxica e microbiológica, foi o estalo para que Koch-Egg unisse o esporte à pesquisa em seu mestrado na área ambiental. “Fiz uma enquete com 168 pessoas da região e descobri que 65% dos nadadores já tiveram problemas de saúde após se exercitar em águas abertas”, relata.

Com esses dados, a maratonista aquática se uniu a uma equipe de cientistas para coletar amostras de água na baixa e alta temporada em praias catarinenses, material que está em análise para o seu trabalho.

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Mas o trajeto em meio às ondas e poluentes visíveis e invisíveis já rendeu um documentário, o Braçadas Sustentáveis, parte de um projeto de conscientização que alia esporte, saúde e bem-estar ambiental.

Braçadas Sustentáveis

Duração: 16 min
Apresentação: Instituto Ciano
Imagens: Ricardo Wegrzynovski
Roteiro: Tuco Egg
Edição: Miriam Mesquita
Onde assistir a partir de abril: YouTube

 

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Fonte.:Saúde Abril

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