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Introdução
Estudo global comprova: anabolizantes trazem graves riscos cardiovasculares. Pesquisas de entidades renomadas associam o uso a hipertrofia ventricular, disfunção cardíaca e maior risco de morte súbita. Mesmo após a interrupção, os perigos persistem. Alerta urgente para a saúde!
- Anabolizantes: Estudo internacional comprova graves riscos cardiovasculares, como hipertrofia e disfunção cardíaca.
- Morte Súbita: Fisiculturistas usuários têm maior incidência de morte súbita, com alterações cardíacas graves identificadas em autópsias.
- Cessação Não Anula Risco: Os danos ao coração podem persistir mesmo após a interrupção do uso dos esteroides.
- Desconhecimento Fatal: Grande parte dos usuários está mal orientada sobre os perigos reais e irreversíveis.
- Chamado Urgente: Entidades de saúde e comunidades esportivas precisam alertar a população sobre os danos.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Um estudo analítico, baseado em seis artigos científicos da Europa e dos Estados Unidos, comprovou as implicações cardiovasculares que o uso dos esteroides anabolizantes causam.
Os trabalhos analisados foram realizados entre 2023 e 2025 por pesquisadores de entidades reconhecidas, como a American Heart Association, American College of Cardiology, European Heart Society e National Library of Medicine.
A conclusão é de há consenso de que a administração prolongada dessas substâncias como acarretar as seguintes consequências (entre outras): hipertrofia ventricular patológica e cardiomiopatia; disfunção ventricular esquerda e direita; maior probabilidade de morte súbita cardíaca; alterações adversas na produção de lipídios e na pressão arterial; fenômenos ateroscleróticos precoces e fibrose.
A hipertensão arterial, aliás, pode ser um gatilho para a hipertrofia ventricular, muito recorrente entre usuários assíduos de anabolizantes. A justificativa é multifatorial, mas quem toma anabolizantes estimula também a atividade do sistema nervoso simpático, a retenção de sódio e água nos rins, o que favorece o aumento da pressão.
A hipertrofia ventricular é o espessamento anormal do músculo cardíaco. É decorrente do esforço do coração frente à “carga extra” à qual é submetido, geralmente consequêncira da hipertensão, que o força a trabalhar contra uma resistência maior. Esse processo chega a ocasionar adulterações alterações estruturais e funcionais no órgão, potencializando a ocorrência de insuficiências cardíacas, arritmias, eventos vasculares e até morte súbita.
Risco de morte
Os anabolizantes são hormônios derivados da testosterona. Eles promovem a divisão e o crescimento celular, desenvolvendo, especialmente, músculos. Por isso são utilizados para fins estéticos, com o intuito de obter resultados rápidos em treinos de musculação. Mas a relação custo-benefício dessa equação não fecha.
Mortes súbitas cardíacas não são raras entre fisioculturistas, com incidência muito superior em relação aos amadores que praticam o esporte. E não é difícil saber porque: infelizmente, apesar da proibição de prescrição para fins estéticos (Conselho Federal de Medicina, em 2023), é notório que entre adeptos o consumo é usual.
Ainda de acordo com pesquisas, achados em autópsias daqueles que utilizavam a substância e morreram incluem cardiomegalia e hipertrofia ventricular, frequentemente associada ao uso dos esteroides.
Uma das pesquisas identificou 121 óbitos, sendo que 73 foram consideradas mortes súbitas, das quais 46 classificadas como mortes súbitas cardíacas (MSC), incluindo a de 11 atletas. As autópsias disponíveis de casos de MSC mostraram consistentemente cardiomegalia e hipertrofia ventricular.
Outra preocupação é que a cessação não necessariamente elimina riscos cardiovasculares. Os pesquisadores apuraram exemplos de cardiomiopatia biventricular severa tanto em quem usava anabolizantes como naqueles que haviam interrompido o ciclo.
Diante de tantas evidências, não há dúvidas de que profissionais e entidades de saúde, comunidades de fisiculturismo e autoridades devem se mobilizar para alertar a população a respeito dos perigos reais que a substância acarreta. As conclusões dos trabalhos provam a necessidade de medidas preventivas urgentes e de monitoramento médico e clínico para aqueles em cujo meio esportivo ministrar anabolizantes é prática comum.
Há muito desconhecimento sobre os reais danos dos esteroides anabolizantes. Grande parte desses consumidores são mal orientados e até inspirados por exemplos de corpos musculosos e aparentemente sadios, mas que escondem fragilidades cardiovasculares extremas e irreversíveis.
*Diandro Mota é cardiologista e assessor científico parai Tecnologia e Inovação da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.
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Fonte.:Saúde Abril


