9:01 AM
30 de janeiro de 2026

Síndico preso suspeito de morte de corretora em Goiás nega participação de filho no crime

Síndico preso suspeito de morte de corretora em Goiás nega participação de filho no crime

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BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O síndico Cléber Rosa de Oliveira, suspeito pela morte da corretora Daiane Alves dos Santos, 43, em Caldas Novas, no sul de Goiás, afirmou que o filho dele não tem relação com o crime.

Os dois foram presos de forma temporária, por 30 dias. Maykon Douglas de Oliveira, filho do síndico, é suspeito de ter obstruído as investigações da polícia.

“Quero falar que o meu filho não tem nada a ver com isso”, disse Cléber a jornalistas nesta quarta (28) ao chegar na delegacia de investigação de homicídios.

Procurada, a defesa do síndico não respondeu. A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Maykon.

O síndico teria confessado o crime e indicado onde ele teria deixado o corpo da vítima, em um local a 15 quilômetros de Caldas Novas, segundo os investigadores.

A polícia apura se o filho também teve participação na tentativa de ocultação do cadáver.

“Ficamos monitorando e percebemos que o filho comprou um telefone novo no dia 17 e que foi habilitado pelo pai. Os demais elementos serão respondidos durante a investigação”, afirmou o delegado André Luiz Barbosa.

A suspeita é que o veículo de Maykon foi utilizado para levar o corpo da vítima. Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro aparece em direção ao local do crime com a capota fechada e retorna, 48 minutos depois, com ela aberta.

Para a polícia, este é outro indício de que a vítima já estava morta quando foi levada para fora da cidade. Uma perícia chegou a ser feita no veículo, mas não foram encontrados vestígios, afirmaram os delegados.

A polícia diz que o síndico é a única pessoa a ter motivação e os meios para o assassinato da vítima.

Os investigadores dizem acreditar que a morte da corretora aconteceu em um período de oito minutos, dentro do prédio.

Esse é o intervalo em que a vítima desce ao subsolo até o momento em que uma outra pessoa usa o elevador para ir ao mesmo andar. Em depoimento, essa testemunha afirmou não ter visto nada de incomum.

O principal motivo para o crime teria sido as desavenças entre a vítima e o síndico, segundo a polícia. Elas começaram quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família e que antes eram geridos pelo suspeito.

O apartamento de Cléber Rosa de Oliveira foi invadido e destruído nesta quarta. Além do imóvel, áreas comuns do condomínio onde ocorreu o crime também foram alvo de depredação e pichações.

Imagens registradas pela Polícia Militar de Goiás mostram o interior do apartamento com móveis quebrados, objetos espalhados e eletrodomésticos danificados.

Uma televisão aparece com a tela destruída, e o quadro de energia do imóvel foi arrancado e quebrado.

Ainda não há suspeitos identificados.

As paredes do apartamento foram pichadas com tinta vermelha. Em uma delas, a palavra “assassino” foi escrita. As imagens também mostram marcas de vandalismo em diferentes cômodos do imóvel.

A depredação se estendeu às áreas comuns do prédio. Na recepção do condomínio, sofás, janelas e paredes foram pichados com frases direcionadas contra o síndico, inclusive com o nome dele, chamando-o de “safado” e “assassino”.

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Fonte. .Noticias ao Minuto

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