
Você sente necessidade de fazer as coisas rapidamente, não desperdiçar nem um segundo, e insistir que tudo ocorra de forma acelerada até mesmo quando ninguém ao seu redor vê a situação com a mesma urgência? Pode ser a tal “síndrome da pressa”.
Vale deixar claro: apesar do nome que parece indicar uma doença, a síndrome da pressa não é uma condição com diagnóstico oficial. Trata-se de uma denominação informal para sintomas associados a outros transtornos de saúde mental, como o estresse ou a ansiedade.
Só que, neste caso, a característica mais perceptível é a própria pressa em realizar as tarefas cotidianas, o que pode ter um grande peso físico e psicológico. Entenda mais sobre essa situação, como identificá-la e o que fazer.
Causas da pressa excessiva
Como essa é uma doença sem um diagnóstico formal, não existe uma causa definida para um indivíduo começar a apresentar um comportamento compulsivamente apressado.
Em geral, a síndrome da pressa costuma ocorrer por uma combinação de problemas subjacentes de saúde mental que não foram devidamente diagnosticados ou tratados, e que podem ser intensificados por algumas situações típicas de uma rotina estressante.
O excesso de trabalho ou tarefas domésticas e a constante exposição às telas são situações comuns por trás da síndrome. No caso das telas, como estamos conectados o tempo todo, pode surgir uma pressão social por estar sempre à disposição para resolver problemas de forma rápida, por exemplo.
Sintomas e diagnóstico
O sintoma mais característico da síndrome da pressa é a própria urgência em realizar as tarefas cotidianas, o que costuma ser acompanhado de impaciência e irritabilidade, especialmente com colegas de trabalho, familiares ou amigos que não vivem no mesmo ritmo.
A vontade de resolver tudo rápido também pode levar a um estresse laboral que se retroalimenta e culminar em burnout, já que o trabalho pode acabar mal feito, exigindo refação.
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A tensão gerada por esse problema costuma produzir sintomas físicos, como dores de cabeça, desconfortos digestivos, palpitações e alterações no seu sono. A ansiedade pode promover quadros de insônia mesmo quando a pessoa se sente extremamente cansada pelas preocupações constantes.
Esses sinais são indicativos de que algo está errado, mas, como a síndrome da pressa não é um diagnóstico em si mesmo, é fundamental procurar auxílio com um profissional especializado em saúde mental para entender a raiz do problema. Ansiedade, estresse, depressão e o próprio burnout, entre outras condições que afetam o psicológico, podem estar por trás do problema.
Tratamento da “síndrome”
O tratamento da síndrome da pressa depende da causa de fundo. Em algumas situações, acompanhamento com psicoterapia ou técnicas de respiração e meditação podem ajudar a aliviar os sintomas e aprender a conviver com a rotina sem enfrentar o mesmo senso de urgência.
Mas, em casos nos quais a pressa é originada por transtornos mais graves, medicamentos psiquiátricos podem ser indicados em paralelo às abordagens não-farmacológicas, conforme avaliação médica.
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Fonte.:Saúde Abril


