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11 de janeiro de 2026

SP amplia vacinação contra sarampo e febre amarela a partir desta segunda (12)

SP amplia vacinação contra sarampo e febre amarela a partir desta segunda (12)

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A partir desta segunda-feira (12), o estado de São Paulo dará início a uma campanha de vacinação contra o sarampo e a febre amarela. A medida busca aumentar a cobertura vacinal e reduzir o risco de novos casos das duas doenças.

Segundo a secretaria estadual da saúde, as ações serão concentradas inicialmente na capital paulista. Ainda de acordo com a pasta, a campanha será expandida para os demais municípios conforme a aproximação do Carnaval.

Nesta primeira etapa, a imunização ocorre entre os dias 12 e 16 de janeiro, com foco em pontos de grande circulação, como estações de metrô, terminais de ônibus e shoppings centers. Para conferir os locais, acesse o link.

Na semana seguinte, de 19 a 23 de janeiro, a vacinação será direcionada a taxistas e profissionais do setor de turismo. O reforço final está marcado para o dia 24 de janeiro, com o Dia D de vacinação.

Público-alvo

A vacina contra o sarampo será aplicada em adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto. Para a febre amarela, o reforço tem foco em meninos e meninas de 9 a 14 anos, além de pessoas que vivem ou circulam por áreas com registro de transmissão da doença.

Para além da campanha, Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da secretaria, lembra que as vacinas seguem disponíveis regularmente na rede pública. “A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos e pode ser encontrada em todas as Unidades Básicas de Saúde. Já a vacina contra a febre amarela [aplicada em dose única] é recomendada dos 9 meses aos 59 anos”, explicou, em nota.

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A secretaria reforça que a vacinação é uma das principais estratégias de prevenção contra surtos. Manter o esquema vacinal em dia é importante para garantir a proteção individual e coletiva, já que há pessoas que não podem ser imunizadas.

Cenário epidemiológico

A intensificação da campanha ocorre em um contexto de certo alerta. Em 2025, o estado de São Paulo confirmou dois casos de sarampo em pessoas que haviam viajado ao exterior. Já à nível nacional, entre janeiro e novembro do ano passado, foram registrados 37 casos, segundo o  Ministério da Saúde. Todos eles importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

O Brasil segue reconhecido como um país livre do sarampo. O certificado foi concedido em 2016, perdido em 2019, mas reconquistado em 2024, após o fortalecimento das ações do programa nacional de vacinação. Ainda assim, casos importados de outros países representam um risco.

Já em relação à febre amarela, dados do Painel de Monitoramento do Ministério apontam que São Paulo contabilizou 60 casos confirmados da doença no ano passado. Dentre eles, 34 resultaram em óbito, indicando uma taxa de letalidade de 56,7%.

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Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Esse quadro é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante.

Os principais sintomas da doença são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5o C, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos silvestres, comuns em áreas de mata. No quadro, portanto, não há transmissão direta de pessoa para pessoa.

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Os sintomas iniciais da doença amarela são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Como já mostrado por VEJA SAÚDE, devido à sua ação sistêmica, o vírus também ataca o fígado, levando a liberação excessiva de bilirrubina, substância que provoca a icterícia, quando pele e olhos ficam amarelos. Daí o nome da doença.

Vale mencionar, ainda, que os macacos são o reservatório natural do vírus: os mosquitos transmitem para nós após picarem um animal infectado.

Por isso, um indicador da presença desses mosquitos transmissores é a morte de macacos, como ocorreu em São Paulo em 2025. É que esses animais também sofrem com altos índices de mortalidade quando contaminados.

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Devido à essa mesma razão, o avistamento de macacos mortos deve ser informado às equipes de saúde do município.

+Leia também: São Paulo confirma primeiro caso humano de febre amarela em 2025

A boa notícia é que a febre amarela pode ser prevenida por meio de vacina, que está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).



Fonte.:Saúde Abril

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