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1 de maio de 2026

Taças maternas: como escolher o vinho ideal para ela

Taças maternas: como escolher o vinho ideal para ela

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Vinho não é só bebida. Nunca foi. É gesto. É intenção. É a escolha de quem parou diante de dezenas de garrafas e pensou: qual delas tem a ver com ela? Qual deles conta alguma história que eu quero dizer? O Dia das Mães pede isso. Não o presente mais caro, mas o mais pensado. O que chegou depois de alguma hesitação, de um momento em que você realmente parou para pensar no gosto dela — não no seu.

Uma boa garrafa carrega tempo dentro de si. Guarda a luz de um verão específico, a mão de quem trabalhou avinha, a paciência de quem esperou o momento certo para engarrafar. Soa familiar? Deveria. Porque é exatamente o que as mães fazem a vida inteira. Guardam. Esperam. Entregam no momento certo.

A fragrância de um tinto de guarda pode evocar instantaneamente a cozinha da avó, o almoço de domingo sem hora pra acabar, a toalha bordada que só saía do armário para as visitas importantes. O vinho traz memória. Aciona a sua sem pedir licença. Faz sentido presentear com ele quem nos deu as primeiras imagens — e continua criando novas até hoje.

Se a sua mãe merece celebração — e merece, pode ter certeza —, comece pelos espumantes. Eles transformam o ordinário em especial sem precisar de muito. Um copo numa manhã de sábado, com calma e café bom do lado, vale mais do que qualquer jantar apressado em restaurante cheio.

Os rosés borbulhantes chegam com cor e personalidade, para as mães que não têm medo de ocupar espaço. Os brancos de borbulha fina têm a elegância de quem não precisa se esforçar pra impressionar.

Para as mães que percebem tudo — o tempero que falta, o tom diferente na sua voz, o detalhe que mais ninguém notou —, vinhos brancos aromáticos são escolha à altura. Florais, cítricos, delicados. Elas vão parar antes do primeiro gole. Fechar os olhos. Sorrir. É isso que um bom vinho faz com quem presta atenção. É isso que elas sempre fizeram com você.

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Para as mães que atravessaram muita coisa e saíram do outro lado mais inteiras, um tinto encorpado e bem trabalhado é reconhecimento antes de ser vinho. Garrafas com camadas, com profundidade, que crescem no copo ao longo da noite. O conselho mais importante, porém, não tem a ver com estilo ou cepa. É este: abra a garrafa com ela. Pessoalmente. O vinho é só o pretexto. A presença é o presente.

Champagne Montaudon Brut

Champagne Montaudon Brut: 80% pinot noir e 20% chardonna
Champagne Montaudon Brut: 80% pinot noir e 20%
chardonna (Divulgação)

Elaborado com 80% pinot noir e 20% chardonna pelo método champenoise, com dezoito meses de amadurecimento com suas borras. Cor palha claro, aroma cítrico e notas de maçã, limão, creme brûlé, brioche. Paladar leve, com textura cremosa e fácil de beber. R$ 579,90, na Wine.

T.H. [Terroir Hunter] Chardonnay 2022

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Vinícola Undurraga, com uvas do vale do Limarí
Vinícola Undurraga, com
uvas do vale do Limarí (Divulgação/Divulgação)

Da vinícola Undurraga, com uvas do vale do Limarí, um dos melhores do Chile para a chardonnay, com dez meses sobre borras, parte em barricas, com elegância e frescor. R$ 251,90, na Wine.

Ponderado Pinot Noir 2023

100% pinot noir: aromas de frutas vermelhas
100% pinot noir: aromas de frutas
vermelhas (Divulgação)

Da Bodegas Lopez Morena, na Espanha. 100% pinot noir. Cor vermelha rubi. Aromas de frutas vermelhas, como morango, e nota vegetal. No paladar, corpo leve, acidez baixa, frutado, macio, pronto para beber, com apenas 12% de álcool. R$ 49,90, na Evino.

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Publicado em VEJA São Paulo de 1º de maio de 2026, edição nº 2993.

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Fonte.: Veja SP Abril

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