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4 de fevereiro de 2026

Tendências de turismo para 2026 segundo o NYT – 02/02/2026 – Turismo

Tendências de turismo para 2026 segundo o NYT – 02/02/2026 – Turismo

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O mundo das viagens pode estar cheio de surpresas: Em 2025, os viajantes inesperadamente puderam manter seus sapatos durante a inspeção de segurança, mas também tiveram viagens ao Caribe interrompidas devido à ação militar da administração Trump na Venezuela.

O que 2026 trará? Especialistas dizem que os gastos globais com viagens finalmente terão se recuperado da pandemia, por um lado, se o turismo nos EUA estára em alta, mesmo com uma Copa do Mundo, é uma questão em aberto

Neste artigo, repórteres do New York Times olham para o futuro para contar o que você pode esperar no próximo ano. Você pagará mais por aquele voo? Quais novos tratamentos pode esperar no spa do resort? E afinal, quanto tempo você realmente precisa para umas férias?

A nova palavra da moda: microférias

Zach Klempf, um executivo de empresa de software de San Francisco, nunca sentiu que tinha tempo suficiente para visitar os lugares em sua lista de desejos, como as pirâmides egípcias.

Mas depois de experimentar o que ficou conhecido como microférias —viagens rápidas, muitas vezes para destinos distantes— Klempf realizou suas férias mais ambiciosas até agora.

Após uma reunião de diretoria na quinta-feira em Nova York, Klempf, 34 anos, voou para Atenas, na Grécia, por oito horas, onde visitou o Partenon.

Em seguida, pegou um voo para o Egito, viu as pirâmides, andou de camelo e visitou o Grande Museu Egípcio, tudo antes de retornar a San Francisco a tempo para o jantar de domingo. A melhor parte? Ele pagou a maior parte da viagem com os pontos de seu cartão de crédito.

Klempf está entre o crescente número de viajantes, com pouco tempo de férias ou que buscam economizar dinheiro, que estão embarcando em itinerários relâmpago que aproveitam fusos horários e pontos de cartão de crédito para encadear viagens de um a três dias.

A tendência foi estimulada em parte por praticantes de microférias que postam sobre seus itinerários nas redes sociais.

Alguns são inspirados pela ideia de esticar o limitado tempo de folga remunerada; outros buscam aproveitar pontos de fidelidade para viagens rápidas para, Barcelona e Londres; e alguns são simplesmente atraídos pelo desafio.

Uma usuária do TikTok conhecida como Kylah compartilhou itinerários de fim de semana do leste dos Estados Unidos para lugares como Islândia, Japão e Irlanda.

De acordo com a plataforma de viagens Tripadvisor, a duração média de uma viagem feita por um viajante americano em 2025 foi de três dias.

Laurel Greatrix, diretora de comunicações do Tripadvisor Group, sugere que os adeptos das microférias busquem ancorar suas viagens em uma única experiência. Não cubra muito terreno no tempo limitado que você tem, disse ela, e não planeje demais.

Klempf disse que encontra inspiração no YouTube e TikTok antes de procurar passeios no Viator ou outros sites. Ele planeja continuar organizando viagens relâmpago este ano.

“A cada reunião de diretoria que eu fizer, vou fazer isso novamente”, disse ele.

Está mais facil receber recompensas dos programas de fidelidade

Os consumidores precisam estar atentos para aproveitar ao máximo os programas de fidelidade, que tendem a perder valor com o tempo e podem ser difíceis de entender.

Mas atualizações recentes de programas e ferramentas de navegação de terceiros estão tornando mais fácil acumular e aplicar pontos tanto em viagens quanto em atividades.

Em 2026, o programa de passageiro frequente AAdvantage da American Airlines transferiu sua afiliação de cartão de crédito exclusivamente para o Citibank (taxas anuais a partir de 99 dólares).

Outros cartões emitidos pelo banco, como o Citi Strata Premier (95 dolares) ou o Citi Strata Elite (595 dólares), agora oferecem transferências de pontos um para um para a American, facilitando os resgates.

A Alaska Airlines reconstruiu seu programa de fidelidade como Atmos e o fundiu com o programa HawaiianMiles da Hawaiian Airlines, facilitando o resgate de pontos para destinos populares de lazer.

Cada vez mais, os pontos podem ser aplicados em coisas além de viagens, incluindo experiências VIP como encontros com celebridades e ingressos para a Copa do Mundo.

Um número crescente de serviços está ajudando os consumidores a maximizar seus pontos, apesar de incluir taxas. O Thrifty Traveler envia aos seus membros e-mails frequentes sobre as melhores ofertas de passagens aéreas que encontra, incluindo aquelas com preços em pontos (assinaturas anuais premium a partir de US$ 99,99).

A assinatura premium do Straight to the Points (US$ 99 por ano) oferece acesso a ofertas em passagens de classe executiva e primeira classe usando pontos.

Os programas de fidelidade de hotéis podem ter começado como um benefício para viajantes de negócios frequentes, mas seu apelo para viajantes de lazer aumentou à medida que as empresas hoteleiras expandiram seus portfólios para incluir marcas boutique e até mesmo empresas de glamping.

Ao contrário dos cartões de crédito afiliados a companhias aéreas, os cartões de hotéis geralmente concedem aos titulares um status de associação de nível superior com benefícios tangíveis.

Por exemplo, o cartão de crédito World of Hyatt (taxa anual de US$ 95) concede aos titulares status atualizado para o segundo de cinco níveis, o que lhes dá check-out tardio, quartos preferenciais e uma noite gratuita a cada ano.

“Um cartão de crédito de hotel pode ser valioso”, disse Sally French, especialista em viagens do site de finanças pessoais NerdWallet, que descobriu que os programas de fidelidade de hotéis se tornaram um pouco mais valiosos nos últimos anos.

Pequenos incentivos —como 10% de desconto nas tarifas de hotéis ou wifi gratuito em aviões— ainda tornam a adesão a programas de fidelidade, que é gratuita, vantajosa.

“Se você se preocupa com seu tempo e como é tratado”, observou Brian Kelly, fundador do site de viagens The Points Guy, “você precisa criar essa conexão direta com a companhia aérea ou hotel”.

No check-in, seu rosto está cada vez mais usado

Os viajantes podem esperar que a tecnologia biométrica se espalhe pelos aeroportos dos EUA este ano. A tecnologia agilizará as coisas nos pontos de controle de segurança e alfândega e imigração, bem como durante o processo de embarque, permitindo que os passageiros mantenham seus documentos nos bolsos.

Os passageiros também provavelmente encontrarão mais e-gates, ou barreiras físicas que usam reconhecimento facial para verificar a identidade de um viajante e autorização para estar nos Estados Unidos, ao embarcar em voos internacionais, levantando preocupações entre alguns especialistas em privacidade e ativistas de imigração.

Aeroportos selecionados estão experimentando tecnologia de ponta que pode ser implementada em outros lugares no próximo ano. O Aeroporto Internacional de Orlando na Flórida, por exemplo, está testando um corredor biométrico, uma zona sutilmente definida na qual várias câmeras montadas podem identificar rápida e simultaneamente múltiplos viajantes em movimento.

Mais companhias aéreas, incluindo Alaska Airlines e American Airlines, estão se unindo à Administração de Segurança nos Transportes para permitir que os viajantes passem pelos pontos de controle de segurança sem mostrar qualquer forma física de identificação. Este processo movido por reconhecimento facial, chamado Touchless ID, está disponível em mais de duas dúzias de aeroportos e espera-se que seja empregado em 65 até este outono, de acordo com a TSA.

Um número crescente de cidadãos americanos que não fazem parte dos programas governamentais de Viajantes Confiáveis, como o Global Entry, poderão optar por uma verificação de imigração mais rápida ao reentrar no país através de um programa de verificação de reconhecimento facial chamado Enhanced Passenger Processing, também se expandindo para mais aeroportos este ano.

Funcionários do governo dizem que a biometria visa manter as fronteiras mais seguras e também ajudar os viajantes a se moverem pelo aeroporto de forma mais eficiente e rápida. Embora a verificação de identidade biométrica seja opcional para cidadãos americanos, é obrigatória para visitantes estrangeiros.

Especialistas do setor dizem que a biometria poderia eventualmente substituir documentos físicos, como carteiras de identidade e cartões de embarque, por uma simples verificação facial. Este pode ser um ano-chave para aproximar essa possibilidade da realidade.

Na Europa, o encanto das viagens de verão continua diminuindo

Em destinos europeus populares como Barcelona e Florença, a temporada baixa antes tranquila ganhou vida, à medida que os visitantes fogem tanto do turismo excessivo quanto do calor do verão. Essa mudança para fora da alta temporada não mostra sinais de desaceleração este ano.

“Os americanos estão procurando evitar a alta temporada na Europa, e isso vai ser ainda mais uma tendência à medida que mais baby boomers estão se aposentando e os calendários escolares e de trabalho não são tão importantes quanto ‘Quando posso encontrar uma boa oferta?'”, disse Jamie Lane, economista-chefe e vice-presidente sênior de análise da AirDNA, uma empresa que coleta e analisa dados de aluguel de curto prazo.

Em Florença, Itália, dados da AirDNA mostraram que a demanda por aluguel de curto prazo aumentou mais de 40% em fevereiro de 2025, e quase 35% em março, em comparação com a média de 2018-19 para o mesmo período. Em julho de 2025, em contraste, aumentou apenas 0,7%, e agosto caiu quase 6%.

“A demanda se espalhou mais durante o ano e o mercado está absolutamente menos sazonal do que costumava ser”, disse Lane.

A mudança também se reflete nas viagens aéreas, especialmente no sul da Europa —as buscas da Expedia por voos de outono para vários destinos na Itália, Grécia, Portugal e Ilhas Canárias aumentaram mais de 50% em 2025 em comparação com 2024, segundo a empresa.

Mas mesmo com o crescimento explosivo da temporada intermediária, os viajantes não precisam temer que a baixa temporada possa se tornar tão lotada ou cara quanto o verão, disse Melanie Fish, vice-presidente de relações públicas do Expedia Group.

“Relatos sobre o fim das ofertas de baixa temporada foram muito exagerados”, disse ela. “As janelas entre as altas temporadas ainda são a melhor aposta para evitar multidões e evitar os preços mais altos.”

Ela destacou que as buscas da Expedia por viagens de outono para Barcelona, Espanha, em 2025 foram cerca de 40% menores que as buscas para viagens de verão.

E, disse ela, mais turistas estão procurando escapar das multidões em lugares como a Grécia não apenas com seu timing, mas visitando destinos diferentes. Buscas por hospedagem no outono passado na ilha grega menos turística de Naxos, por exemplo, aumentaram 50% em relação ao ano anterior.

Para viajantes em 2026, os preços estão por toda parte

Os preços de viagens estão subindo ou descendo este ano? Isso depende em grande parte se você é um viajante com orçamento limitado ou de luxo.

Economistas estão citando uma economia em formato K para explicar como duas coisas aparentemente opostas —o turismo está em baixa, mas alguns preços estão nas alturas— podem ser verdadeiras.

Aqueles com recursos estão gastando em passagens aéreas premium, cruzeiros especializados e resorts de luxo, elevando os preços.

Aqueles afetados pela inflação e incerteza estão reduzindo viagens discricionárias, empurrando alguns preços para baixo —ou pelo menos mantendo-os sob controle. O Walt Disney World, que aumentou a maioria de seus preços em outubro, manteve inalterado o ingresso de menor preço, de acordo com o site de finanças pessoais NerdWallet.

“Estamos vendo marcas de alto nível oferecendo descontos em dias de menor demanda”, disse Sally French, especialista em viagens da NerdWallet. “Essas marcas não querem oferecer preços mais baixos diretamente porque não querem baratear a sua imagem, mas estão oferencendo mais possíbilidades para o consumidor economizar.”

No setor de voos, as tarifas aéreas domésticas caíram mais de 3% em 2025, segundo o índice de preços de viagens da U.S. Travel Association de dezembro.

O relatório indicou que o bilhete doméstico médio em dezembro era de quase 266 dólares, comparado a quase 275 dólares no ano anterior. Mas os números não levam em conta o desmembramento de serviços como bagagens despachadas —uma prática que até a Southwest Airlines adotou no ano passado— e reservas de assentos.

As partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos, em junho e julho, devem adicionar um número considerável de visitantes internacionais em rotas domésticas, e os passageiros podem enfrentar um aumento nas tarifas aéreas. Outra preocupação é o destino da Spirit Airlines, a companhia aérea de ultrabaixo custo que opera em falência desde agosto.

“O melhor cenário para o viajante médio seria uma fusão”, disse Katy Nastro, porta-voz da Going, que alerta membros sobre tarifas aéreas baixas. “Não queremos um mundo sem a Spirit porque eles ajudam a baixar os preços onde voam.”

As tarifas de hotéis, em média, têm se mantido praticamente estáveis, o que está previsto para continuar em 2026, de acordo com o CoStar Group, que acompanha o mercado imobiliário comercial.

A precificação por inteligência artificial pode dificultar para os consumidores encontrarem boas ofertas de hospedagem duradouras, à medida que os algoritmos se tornam mais inteligentes em ajustar as tarifas com base em resultados anteriores, eventos e demanda, disse Tim Hentschel, CEO da HotelPlanner: “Se você vir um preço alinhado com a média histórica, é melhor aproveitá-lo porque provavelmente só aumentará.”

A nova onda em viagens de bem-estar: som

Justo quando saunas escaldantes e imersões em água gelada finalmente começaram a parecer relaxantes, os destinos de bem-estar mudaram as coisas. Este ano, muitos estão focando nos efeitos curativos do som, oferecendo experiências sonoras destinadas a acalmar os nervos e rejuvenescer o espírito.

Por anos, a comunidade médica tem usado música para ajudar a reduzir níveis de estresse. Hotéis, retiros de bem-estar e clubes privados estão cada vez mais seguindo esse exemplo, oferecendo experiências baseadas em som projetadas acusticamente em palcos, spas e em domos construídos para esse fim.

O retiro de luxo Golden Door introduziu o Circle, um palco imersivo aberto de 360 graus, em agosto passado em seu resort de 600 acres perto de San Diego.

O Circle combina apresentações musicais ao vivo com som surround e projeções de arte para produzir resultados rejuvenescedores. “Foi relaxante e meditativo, as estrelas acima, visuais imersivos e o violoncelo harmonizando com a própria música noturna da natureza”, disse Bradford Bricken, 45 anos, de Memphis, Tennessee, que foi hóspede em setembro.

Em abril do ano passado, em Koh Samui, Tailândia, o resort de bem-estar Kamalaya apresentou o Neuro-Sync, uma terapia vibroacústica que usa vibrações sonoras de baixa frequência transmitidas através de espreguiçadeiras de gravidade zero, com áudio sincronizado reproduzido em fones de ouvido.

Em Singapura, o recém-reaberto Grand Hyatt oferece tratamentos de spa vibroacústicos que usam camas especializadas e fones de ouvido nos quais os hóspedes não apenas ouvem, mas sentem fisicamente o som que estimula o sistema nervoso parassimpático, ajudando os viajantes a lidar com o jet lag e a fadiga cognitiva.

Os retiros também estão apostando alto em domos sonoros, estruturas que usam acústica, luzes e outras terapias para produzir uma sensação de calma. No próximo mês, Tulah, um retiro de 30 acres em Kerala, Índia, revelará o Sonorium, um domo sonoro de 2.691 pés quadrados com proporções harmônicas; piso vibroacústico personalizado, no qual sinais de áudio são convertidos em sutis vibrações físicas que viajam para cima através do corpo; e instrumentos musicais ao vivo sintonizados em baixa frequência.

Neste inverno, o Vessyl abrirá um domo de cobre na Costa Rica, combinando som espacial, piso vibroacústico e projeções em 360 graus para guiar até 30 pessoas a um estado mais repousante.

“Acreditamos que a frequência vibracional habilitada por tecnologia é a nova medicina psicodélica à base de plantas”, disse o fundador do Vessyl, Josh Stanley.

Clubes privados também estão aderindo à cura pelo som. O Well Bay Harbor Islands Club, que abrirá em março em Miami, fez parceria com a Myndstream, uma empresa de áudio para bem-estar, para trazer música terapêutica para sua sauna infravermelha, enquanto o Stylus em Nova York abrirá nesta primavera com sessões diárias de 30 minutos de terapia de som e luz de 40 hertz, destinadas a aguçar a cognição.

O novo fator: incerteza

Há uma certeza sobre viagens em 2026: a incerteza.

Turistas em todo o Caribe devem repentinamente considerar o risco de ação militar dos EUA em lugares como Venezuela ou Cuba em seus planos. A repressão à imigração do presidente Donald Trump e as políticas restritivas de fronteira continuam fazendo com que alguns viajantes em potencial pensem duas vezes antes de vir aos Estados Unidos. E para os aventureiros que esperam explorar a Groenlândia, a ameaça de anexação americana pode ser razão suficiente para adiar.

Membros da United States Tour Operators Association (Ustoa) classificaram a incerteza econômica como sua maior ameaça em 2026. “O que posso recomendar para viajantes americanos em 2026”, escreveu Terry Dale, CEO do grupo, em um comunicado, “é fazer sua pesquisa e se preparar.”

Um grande ponto de interrogação é a Copa do Mundo deste verão, com partidas em 11 cidades dos EUA, além do Canadá e México.

A administração Trump bloqueou total ou parcialmente a entrada nos Estados Unidos para cidadãos de quatro países cujas equipes já se classificaram: Costa do Marfim, Haiti, Irã e Senegal. A perspectiva de movimentos semelhantes em relação a outros países pode fazer com que os fãs internacionais hesitem antes de gastar milhares em ingressos caros, hotéis e transporte.

As mudanças climáticas também continuam impulsionando um aumento em casos de clima extremo, como furacões severos, inundações e incêndios florestais, todos os quais estão cada vez mais perturbando planos de viagem, mesmo em lugares como Carolina do Norte ou Los Angeles que antes pareciam apostas seguras.

Tudo isso fez com que economia do turismo dos EUA enfretasse dificuldades. O número de visitantes estrangeiros nos Estados Unidos caiu cerca de 5% em 2025, de acordo com a empresa de pesquisa Tourism Economics, embora projete que esses números se recuperarão parcialmente este ano.

Ainda assim, quase 90% dos membros da Ustoa preveem vendas mais altas este ano em comparação com 2025, o que sugere “que, apesar do clima global imprevisível de hoje, os viajantes permanecem motivados a explorar”, escreveu Dale.

Então, como você considera a incerteza em seu itinerário? Considere reservar voos e hotéis que possam ser alterados ou reembolsados, e saiba o que seu seguro de viagem cobre e não cobre. (Sim, isso significa ler as letras miúdas.) Chegue à cidade de partida do seu cruzeiro dois dias antes, ou três. Nunca se sabe quando uma tempestade ou uma operação militar colocará um obstáculo em seus planos.

O que os jovens viajantes querem?

Os viajantes continuam colocando experiências no centro de seus planos, e companhias aéreas, bancos e hotéis estão respondendo com um menu de ofertas que muitas vezes o dinheiro sozinho não pode comprar.

Cartões de crédito, em particular, estão visando atrair viajantes com experiências únicas na vida, incluindo concertos exclusivos, jantares preparados por chefs estrelados, pacotes de viagem elaborados com aparições de celebridades e acesso a áreas VIP em grandes eventos, incluindo festivais de cinema e feiras de arte. Esses tipos de experiências estão, por sua vez, alimentando um apetite que continua impulsionando o crescimento na indústria de experiências.

Especialistas dizem que experiências exclusivas e autênticas se tornaram mais atraentes para os viajantes, às vezes até ditando a escolha dos destinos. Essa tendência é particularmente pronunciada para millennials e geração Z, de acordo com vários estudos.

“A geração Z é a geração com mais fome de viagens, não no sentido de luxo, mas no sentido de colecionar experiências cedo e frequentemente”, disse Erifili Gounari, CEO e fundadora da Z Link, uma agência de marketing focada em gerações mais jovens.

“Uma grande mudança que estou vendo é que a Geração Z trata a viagem menos como férias e mais como uma forma de autodesenvolvimento, por isso programas que oferecem experiências significativas ou exclusivas funcionam tão bem com eles.”

Operadores de viagens dizem que veem experiências como uma oportunidade para capturar um novo público, cimentar sua lealdade e persuadi-los a gastar mais com suas empresas.

O espaço está ficando cada vez mais lotado à medida que os clientes reservam experiências não apenas quando viajam, mas também em suas vidas diárias.

O gigante do setor Airbnb, por exemplo, está fazendo um grande esforço para atrair viajantes que buscam experiências, aumentando o número de eventos organizados por formadores de opinião em cidades ao redor do mundo, com opções que incluem treinar com um atleta olímpico de bobsled em Milão e esculpir mármore com um escultor na Grécia.

Cartões de crédito, hotéis e companhias aéreas também vincularam muitas dessas experiências a programas de fidelidade, disponíveis —às vezes exclusivamente— com pontos e milhas, uma mudança que reflete a batalha para conquistar clientes millennials e da Geração Z cada vez mais volúveis.

Reportagem publícada originalmente no The New York Times



Fonte.:Folha de S.Paulo

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