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Introdução
Com o aumento de diagnósticos de TEA, testes online viraram uma busca perigosa para autodiagnóstico. Mas eles carecem de validação científica e podem levar a interpretações errôneas ou diagnósticos equivocados, mascarando outras condições. A avaliação profissional é indispensável.
- Testes online de autismo não possuem validação científica e não são ferramentas definitivas de diagnóstico.
- Mesmo questionários validados exigem análise de um profissional qualificado.
- O autodiagnóstico online pode levar a interpretações errôneas ou mascarar outras condições como TDAH, ansiedade ou depressão.
- A busca por avaliação profissional é fundamental para um diagnóstico preciso e contextualizado.
- Resultados de testes online devem ser encarados como informação para uma consulta, não como um diagnóstico final.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Com o aumento de diagnósticos do transtorno do espectro autista (TEA), cresceu também o número de pessoas que começam a se questionar se não deveriam fazer uma avaliação para entender se enquadram nos critérios. E, de forma perigosa, muitos acabam buscando o caminho dos testes de autismo online em busca de um autodiagnóstico.
Fáceis de encontrar e, por vezes, anunciados com uma aparência de seriedade, os testes e quizzes de autismo vistos na internet nunca devem ser encarados como uma ferramenta definitiva de diagnóstico. Em muitos casos, eles sequer contam com validação científica.
Entenda por que você deveria evitar esses testes ou, no mínimo, não levar seus resultados ao pé da letra.
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Riscos de acreditar nos testes online
Boa parte dos testes encontrados gratuitamente na internet não tem validação científica ou, em outros casos, são compostos por versões desatualizadas ou mal traduzidas de materiais utilizados atualmente.
Mas a grande questão é que, mesmo se você encontrar um questionário real, validado e empregado como instrumento diagnóstico, nem assim ele representa uma verdade definitiva: todos os “testes de autismo” são ferramentas que auxiliam no diagnóstico, mas devem necessariamente ser analisados por um profissional qualificado.
Um dos riscos de fazer um teste por conta própria é a possibilidade de interpretar erroneamente as questões, ou de não respondê-las com a precisão necessária para cravar a existência de um determinado sintoma.
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Existe ainda o perigo de fazer o teste de forma enviesada, “buscando” uma confirmação de que você tem TEA, e acabar atropelando outro diagnóstico que seria mais acertado.
Um exemplo recorrente: muitos sintomas típicos do autismo podem também aparecer em condições como transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ou até mesmo ansiedade e depressão. Ao atribuir os sinais a um autodiagnóstico equivocado de autismo, a pessoa pode deixar de buscar o tratamento adequado para outra condição.
Busque avaliação profissional
Se você tem suspeita de autismo – em si mesmo ou em alguém que você conhece, como uma criança – é fundamental buscar a avaliação de um profissional habilitado. É possível, inclusive, que ele aplique o mesmo teste que você encontrou na internet, mas a diferença é justamente essa: as perguntas devem ser feitas por alguém que sabe interpretá-las em contexto e comparar com outros sinais que o questionário não consegue abarcar.
Os testes de autismo são sempre instrumentos preliminares, incapazes de entender um indivíduo em sua complexidade. Aspectos como as interações sociais, a mudança de comportamento conforme os diferentes contextos e o histórico e evolução dos sintomas devem sempre ser observados pessoalmente.
Caso você tenha feito um teste desses por conta própria e obtido um resultado indicativo de autismo, não o encare como definitivo: trata-se, simplesmente, de uma informação a mais para levar até uma consulta, em busca de uma investigação mais aprofundada da situação.
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Fonte.:Saúde Abril


