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11 de abril de 2026

Tivoli Kopke: como é o hotel em Vila Nova de Gaia – 08/04/2026 – Turismo

Tivoli Kopke: como é o hotel em Vila Nova de Gaia – 08/04/2026 – Turismo

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Kopke é um nome mais que tradicional entre os entusiastas do vinho do Porto. Trata-se da marca mais antiga a vender a bebida no mundo. Tudo começou em 1638, quando o alemão Nicolas Kopke iniciou o lucrativo negócio de enviar garrafas da região do Douro, em Portugal, para o norte da Europa, onde elas conquistaram um público fiel e renderam uma fortuna à família.

A novidade é a parceria entre a marca de vinhos e a tradicional rede hoteleira Tivoli, que resultou, no último mês de maio, na inauguração de um hotel de luxo que funciona nas instalações de uma cave centenária. Toda a disposição das instalações, com terraços e jardins suspensos, remete às vinhas, assim como as cores, a decoração e os temas do espaço. Os corredores rescendem a barricas de carvalho.

A cave, vale dizer, continua a mil, envelhecendo cerca de 2,5 milhões de litros de vinho. Os enormes barris servem de cenário a um dos espaços de eventos, que costuma receber jantares requintados à luz de velas.

Assim que se chega ao lobby, o que chama atenção é a vista. Erguido nas encostas da margem sul do Douro, em Vila Nova de Gaia, o hotel tem como horizonte a cidade do Porto, do outro lado do rio. Dá para ver as cores invernais da localidade vizinha, cheia de telhados escuros e torres cinzentas lavados pelo tempo, os guindastes, os barcos negros a cruzar o veio e a ponte Luís 1º, com suas treliças metálicas.

Tem-se esse panorama um tanto hipnotizante de todo lugar —das janelas envidraçadas do wine bar, da piscina aquecida do spa e de boa parte dos quartos, sobretudo daqueles instalados logo abaixo do imenso letreiro de neon, que ficou conservado.

O vinho, como se disse, é o carro-chefe. Variações tawny, vintage e branco, de 10, 20, 30, 50 anos são o abre-alas do menu do 1638, misto de bar e restaurante com influência ibérica que serve menu-degustação em várias etapas.

O Boa Vista Terrace é o outro restaurante do hotel, este um pouco mais despojado. Ambos têm assinatura de Nacho Manzano, chef-estrela das Astúrias, três vezes contemplado pelo Guia Michelin.

Mas há ainda uma pegada artsy no Tivoli Kopke. Obras de Alexander Calder, Antoni Tàpies e Xavier Mascaró estão dispostas nos salões e corredores, assim como reproduções de Picasso, Dalí e Chagall. Os tentáculos de retalhos e peças brilhantes da portuguesa Joana Vasconcelos, que mais parecem um organismo suspenso, recebem aqueles que descem a escada em caracol entre os restaurantes.

Ao todo, são 150 suítes, cujas diárias partem dos 370 euros, a depender da época do ano. Todos têm decoração clássica, com muito couro e muita madeira.

Alguns têm um comprido terraço gramado com vista para o Douro, onde é possível entornar cálices do Porto e ver as gaivotas planando sobre os barcos no rio lá embaixo enquanto as luzes da cidade vizinha se acendem com o cair da noite.

O spa conta com piscina, sauna seca e sauna molhada, academia e toda uma sorte de massagens e terapias estéticas.

Nos meses de verão, a piscina externa estará aberta, com um bar animado no jardim e outro no topo do edifício, que costuma contar com apresentações musicais.

O jornalista se hospedou a convite do Tivoli Kopke



Fonte.:Folha de S.Paulo

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