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7 de março de 2026

Treinar em jejum emagrece mais? Entenda o que diz a ciência

Treinar em jejum emagrece mais? Entenda o que diz a ciência

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Treinar em jejum pode aumentar a oxidação de gordura e melhorar processos metabólicos, mas isso não garante maior emagrecimento. Pesquisas indicam que, em muitos casos, fazer exercícios com alimentação regular promove resultados semelhantes na queima de gordura. A escolha da estratégia deve levar em consideração alguns fatores.

A eficiência do jejum para o emagrecimento e seus efeitos na prática de atividades físicas ainda são temas discutidos entre especialistas. É recomendável que o tratamento seja prescrito e acompanhado por um profissional da área, como nutricionistas e médicos endocrinologistas.

O que as pesquisas dizem?

Em tese, a prática regular de exercícios aumenta a demanda do corpo por energia, ampliando a utilização de gordura como fonte energética. A queima de gordura, no entanto, não é determinada apenas pelo jejum – é multifatorial.

Fatores como a intensidade do exercício, disponibilidade de carboidratos, experiência de treino e aspectos hormonais interferem na preferência do organismo pela gordura como fonte de energia. Uma refeição leve antes do treino pode ser uma estratégia para otimizar este uso.

+Leia também: O que comer antes de correr? E o que evitar?

Por outro lado, longos períodos sem se alimentar adequadamente podem levar à hipoglicemia, devido a baixa quantidade de glicose no sangue.

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Em uma pesquisa australiana, a restrição à alimentação apresentou maior redução de peso e de massa gorda, mas também maior perda de massa magra. O treino de força, no entanto, mostrou-se eficaz na preservação da massa muscular durante os períodos de jejum.

O jejum pode oferecer benefícios metabólicos em situações específicas, mas não é necessariamente superior para o emagrecimento. A depender da intensidade e do objetivo, treinar alimentado pode ser uma opção melhor para resultados com saúde.

Desempenho físico

Pode haver situações em que a falta de alimentação não altera a performance. Em testes, a musculação em jejum não reduziu a capacidade de executar o treino nem a produção de força, embora tenha aumentado a sensação de fome e diminuído a saciedade – algo que pode se tornar um problema para quem se preocupa com o peso, ao aumentar a busca por comida após o treino.

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Por outro lado, em exercícios de alta intensidade e de resistência, o jejum pode prejudicar o rendimento devido à redução do glicogênio muscular e ao aumento da glicogenólise para manter a glicose disponível.

Níveis baixos de glicemia também podem gerar fadiga durante o treino de força, o que reforça a importância do consumo de carboidratos antes da atividade para melhorar o desempenho e a recuperação muscular.

O desempenho físico em jejum varia varia conforme o tipo de treino e as características individuais, tornando fundamental que a prática seja orientada por especialistas.

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O que é o jejum?

O jejum é uma estratégia alimentar caracterizada por períodos sem comer. Na prática, significa permanecer várias horas do dia sem consumir alimentos – geralmente entre 12 a 16 horas, podendo chegar a 24.

O objetivo do jejum é criar um déficit energético ao longo do tempo, já que o organismo nem sempre consegue compensar na alimentação todas as calorias que deixaram de ser consumidas durante o período sem comer.

No entanto, diferentes estudos vêm apontando que restrições alimentares como a provocada pelo jejum podem acabar tendo impactos negativos e opostos ao desejado com o tempo, aumentando a propensão a episódios futuros de compulsão alimentar.



Fonte.:Saúde Abril

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