Os destinos da viagem dos sonhos dos paulistanos continuam sendo os europeus. Mas a preferência pelos destinos nacionais vem crescendo a cada ano. É o que mostram os resultados da pesquisa Viaja São Paulo, do Datafolha.
Neste ano, por exemplo, o vencedor da categoria Melhor Destino para Vinho (que não faz distinção entre destinos nacionais e internacionais), foi São Roque, com 8% das respostas espontâneas –desbancando principalmente o Chile, mas também Itália e Argentina, que dominavam a categoria nas últimas edições da pesquisa, que acontece anualmente.
O Chile, aliás, era o destino latinoamericano favorito de 17% paulistanos em 2018, quando a pesquisa começou a ser feita —mesmo número dos que hoje preferem o Brasil. Na categoria destino de férias em família, Nordeste e Bahia aparecem empatados com a Disney na margem de erro, mas já numericamente à frente. E na nova categoria Destino a Dois, Campos do Jordão e Gramado também empatam na margem de erro com Paris e Itália.
No trade, como o setor do turismo costuma se referir a si mesmo, é quase um consenso que a pandemia fez o brasileiro redescobrir o Brasil. Impedidos de viajar pelas restrições sanitárias, os viajantes brasileiros começaram a buscar opções domésticas e, a julgar pelos recordes de turismo nacional, gostaram do que encontraram.
Em 2025, a aviação brasileira movimentou quase 130 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior, e também a primeira vez que esse número superou o nível pré-pandemia.
Na hotelaria, 2025 também registrou uma alta de 2,5% na ocupação e mais de 10% no valor médio da diária, inaugurando, segundo as associações do setor, um novo ciclo de expansão desse mercado, que até o final deste ano deve receber R$ 13,6 bilhões em investimento.
Parte deste montante deve vir de muitas marcas e bandeiras estrangeiras, como Marriot, Hilton e Kempinski, que veem no país uma oportunidade de investimento não apenas promissora e rentável, mas também segura em tempos de instabilidade mundo afora.
Até mesmo os parques naturais registraram recorde de movimento em 2025. Foram 28,6 milhões de visitantes, 11,5% a mais que no ano anterior, agregou R$ 20,3 bi ao PIB, o que equivale a 0,16% de tudo o que foi produzido no país no período. Os números, q ue superam a participação dos parques naturais americanos no PIB dos EUA, já inspiram o ICMBio a estudar a expansão da visitação para outras unidades.
Por qualquer métrica que se olhe, o turismo no Brasil está na moda. Felizmente, não apenas entre os gringos —que também compõem outro recorde, de mais de 9 milhões de visitas em 2025—, mas também entre os brasileiros.
Fonte.:Folha de S.Paulo


