
Uma turista indiana de 33 anos morreu após ser esmagada durante uma briga entre dois elefantes no Acampamento de Dubare, no estado de Karnataka, no sul da Índia. O caso, ocorrido durante uma atividade de banho com os animais em 18 de maio, reacendeu o debate sobre o uso de animais selvagens como entretenimento.
A vítima estava acompanhada do marido e da filha pequena quando dois elefantes em cativeiro, Kanjan e Marthanda, começaram uma disputa violenta. Durante o confronto, Marthanda perdeu o equilíbrio e caiu sobre a mulher. Ao tentar se levantar, acabou pisoteando repetidamente a turista, que morreu a caminho do hospital.
A tragédia não terminou ali. O elefante que caiu sobre a turista morreu no dia seguinte em consequência dos ferimentos sofridos durante o ataque. Segundo autoridades florestais e a imprensa indiana, o animal sofreu graves lesões nas pernas e no abdômen após ser atingido violentamente pelo oponente durante a briga. O Acampamento Dubare está temporariamente fechado.
Após o incidente, o governo de Karnataka proibiu por ora atividades de contato direto entre turistas e elefantes nos acampamentos do estado, incluindo alimentação, banhos e selfies.
Animais como entretenimento
O episódio escancara uma discussão que parece inacreditável em pleno 2026: por que atrações turísticas ainda dependem da domesticação e da exibição de animais selvagens para entretenimento humano? Em Dubare, visitantes eram incentivados a tocar os elefantes, entrar na água com eles e participar de interações vendidas como experiências “educativas” e “seguras”.
Na prática, porém, o que existe é um ambiente artificial e altamente estressante para animais de várias toneladas que muitas vezes foram submetidos a treinamento forçado no passado, correntes e rotinas incompatíveis com a vida selvagem. Em fóruns online e redes sociais, ex-visitantes relatam há anos denúncias de maus-tratos e agressividade dos animais no local.
A ONG World Animal Protection afirmou que o caso evidencia os riscos inerentes ao turismo com animais selvagens em cativeiro. Enquanto destinos turísticos ao redor do mundo começam a abandonar atrações com exploração animal, lugares como Dubare seguem operando modelos ultrapassados que colocam em risco turistas, trabalhadores e os próprios animais. O resultado, desta vez, foi uma sequência de mortes anunciadas.
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Fonte.:Viagen


