
Presença de cistos nos ovários, excesso de hormônios masculinos e irregularidade (ou ausência) menstrual. Se você apresenta ao menos duas dessas características, pode ter a síndrome dos ovários policísticos (SOP), condição que afeta uma em cada oito mulheres em idade reprodutiva.
Em artigo publicado na prestigiada Nature Medicine, experts sugerem que o diagnóstico seja ainda mais específico. Com dados de quase 12 mil pacientes, eles traçaram quatro subtipos de SOP.
O modelo, porém, pode enfrentar resistência. “Alguns quadros são controversos e divergem dos critérios já estabelecidos”, avalia José Maria Soares Junior, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
+ Leia também: De acne a infertilidade: 5 doenças associadas à síndrome do ovário policístico
Você sabia?
Sete a cada dez mulheres com a síndrome não têm diagnóstico, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A falta de diagnóstico pode atrasar o tratamento da condição.”O tratamento da SOP é individualizado, ou seja, com base na avaliação das características clínicas e, quando necessário, nos exames complementares para guiar o médico na busca por melhores soluções”, afirma Soares Jr.
Qual é a proposta?
Conheça as categorias do problema defendidas em pesquisa
Hiperandrogênico
Subgrupo com níveis elevados de hormônios sexuais masculinos, maior risco de aborto espontâneo e mais gordura no sangue.
Sobrepeso/Obesidade
Excesso de peso e resistência à insulina predominam nessas pacientes, que apresentam mais alterações metabólicas.
Globulina ligadora de hormônios sexuais
A proteína que transporta hormônios pelo corpo está alta neste fenótipo, considerado “mais leve”.
Hormônio luteinizante
A alta no componente que desencadeia a ovulação inibe o processo e complica até a fertilização in vitro.
+ Leia também: SOP: dieta Mind pode ajudar a prevenir o problema que afeta ovários
Acesse as notícias através de nosso app
Com o aplicativo de VEJA SAÚDE, disponível para iOS e Android, você confere as edições impressas na íntegra, e ainda ganha acesso ao conteúdo dos apps de todos os títulos Abril, como Veja, Claudia e Superinteressante.
Compartilhe essa matéria via:
Fonte.:Saúde Abril


