Quem desembarca de uma viagem internacional em Guarulhos e avista uma multidão de brasileiros transitando com pilhas de malas gigantes pode apostar, com altíssima chance de acerto, que o voo vem de Miami.
Com 16% das menções, o destino que mais chama a atenção dos agentes da Receita Federal no programa de televisão “Aeroporto: Área Restrita” foi escolhido pelo terceiro ano consecutivo a melhor cidade para compras no exterior no levantamento do Datafolha para o Viaja São Paulo.
Em 2025, 1,3 milhão de brasileiros passearam na Flórida, segundo o Visit Florida, escritório de promoção do turismo do estado. É lá também que fica Orlando, segunda cidade mais lembrada na categoria, com 10%. Na sequência, vem Nova York (9%).
Não é difícil entender a afeição dos nossos compatriotas por Miami, terceira maior comunidade brasileira nos EUA, atrás apenas de Boston e Nova York: voos diretos em profusão, tempo bom o ano inteiro e a possibilidade de adquirir os produtos mais desejados a preços bem menores que os daqui, mesmo após a “sales tax” (imposto sobre o consumo) de 7%.
Antes, porém, é necessário percorrer longas distâncias.
O Dolphin Mall, único shopping de outlets dentro da cidade, que abriga lojas como Adidas, Columbia, Nike e Michael Kors, fica a 20 km do centro. O Sawgrass Mills, com mais de 350 marcas, incluindo Vince, David Yurman, Burberry e Prada, é ainda mais longe: são 65 km de distância.
Os devotos dos templos de consumo também não podem deixar de visitar o Lincoln Road Mall (Zara, Macy’s, Nike, H&M, Apple), um bulevar a céu aberto, e o Aventura Mall (Bloomingdale’s, Nordstrom, Urban Outfitters), que oferece às crianças uma torre de escorregadores de 28 m.
No paraíso das compras que é Miami, as praias não são exatamente paradisíacas, mas ainda assim um bônus nada desprezível: a cidade também é destaque na categoria de melhor destino de verão internacional, com 5% das menções dos entrevistados.
E se além de compras e clima quente, o visitante de Miami for fã de esportes, está feito: a cidade tem
se destacado cada vez mais nesse segmento. Além de sediar o Miami Open, de tênis, a cidade recebe
todo ano uma prova da F1, que usa a estrutura do Hard Rock Stadium —estádio que vai receber sete jogos da Copa do Mundo, incluindo Brasil x Escócia, na primeira fase.
Terminada a festança de compras em Miami, caso o viajante não tenha excedido a cota pessoal de US$ 1.000, é só passar com tranquilidade pelo corredor do nada a declarar
Fonte.:Folha de S.Paulo


