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29 de agosto de 2025

Vinho em SP: veja boas opções de bares, escolas e padarias – 28/08/2025 – Restaurantes

Vinho em SP: veja boas opções de bares, escolas e padarias – 28/08/2025 – Restaurantes

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Quem quer beber uma taça de vinho em São Paulo tem o melhor tipo de problema: as opções são muitas. Por isso mesmo foi tão difícil fechar uma lista com apenas 30 recomendações.

A epidemia de wine-bars que acometeu a cidade nos últimos dois anos fez com que esse modelo fosse maioria no roteiro que você lê nas próximas páginas.

Outras duas opções também se tornaram relevantes para quem quer uma tacinha: as escolas, que, além de oferecer cursos livres e de formação, têm organizado eventos com produtores, e as importadoras, que têm aberto espaço para que seus clientes possam não só levar os vinhos, mas tomar taças ali mesmo (e, quem sabe, se animar a levar caixas em vez de garrafas).

Engordam a lista ainda lugares mais inusitados como padarias e até uma livraria.

Os restaurantes ficaram de fora porque são muitos e têm perfis tão diferentes que merecem uma lista só deles —há os que têm cartas quilométricas, os que são enxutíssimos e superespecializados e ainda os que só vendem vinhos especiais e raros na harmonização.

Nesta lista, chama a atenção o perfil dos vinhos ofertados, a maioria muito refrescante. É uma escolha inteligente, pois esse frescor, que vem da acidez mais alta, é o que nos dá vontade de beber mais, além de ajudar na harmonização com a comida.

Por isso, também, foi-se o tempo em que saíamos pesados depois de horas à mesa com taças e pratos. Hoje, os vinhos estão mais leves e divertidos e a comida, feita para compartilhar, mistura texturas e equilibra sabores para que os pedidos se acumulem.

Há vantagens maravilhosas aí: provamos mais, temos mais oportunidade sensorial, não saímos empanturrados, nos divertimos mais. Mas há uma desvantagem que pesa sobre todas as anteriores: a conta pode ir às alturas.

Para prevenir esse problema, programe bem a saída. Uma dica quente para aproveitar um wine-bar é ir acompanhado e dividir tudo, inclusive as taças. Se há cinco em oferta, provo das cinco e bebo duas e meia, ou até menos, a depender do número de acompanhantes. A conta sai mais leve, a cabeça mais afiada.

Pela oportunidade de conhecer mais rótulos, evito também pedir garrafa, a não ser que se trate de uma raridade desejada há tempos.

Há bares em que a carta é intuitiva e é possível navegar bem sozinho. Em outros, melhor conversar com o sommelier. Não tenha vergonha, ele está ali para isso mesmo. Mas é preciso ser sincero: seja claro sobre o quanto quer gastar e tente descrever o que gosta. Se faltar vocabulário para explicar sua preferência, citar um rótulo que bebeu e curtiu pode ser um caminho.

No mais, beba bastante água, tente guardar o nome (ou foto da etiqueta) daquilo que mais gostou e, se quiser acumular o conhecimento que vem da litragem, aproveite para pesquisar mais sobre produtores e regiões.

BARES DE VINHO

Bardega

Foi um dos primeiros bares da cidade a contar com máquinas Enomatic, que conservam a garrafa aberta e liberam doses de diferentes tamanhos (30 ml, 60 ml e 120 ml) a partir de R$ 5 em esquema de autosserviço. A seleção é ampla, com vinhos europeus clássicos (França, Espanha e Itália), marcas fortes do Novo Mundo como Catena e surpresas como rótulos do Peru, Líbano e Marrocos.

R. Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 218, Itaim Bibi, região oeste.@bardega_winebar


Beverino

Reduto de nerds do vinho natural na região central, o bar oferece 150 rótulos brasileiros e importados, com pelo menos cinco opções de taça por dia, a partir de R$ 35. Garrafas do Chile à Geórgia ficam expostas em uma prateleira de alto a baixo, no que parece uma “parede dos desejos”.

R. General Jardim, 702, Vila Buarque, região oeste. @beverino.vinhos


Cacho

Um dos mais novos a integrar a lista, leva a onda dos vinhos de pequeno produtor a uma garagem de Perdizes. De chardonnays brasileiros a pét-nats (espumantes) austríacos, a curadoria da proprietária Leandra Lima foca em orgânicos, naturais e biodinâmicos em taça (a partir de R$ 29) e em garrafas (a partir de R$ 135).

R. Apinajés, 1.649, Sumaré, região oeste. @cachobar_sp


Casa Tão Longe Tão Perto Barra Funda

Especializado em vinhos brasileiros de pequeno produtor (Era dos Ventos, Outrovinho, Faccin, Valparaíso, etc.), o bar comandado por Gabriela Monteleone ficou mais confortável, depois de uma pequena reforma, e pega fogo aos sábados, quando recebe DJs convidados. Serve também vinhos nas torneiras, com 12 cuvées diferentes.

R. Dr. Sérgio Meira, 7, Barra Funda, região oeste. @casatltpbarrafunda


Clementina

No fervo de Pinheiros, esse bar é frequentado por um público bem jovem, que forma fila na porta (por isso mesmo, recomenda-se fazer reserva). A carta, com rótulos a partir de R$ 157, traz vinhos feitos com uvas que saem do clássico cabernet-chardonnay: há criolla, zweigelt, moscato, fiano, pecorino, etc.

R. João Moura, 613, Pinheiros, região oeste. @clementina___sp


Clos Winebar

Com taças a partir de R$ 45, a carta inclui rótulos celebrados pelos fãs de naturais como os italianos Lammidia e Foradori e o francês Domaine de la Pinte e traz informações sobre o estilos dos vinhos, o que torna a navegação do bebedor bem mais intuitiva.

R. Girassol, 310, Vila Madalena, região oeste. @clos_winebar


Elevado Conselheiro

Irmão mais novo do Elevado, na Santa Cecília, esse áudiobar instalado em um casarão do Bexiga tem tratamento acústico cuidadoso e uma seleção de 120 rótulos modernos e interessantes, como o champanhe Chavost Eurêka! Brut Nature e o argentino Matias Riccitelli Cabernet Franc 2022, além de algumas raridades e outros mais caros.

R. Conselheiro Ramalho, 800, Bela Vista, região central. @elevado_conselheiro


Enoteca Saint VinSaint

Primeiro templo do vinho natural no Brasil, comandado por Lis Cereja, também fundadora da feira Naturebas, o bar e restaurante está instalado em uma simpática casa de tijolinho onde a extensa oferta de vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos divide espaço com cervejas selvagens, hidroméis, destilados e uma cozinha baseada na sazonalidade.

R. Atílio Innocenti 811, Vila Conceição, região sul. @enotecasaintvinsaint


Huevos de Oro

Para os fãs de jerez, esse bar oferece cinco estilos em taça: fino, manzanilla, oloroso, cream e px, com preços a partir de R$ 32. Borbulhas, brancos, laranjas, rosados e tintos vindos principalmente da Espanha também estão na carta da bebida.

Av. Pedroso de Morais, 267, Pinheiros, região oeste. @huevosdeorobar


Iaiá Cave a Manger

Rótulos brasileiros e importados preenchem a carta do bar, assinada pelo chef Benoît Mathurin, do Esther Rooftop, um apaixonado confesso pela cultura do vinho. São 40 rótulos que vêm da serra Gaúcha a Borgonha e, a cada dia, cinco deles são servidos em taça, com preços entre R$ 35 e R$ 55.

R. Iaiá, 44, Itaim Bibi, região oeste. @iaiacaveamanger


Los Perros

Com ares de botecão clássico, vive apinhado de gente, especialmente de jovens, que batem papo e bebem vinho num clima meio happy hour, meio balada. A carta fica anotada na parede, numa grande lousa, com uva e origens dos vinhos. As taças são medidas em um copo americano quase cheio com preços de R$ 16 a R$ 23. A variedade é boa, uns dez rótulos por vez, além de espumante em lata.

R. Bela Cintra, 806, Consolação, região central. @losperros.boteco


Paloma

No térreo do Copan, é bar, restaurante e também loja de vinhos. São 50 rótulos que prezam pelo frescor, como o riesling Pfaffmann e o Gamay Le TelQuel, ótimos para harmonizar com a comida feita ali: corações de galinha empanados com molho cremoso de gochujang, maionese e coalhada; e o frango à Kiev com creme de milho com missô e coleslaw.

Av. Ipiranga, 200, térreo, República, região central. @paloma___sp


Plou

Uma carta com 500 vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais já seria o bastante para justificar a visita ao Plou. Mas, há ainda a presença da sommelière Analu Torres, a melhor de São Paulo, segundo o júri da Folha. Ela é uma enciclopédia ambulante de vinhos e produtores franceses e uma das maiores degustadoras da cidade. Não deixe de tirar suas dúvidas com ela. O ambiente é muito aconchegante e a cozinha, de Samuel Rocha, é delicada e baseada em produtos sazonais.

R. Original, 141, Vila Madalena, região oeste. @plou.vinhos


Prosa e Vinho

No terraço da Galeria Metrópoles, a loja-bar com um arsenal de 400 rótulos tem taças a partir de R$ 15 e garrafas de R$ 48, que podem ser degustadas em simpáticas mesinhas posicionadas na área externa do espaço.

Av. São Luís, 187, piso 3, loja 1, Centro. @prosaevinho


NotreVin

Uma carta com 80 rótulos que toda semana traz novidades escolhidas pelo sommelier Danilo Camargo, uma programação de jazz de quinta a sábado (R$ 40 por pessoa o couvert). Há vinhos de perfil mais tradicional, como o Bordeaux Château Megulet, bem como os moderninhos, como a linha chilena Lazy Winemaker.

R. João Moura, 1.086, Pinheiros, região oeste. @notre.vin


Sacra Rolha

Este talvez seja o bar com a agenda mais animada da lista: tem apresentações musicais, do samba ao tango, shows de comédia stand-up e promove ainda encontros de um clube do livro regado a vinhos (no dia 5/9, é a vez de “Bambino a Roma”, de Chico Buarque). São 65 vinhos na carta, com sete em taça (a partir de R$ 28). Há a opção de provar um flight de três rótulos por R$ 75.

R. Rio Grande, 304, Vila Mariana, região sul. @sacrarolha


Saída de Emergência

Apesar da decoração, não se trata de uma cervejaria nem de uma hamburgueria, mas de um bar de vinhos com mais de 300 rótulos na carta. É o irmão mais novo dos restaurantes de carne Cór e o Osso e a menina dos olhos do jovem sócio Guilherme Mora, sommelier apaixonado que reuniu vinhos clássicos e modernos, naturais e convencionais. Há incríveis 130 opções em taça, mas se algo que você quiser provar só for vendido em garrafa, há uma sirene que alerta outras mesas e, se houver outros interessados, a garrafa é aberta.

R. dos Pinheiros, 808, Pinheiros, região oeste. @saidadeemergenciavinhos


Sede 261

O bar é quase uma garagem de tão pequeno, mas as cadeiras de praia se espalham na calçada de toda a rua. Nas taças, uma ampla variedade de descobertas das sommelières Cássia Campos e Daniela Bravin, que têm uma das maiores “litragens” da cidade — provam de tudo, conhecem muito. Essa combinação faz deste o melhor bar para tomar vinho em SP, segundo o júri da Folha.

R. Benjamim Egas, 261, Pinheiros, região oeste. @sede261


Vino!

Localizada na praça Vilaboim, esta unidade da rede de wine-bars mantém uma programação de degustações especiais (algumas às cegas) e musical também — às quintas, há show de jazz. O maior diferencial é o esquema de rodízio de vinhos, em que se pode beber o quanto se quer de uma seleção de 12 rótulos num período de três horas (a partir de R$ 99).

R. Armando Penteado, 36, Higienópolis, região central. @vinohigienopolis

BARES DE IMPORTADORA

Cellar Cave

A carta é recheada por rótulos de regiões-fetiche da Europa: Borgonha, Jura, Mosel, Galícia, entre outros. São quase 30 opções em taça, desde um Rhône branco a R$ 30 (Le Ballon Blanc 2021) até um premier cru da Borgonha de R$ 250 (Georges Glantenay Volnay “Les Brouillards” 2020).

R. Diogo Jácome, 372, Vila Nova Conceição, região sul. @cellar.cave


De la Croix

A importadora faz 20 anos de sua fundação em endereço novo, uma simpática casa nos Jardins. É na área externa e no fundo que ficam instalados o bar à vin e suas mesas, que recebem clientes aos sábados para provar especialidades francesas: maravilhas de Champanhe, da Alsácia, do Loire, etc. A cada fim de semana, tem uma seleção diferente.

Al. Casa Branca, 1.207, Jardim Paulista, região oeste. @delacroixvinhos


Enoteca Decanter

Inaugurada há pouco nos Jardins depois de uma primeira encarnação no Itaim, traz 500m² dedicados ao catálogo da importadora, que tem vinhos de perfil clássico e premiados, feitos por produtores como Luigi Bosca (Argentina), Ferrari (Itália) e Dönnhoff (Alemanha). Há um wine-bar, uma sala de degustação e, em breve, um rooftop.

Al. Joaquim Eugênio de Lima, 1.135, Jardins, região oeste. @decantersaopaulo


Mistral

Com catálogo repleto de produtores importantes, a importadora tem um bar junto à sua elegante loja no piso térreo do shopping Iguatemi. A cada quinzena, as opções de taças mudam (nesta, por exemplo, há vinhos de Laura Catena e da Famille Perrin, que faz os vinhos de Brad Pitt, de R$ 32 a R$ 99), e são vendias em 125 ml, 250 ml 350 ml ou em garrafa.

Av Brig Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, região oeste. @winebarmistral


Miya Wine Bar/Grand Cru

Com taças a partir de R$ 27, o bar oferece uma seleção tirada do portfólio da importadora, que tem nomes celebrados da América do Sul como a argentina Zuccardi e a chilena Leyda, além da portuguesa Niepoort. Da cozinha, comandada pelo chef Flávio Miyamura, saem bocatidos como a tostada de milho com atum e maionese de wasabi e a croqueta de bacalhau. São três unidades na cidade.

R. República do Iraque, 1.038, Campo Belo, região sul. @miyawinebar

ESCOLAS

Associação Brasileira dos Sommeliers

Escola de vinho com uma das abordagens mais tradicionais da cidade, a associação tem cursos de introdução ao mundo do vinho, de formação de sommeliers e também cursos avançados como o de técnicas de degustação.

R. Gomes de Carvalho, 1.327, Cj. 21 – Vila Olímpia, região oeste. @abs_sp


Ciclo das Vinhas

Há 25 anos, a sommelière e professora Alexandra Corvo fundou a escola e empresta seu humor irreverente e expertise em aulas que são, ao mesmo tempo, profundas e divertidas. O laboratório de aromas e sabores, metodologia criada por Corvo, é o cartão de visita da escola e guia todos os cursos, que vão desde aulas para iniciantes à formação de sommeliers.

R. Artur de Azevedo, 502, Cerqueira Cesar, região oeste. @ciclodasvinhas


Enocultura

Célebre por difundir os cursos da instituição inglesa Wine & Spirit Education Trust (WSET) no Brasil desde sua fundação há dez anos, a escola também oferece o French Wine Scholar (FWS) e o Wine Scholar Guild (WSG), além de criar projetos próprios e oferecer degustações com produtores de passagem pelo Brasil. Há aulas avulsas, que incluem degustação.

Al. Lorena, 150, Jardins, região oeste. @eno_cultura

OUTROS

Tolc

Uma livraria especializada em gastronomia que vende café. Não poderia ficar melhor? Fica: também tem ótimos livros de vinho, vende garrafas e serve taças. Há rótulos garimpados com cuidado, como os da eslovena Movia e os italianos da Orsi. Vale ir com tempo para explorar tanto a literatura quanto os líquidos. Fique esperto ao calendário de eventos: é comum que recebam chefs no fim de semana e que promovam conversas sobre os temas ligados à cozinha e à mesa.

R. Apiacás, 706, Perdizes, região oeste, @tolc


Fabrique

Seja no brunch, no almoço ou no jantar, a Fabrique oferece diferentes iguarias e uma seleção enxuta, mas muito interessante de vinhos. Faz parte dela o delicioso português Graínha, feito no Douro, perfeito para acompanhar os sanduíches e pizzas romanas da casa. Não é raro ver, na unidade da Conselheiro Brotero, pais e mães das escolas das redondezas em happy hour às sextas-ferias num clima mais bar que padaria.

R. Faustolo, 553, Vila Romana, região oeste. @fabriquepaes


Joya

Faz pouco tempo que a padaria incluiu vinhos na sua oferta de bebida, mas já são 15 rótulos como os simpáticos Turbio Pinkgiovese (R$ 38 a taça), um rosé argentino muito charmoso, e o Château Briot (R$ 42), tinto francês mais clássico. Seja com as delícias tentadoras de padaria (tartines, sanduíches e viennoiseries) ou com o novo cardápio de jantar, que inclui um rigatone cacio e pepe com filé-mignon.

R. Fradique Coutinho, 1.406, Vila Madalena, região oeste. @joyaboulangerie





Fonte.:Folha de São Paulo

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