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4 de fevereiro de 2026

Virginia e Vini Jr: entenda se pomada íntima pode configurar doping

Virginia e Vini Jr: entenda se pomada íntima pode configurar doping

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A influenciadora Virginia Fonseca despertou curiosidade sobre uma faceta inesperada dos exames antidoping aplicados em atletas profissionais: vivendo um relacionamento com o atacante Vini Jr., do Real Madrid e da Seleção Brasileira, ela revelou em entrevista recente que até a pomada íntima que utiliza precisa ser liberada pela equipe do jogador, sob risco de provocar uma suspensão por doping após uma relação sexual.

As afirmações geraram a dúvida sobre até que ponto realmente é possível uma pomada ou creme de aplicação vaginal acabar gerando problemas para o homem. Entenda melhor a situação.

O que é e como é feito o antidoping

Exames antidoping são testes aos quais atletas profissionais são submetidos regularmente para verificar se não fazem uso de alguma substância banida que possa melhorar sua performance esportiva. Globalmente, os testes são conduzidos pela Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) e rastreiam amostras de urina ou de sangue do atleta em busca de compostos proibidos, listados neste link.

O exame costuma ser feito de forma aleatória e sem aviso prévio, para evitar que uma pessoa que esteja se dopando consiga adotar medidas para escapar à detecção da WADA. As amostras podem ser coletadas de forma isolada ou conjunta.

Em qualquer cenário, na hora da testagem, o atleta precisa estar sempre acompanhado por um fiscal da agência antidoping para que não possa substituir seu material biológico pelo de outra pessoa.

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Caso um atleta seja flagrado se dopando, ele pode perder os títulos, medalhas e recordes que obteve na competição em que a testagem foi feita (risco maior nos esportes individuais), além de estar sujeito a uma suspensão de meses ou anos – principal punição a atletas de esportes coletivos, como é o caso de Vini Jr.

Mas uma pomada íntima pode gerar problemas no antidoping?

Sim, pomadas, cremes ou géis de uso ginecológico podem acabar gerando resultados positivos no antidoping, tanto na pessoa que faz uso da substância quanto em seus parceiros sexuais – neste caso, é preciso contato com a área de aplicação do produto.

O risco é maior com produtos que contenham hormônios, como o gel de testosterona, que podem acabar dando um resultado alterado no teste de doping, ou com determinados corticoesteroides que fazem parte da lista de substâncias banidas pela WADA.

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Virginia não revelou se faz uso de algum produto do tipo no momento. Sabe-se que ela faz uso do “chip da beleza”, implante que libera testosterona no organismo, mas que, em tese, não provocaria o mesmo risco de contaminação dos parceiros visto nas pomadas.

Na seara de produtos ginecológicos, um dos nomes conhecidos por causar problemas no antidoping é o clostebol, presente em medicamentos cicatrizantes e antibióticos que podem ser receitados para tratar a vaginite ulcerativa ou lacerações pós-parto, por exemplo.

Por ser um esteroide anabolizante androgênico derivado da testosterona, o clostebol é banido pela WADA e pode causar problemas nos testes, mesmo que o uso não tenha a intenção de melhorar a performance. Foi essa substância, por exemplo, que levou à suspensão da saltadora Maurren Maggi, em 2003. À época, ela alegou que o clostebol veio do creme Novaderm, usado durante uma sessão de depilação.

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Esses produtos também podem acabar nas amostras biológicas dos parceiros sexuais de quem os utiliza. Uma das vias óbvias é que traços da substância irregular permaneçam na uretra masculina e acabem contaminando diretamente a urina utilizada no teste de doping, mas também existe o risco de contaminação transdérmica: o simples contato pele a pele, mesmo com uma única exposição, parece gerar níveis detectáveis de determinadas substâncias na urina, segundo diferentes estudos.

Prevenção

A única maneira 100% garantida de não ter problemas é evitando o uso de produtos que contenham substâncias banidas pela WADA, mesmo aquelas de uso cotidiano por não-atletas. Por isso, a recomendação é a verificação prévia dos ingredientes e princípios ativos das pomadas íntimas, como Virginia diz que já é feito pela equipe de Vini Jr.

O uso de preservativos nas relações sexuais também pode reduzir as chances de contaminação involuntária das amostras no exame antidoping, mas não elimina por completo a possibilidade de que a substância acabe passando para o parceiro sexual pelo contato transdérmico com outras partes do corpo.



Fonte.:Saúde Abril

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