1:20 PM
29 de agosto de 2025

Vivendo com dêmencia, Bruce Willis mantém saúde, mas começou a perder a fala

Vivendo com dêmencia, Bruce Willis mantém saúde, mas começou a perder a fala

PUBLICIDADE



A esposa do ator norte-americano Bruce Willis, de 70 anos, revelou que ele está vivendo em uma nova casa, com adaptações e assistência profissional para lidar com sua doença neurodegenerativa. Em 2022, Willis foi diagnosticado com demência frontotemporal (DFT), que afeta o comportamento e a memória.

Segundo revelou Emma Heming Willis em entrevista ao canal de TV ABC, dos Estados Unidos, o marido mantém a mobilidade e uma boa saúde geral, mas começou a perder a linguagem e a capacidade de comunicação.

Ela contou que Willis dá “relances” de quem era, como olhares e risadas, aceita trocas de carinho com a família, e que ela ainda sente que há uma conexão com ele.

A DFT é uma doença sem cura que, no Brasil, tornou-se mais conhecida após o jornalista Maurício Kubrusly receber o mesmo diagnóstico, destacado em uma reportagem do Fantástico, na TV Globo, no ano passado.

O que é a DFT

A demência frontotemporal por vezes é apelidada de “doença da gafe”, porque sua característica marcante nos estágios iniciais costumam ser alterações de comportamento e personalidade. É comum que os pacientes percam a inibição e apresentem comportamentos vistos como impulsivos ou inadequados.

Continua após a publicidade

Com o tempo, a DFT também provoca alterações de memória, como em outras demências, mas esse não costuma ser um dos sinais iniciais. Cada paciente, porém, é diferente. Outros sintomas comuns incluem a afasia, que prejudica a capacidade de se comunicar, como Emma revelou ser o caso atual de Bruce Willis.

+Leia também: Demência frontotemporal: a doença da gafe

Além de atingir áreas diferentes do cérebro e provocar sintomas iniciais que costumam ser distintos, outra importante mudança em relação ao Alzheimer é que a DFT costuma começar a se manifestar muito mais cedo, já a partir dos 40 anos. No entanto, é necessária sempre uma avaliação profissional acompanhada de exames de imagem do cérebro, pois casos de Alzheimer precoce também existem.

A opção por colocar o marido em uma casa adaptada também foi tomada em nome das filhas, afirmou a esposa. O casal, junto desde 2009, tem duas meninas, de 11 e 13 anos. “Ele gostaria que elas tivessem um lar voltado para as necessidades delas, não para as dele”, argumentou Emma em entrevista à rede de televisão ABC.

Continua após a publicidade

Não existe cura para a DFT

Atualmente, a demência frontotemporal não tem uma cura conhecida. As abordagens buscam melhorar a qualidade de vida dos pacientes e retardar ao máximo a progressão dos sintomas, envolvendo o uso de medicamentos e terapia ocupacional.

Uma equipe multidisciplinar pode contribuir para aliviar os impactos dos sintomas, conforme eles se manifestam, como apoio de fonoaudiólogos para distúrbios na fala ou de fisioterapeutas quando há impactos na mobilidade. O curso de tratamento deve ser definido de forma individualizada, de acordo com as dificuldades de cada pessoa.



Fonte.:Saúde Abril

Leia mais

Rolar para cima