O novo ministro Wellington Lima e Silva, já sinalizou a pessoas próximas que pretende trocar o comando de ao menos quatro das oito secretarias do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre as áreas que devem passar por mudanças estão a Secretaria-Executiva, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos e a Secretaria Nacional de Direitos Digitais.
Até que os novos nomes sejam definidos, o atual secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, acumulará funções e responderá também pela Secretaria-Executiva da pasta.
A medida ocorre após o então secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, que continua colaborando com a transição, ter pedido para deixar o cargo. A exoneração foi publicada na quinta-feira (15).
O novo ministro também já sinalizou que vai manter o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Oliveira.
Segundo pessoas próximas ao ministro, Silva já iniciou conversas com possíveis integrantes da nova equipe. Um dos nomes chamados para o diálogo foi o secretário de Segurança Pública do Piauí, Francisco Lucas Veloso.
O nome dele também tem sido defendido por integrantes do Consesp (Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública). Há, no entanto, outros dois nomes em avaliação para a pasta.
Silva tomou posse como ministro nesta quinta-feira (15), no Palácio do Planalto. Apesar da nomeação recente, ele já ocupou diferentes cargos em gestões petistas e teve uma breve passagem pelo comando da pasta em 2016.
O novo ministro enfrentará diversos desafios à frente da pasta, entre eles o avanço da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança e do PL (Projeto de Lei) Antifacção na Câmara dos Deputados.
O ministério também deverá permanecer sob forte visibilidade, já que a segurança pública tende a ser um dos principais temas das eleições deste ano.
A opção pelo advogado, segundo aliados, seria um sinal de que Lula não abandonou a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública, já que ele não se opõe ao desmembramento da pasta.
Antes de qualquer cisão, porém, o presidente avalia ser necessário construir um arcabouço jurídico sólido com a aprovação da PEC da Segurança, em tramitação na Câmara dos Deputados, e assegurar dotação orçamentária que garanta o funcionamento do novo ministério.
Na cerimônia de posse, Silva afirmou que sua gestão terá como foco o combate ao crime organizado e quer diálogo com o Congresso para aprovação da PEC e do PL Antifacção, ambos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto.
O ministro afirmou que o enfrentamento ao crime organizado passará pelo fortalecimento da tecnologia e dos recursos disponíveis, especialmente pela atuação coordenada e integrada entre os diferentes órgãos do Estado.
Fonte.:Folha de S.Paulo


