12:32 PM
26 de janeiro de 2026

PRF apreende ampolas para caneta emagrecedora e cabelo com paraguaias no PR

PRF apreende ampolas para caneta emagrecedora e cabelo com paraguaias no PR

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A PRF (Polícia Rodoviária Federal) do Paraná apreendeu na manhã deste domingo (25) ampolas de tirzepatida -princípio ativo do Mounjaro- e uma grande quantidade de fios de cabelo de origem estrangeira, encontradas na bagagem de duas passageiras paraguaias que viajavam em um ônibus de turismo.

Itens foram encontrados durante uma fiscalização no compartimento de bagagens do ônibus. No veículo, interceptado pelas autoridades no km 715 da BR-277, na região de Santa Terezinha de Itaipu (PR), agentes da PRF inspecionaram quatro malas pertencentes a passageiras de origem paraguaia, que vivem em São Paulo. No interior delas, foi encontrada uma “grande quantidade de cabelos de origem estrangeira”, conforme informado em nota pela corporação. Já com uma das mulheres, os policiais também encontraram oito ampolas do medicamento Tirzepatida, dentro de dois rolos de adesivos infantis.

Imagens mostram policiais retirando maços de cabelo de dentro de roupas guardadas nas malas. Em fotos e gravação compartilhadas pela PRF, um dos agentes aparece chacoalhando uma calça e, na sequência, enfileirando os fios que caíam de dentro da peça em um trecho da rodovia.

Passageiras informaram aos agentes que os produtos foram adquiridos em Foz do Iguaçu (PR) e teriam como destino a capital paulista para fins comerciais. Ambas foram encaminhadas pelos policiais a um posto da Receita Federal, bem como os itens apreendidos, ainda conforme a PRF.

Procurada, a Receita Federal ainda não retornou sobre a situação das mulheres. O texto será atualizado em caso de futuras manifestações do órgão.
O caso de uma mulher internada em estado grave devido após usar uma “caneta emagrecedora” de origem paraguaia repercutiu no país esta semana. O medicamento foi vendido à Kellen Antunes, 42, de forma ilegal, segundo informado à imprensa por seus familiares. Ela foi diagnosticada, posteriormente, com síndrome de Guillain-Barré (leia mais aqui).

Nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com orientações ou bula em língua estrangeira, segundo a Anvisa. A venda desses produtos, conforme divulgado em novembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, implica em riscos como dificuldade de compreensão para o paciente e erros de administração.

Remédios sem registro no Brasil só podem ser importados de forma excepcional e para uso exclusivamente pessoal, mediante prescrição médica e o cumprimento de requisitos adicionais. “Casos eventuais de falsificação, adulteração ou produto clandestino fogem à governabilidade brasileira, uma vez que o produto está sob regulação de outros países”, informou a Anvisa em nota.

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Fonte. .Noticias ao Minuto

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