12:46 AM
29 de janeiro de 2026

Justiça nega pedido de prisão de vereador e empresário investigados por desvio de emendas

Justiça nega pedido de prisão de vereador e empresário investigados por desvio de emendas

PUBLICIDADE


Chico 2000 e João Nery Chiroli são alvo da Operação Gorjeta e têm afastamento, bloqueio de bens e outras medidas cautelares determinadas pela Justiça

A Justiça negou o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil contra o vereador de Cuiabá, Chico 2000, e o empresário João Nery Chiroli, investigados na Operação Gorjeta, deflagrada na terça-feira (27) pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). O Ministério Público havia se manifestado contra a prisão, e o juiz Cássio Leite de Barros Netto optou por aplicar medidas cautelares, como afastamento do parlamentar, apreensão de bens e proibição de comunicação entre os investigados.

Chico 2000 e Chiroli são investigados por desvio de emendas parlamentares destinadas a provas de corrida de rua. Segundo a apuração, as emendas eram repassadas ao Instituto Brasil Central (IBRACE), que encaminhava a maioria dos valores para a empresa Sem Limite, de propriedade de Chiroli. A investigação indica que o instituto pode ter sido criado para captar recursos públicos irregularmente.

O juiz destacou que a prisão preventiva seria desproporcional atualmente, considerando que a auditoria financeira ainda não foi concluída e que as medidas adotadas são suficientes para impedir novas infrações. Ele ressaltou, porém, que um novo pedido de prisão pode ser feito caso surjam novos fatos na investigação.

O grupo investigado inclui, além de Chico 2000 e Chiroli, os servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior e Joaci Conceição Silva; Alex Jones Silva, presidente do IBRACE; e Magali Gauna Felismino Chiroli. Eles respondem por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Entre as medidas cautelares determinadas estão:

  • Proibição de contato entre os investigados e com testemunhas;
  • Restrição de acesso à Câmara Municipal e à Secretaria Municipal de Esportes;
  • Proibição de deixar a Comarca;
  • Entrega dos passaportes;
  • Bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas de nove pessoas físicas e jurídicas;
  • Sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis;
  • Suspensão das atividades do IBRACE e auditoria de todos os termos de parceria firmados com o Município;
  • Proibição de contratação ou pagamento pelo Município às empresas investigadas.

A decisão judicial visa garantir a continuidade das investigações, impedir a reiteração de crimes e proteger os recursos públicos envolvidos no esquema.





Fonte.: MT MAIS

Leia mais

Rolar para cima