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25 de fevereiro de 2026

Por que Ucrânia resiste e não vê derrota próxima, 4 anos após invasão russa

Por que Ucrânia resiste e não vê derrota próxima, 4 anos após invasão russa

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Militares ucranianos durante treinamento militar perto da linha de frente, na região de Kharkiv, em 28/12/2025

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Este mês completa quatro anos desde o início da invasão em larga escala, e um cessar-fogo ainda parece distante

    • Author, Jeremy Bowen
    • Role, Editor Internacional da BBC News
    • Reporting from, Kiev
  • Tempo de leitura: 19 min

Em uma noite escura e fria em Donetsk, no leste da Ucrânia, as redes que protegem a estrada contra ataques de drones explosivos cintilavam e ondulavam sob os faróis de nosso Toyota Land Cruiser blindado, enquanto atravessávamos túneis estranhos e surreais para entrar e sair da área de combates mais intensos no leste do país.

Essas redes se estendem por quilômetros, suspensas em postes de madeira com cerca de 6 metros de altura, ao longo das laterais e sobre o topo da via. Veículos militares de aparência distópica, que parecem saídos do filme pós-apocalíptico Mad Max 2, passam roncando, envoltos em suas próprias gaiolas de aço e malha.

As redes prendem as hélices dos drones que atacam, funcionando como uma barreira física barata e surpreendentemente eficaz. Mesmo que os operadores russos detonem a carga transportada pelo drone, há a possibilidade de que a explosão não ocorra perto o suficiente para matar pessoas que trafegam pela via em ônibus e carros civis, além de veículos militares.

Grande parte das redes foi doada por pescadores europeus. Apenas nesta semana, o governo da Escócia anunciou o envio de outras 280 toneladas de redes de salmão que estavam prestes a ser recicladas. Antes de qualquer uso, as Forças Armadas ucranianas lançam drones contra o material para testar sua resistência.

Estrada coberta por redes antidrones na região de Kharkiv, Ucrânia, em 12/12/2025

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Na Ucrânia, redes antidrones se estendem por quilômetros, suspensas em postes de madeira

As três letras mais temidas no campo de batalha são FPV, sigla para first-person view (“visão em primeira pessoa”, em tradução livre). Drones FPV estão entre os principais responsáveis por mortes e são utilizados tanto pela Ucrânia quanto pela Rússia. Eles têm câmeras que transmitem informações a seus operadores em um centro de comando que pode estar a 30 ou 40 km de distância. Visitamos alguns desses centros, escondidos em porões de prédios destruídos ou em casas discretas de vilarejos.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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